A Secretaria de Estado de Saúde (SES) recebeu no dia 16 de agosto a notificação de uma suspeita caso de mucormicose, também conhecido como Fungo Negro.
O caso é de um paciente, de 31 anos, que está com Covid-19, internado em um hospital de Dourados, e que não tem comorbidades.
Ele está internado em um leito clínico e recebe tratamento Anfotericina B.
A amostra foi colhida nesta quinta-feira (19) e encaminhada ao Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul (Lacen/MS).
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Esta é a terceira notificação de caso suspeito neste ano, sendo que uma já foi confirmada.
O caso foi informado em 31 de maio. O paciente, de 71 anos, estava com Covid-19 e morava em Campo Grande. Além disso, tinha comorbidades, diabetes e hipertensão.
O paciente faleceu em 2 de junho. O caso de mucormicose foi confirmado em 29 de julho.
O segundo caso suspeito foi notificado em 2 de junho em Corumbá. O enfermo, de 52 anos, reside em Corumbá.
Ele recebeu alta no dia 19 de julho e está fazendo reabilitação domiciliar. Em 30 de julho saiu o resultado negativo para o Fungo Negro.
As pessoas contraem a doença entrando em contato com o fungo no ambiente que, muitas vezes, está em hospitais ou locais fechados.
A forma de contrair é por meio da respiração, ou seja, ao respirar o paciente inala o fungo, e ocorrem em pessoas com comorbidades ou utilizam medicamentos que diminuem a capacidade do corpo de combater algumas doenças.
Os primeiros sintomas são dores fortes na região da cabeça, o que pode ocasionar em obstrução nasal e secreção nasal. Além disso, há possibilidade de que a pele na região fique mais escura.
Após os primeiros sintomas, o paciente sente febre, queda da pálpebra, perda da visão, paralisia do músculo da região dos olhos, evoluindo em coma e óbito.
O tratamento remove, de forma cirúrgica, todos os tecidos mortos e infectados. Em alguns casos, o paciente pode perder a mandíbula ou, até mesmo, o olho.
A duração do tratamento é de quatro a seis semanas.
Como afeta várias partes do corpo, o tratamento requer uma equipe de microbiologistas, especialistas em medicina interna, neurologistas intensivistas, oftalmologistas, dentistas, cirurgiões e outros.