De acordo com o último relatório divulgado pelo Observatório das Migrações Internacionais (Obmigra), apenas em abril deste ano, mais de 2,8 mil imigrantes foram inseridos formalmente no mercado de trabalho brasileiro.
Conforme o levantamento, os países que mais contribuem com a força de trabalho formal do país são: Venezuela (2.205), Haiti (211) e Paraguai (97). Segundo o relatório, entre demissões e contratos, mais de 20 mil imigrantes movimentaram o mercado formal de trabalho do Brasil no período.
Em Mato Grosso do Sul, de acordo com a Fundação do Trabalho (Funtrab), entre 2020 e esta segunda-feira (18), entre venezuelanos, haitianos, paraguaios e bolivianos o estado identificou 4,5 mil buscas de trabalho em MS. Destes, segundo a Funtrab, apenas 398 conseguiram se colocar formalmente no mercado de trabalho ao longo de quase três anos.
Conforme a pasta, o número de imigrantes encaminhados para trabalhos nos 33 postos da pasta ligados ao Sistema Nacional de Emprego (Sine), foi de 104 trabalhadores (até o momento) em 2022. Em 2021, o número segundo a Funtrab foi de 125 trabalhadores e outros 169 em 2020.
Ao longo do período, os venezuelanos foram aqueles que mais superaram os trâmites burocráticos e segundo a pasta, 216 trabalhadores receberam encaminhamentos de emprego. Entre as estatísticas, os venezuelanos são seguidos por haitianos (98), paraguaios (82), e bolivianos (2).
De acordo com o Centro de Atendimento de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), entre janeiro e maio deste ano, 438 imigrantes entraram em Mato Grosso do Sul por meio das vias legais.
Ao Correio do Estado, a pasta informou que 364 (83%) eram venezuelanos. Além da Venezuela, o estado atendeu 29 paraguaios, 24 colombianos e outros 21 bolivianos.
Anteriormente, a pasta disse que o número é expressivamente menor do que a quantidade de imigrantes que chegam diariamente em Mato Grosso do Sul. “Esse número é bem reduzido, e pode variar bastante, uma vez que o imigrante pode estar em Campo Grande hoje, e amanhã estar em Cascavel, no Paraná”.
Segundo a secretaria, muitos imigrantes vêem o Brasil como uma alternativa às crises de emprego e renda em seus respectivos países. Em 2021, a Sedhast atendeu 963 imigrantes ao longo do ano.
Recorte
Segundo o levantamento da Obmigra, em abril, 6,3 mil venezuelanos foram admitidos ao trabalho formal brasileiro, entretanto, outros 4,1 mil foram demitidos. Entre os haitianos, o “saldo” de trabalhadores empregados foi de apenas 211, período com 2,5 mil novos contratados e 2,3 demissões.
Em menor número, entre bolivianos e paraguaios demitidos e contratados, abril registrou 176 novos trabalhadores.
Conforme o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado no dia 28 do último mês, foram registradas 1,9 milhão de novas contratações com carteiras assinadas no Brasil e outros 1.683.942 desligamentos.
O levantamento foi realizado em parceria com o Ministério do Trabalho e Previdência.