Moradores do bairro Jardim Noroeste, na Capital, denunciam falta de transporte público em horários de pico. Segundo o relato de um morador, todos os dias tem acontecido de trabalhadores e estudantes não conseguirem utilizar o transporte devido a superlotação.
As linhas que mais apresentam problemas são as 517, 519 e 520, segundo o assessor Juliano Alexandre de Sena D'Avila, morador do Jardim Noroeste. “Todos os dias faltam ônibus, estão superlotados todos os dias”, disse.
Segundo o morador, os ônibus passam de tempo em tempo que varia entre 10 e 20 minutos e, mesmo assim, todos os ônibus que passam nos horários entre 5h30 e 6h da manhã apresentam lotação extrema.
Desse modo, recorrentemente, tem acontecido de moradores simplesmente não conseguirem utilizar o transporte público, tendo que sair em horários atrasados para o trabalho e escola.
Os horários em que mais aparece o problema são pela manhã, almoço e no final do dia.
“Hoje – quinta (02) – o de 6h passou lotado, ficando pessoas para trás, o de 6h30 também deixou moradores para trás. No de 6h30 ficaram mais de 20 pessoas para trás”, destacou o morador.
Juliano pega ônibus em ponto da Rua Bananal entre Esmeralda Maluf e Rua Das Perdizes. “O ônibus das 6h já vem superlotado no ponto que pego”, disse, finalizando que é um problema em muitos pontos da mesma rua.
Reforço
Juliano explicou que a linha 517 tem um reforço, mas que este só sai vazio pois não percorre o bairro todo. Desse modo, a população continua desassistida.
“Esse reforço faz só um pedacinho e enquanto isso nos outros pontos ficam moradores esperando o ônibus que é também da linha 517”, ressaltou.
Abaixo, vemos os comentários de moradores em postagem de uma rede social, na qual reclamam como o ônibus de reforço não soluciona o problema.
Em comentário, uma passageira diz: "todos os dias minha filha tem que ir cinco quadras longe pra poder pegar o ônibus que perto da minha casa nem para porque já está lotado", escreveu.
As identidades foram escondidas para proteger a privacidade de cada pessoa.
Solução
Segundo o morador, a população encaminhou a situação para os gabinetes dos vereadores Professor André Luis, Camila Jara e Tiago Vargas. Este encaminhou um ofício à Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), mas ainda não houve um retorno da mesma, conforme explicado por Juliano.
A equipe do Correio do Estado entrou em contato com o vereador professor André Luis, presidente da Comissão de Mobilidade Urbana, o qual relatou não estar ciente do problema.
“A empresa pode ser multada em até 2% do valor do contrato, então quando não há multa, a gente pressupõe que o contrato está sendo fiscalizado, então há uma conivência da prefeitura. A gente vai procurar saber o que tá acontecendo”, disse o vereador.
O vereador Alírio Villasanti, presidente da Comissão Permanente de Transporte e Trânsito, disse também não estar ciente da denúncia.
“A Agetran que fiscaliza isso, então alguma coisa aconteceu se realmente essa denúncia é verídica, alguém falhou nesse processo”, disse.
“Hoje, às 14h, eu tenho uma reunião com o Janine [diretor-presidente da Agetran]. Eu fico em cima, cobrando, até porque é meu dever”, finalizou.
Agetran
Até a publicação desta reportagem, o Correio do Estado não conseguiu obter um retorno da Agetran para dar algum posicionamento.