A vontade de ajudar o próximo deu início ao grupo Amor Solidário.
Ao Correio do Estado, a fundadora do projeto, professora Kátia Araújo, relata que, ao ver a dificuldade das pessoas internadas em decorrência da Covid-19, começou uma campanha para arrecadar fraldas para os pacientes internados no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul.
Com a adesão surpreendente dos amigos, que embarcaram junto na ação solidária, o grupo migrou para o fornecimento de alimentos para os moradores em situação de rua, outro público vulnerável na pandemia. Kátia explicou que chamou alguns amigos para ajudar nas ações sociais.
“Desde outubro de 2021, eles começaram a doar alimentos, dinheiro, para que comprássemos os mantimentos, e principalmente tempo, para que no segundo domingo de cada mês pudéssemos cozinhar e distribuir mais de 400 marmitas. Assim nasceu o Amor Solidário”, conta.
A professora comenta que, hoje, a principal ação do grupo é feita na Associação Sinval Reis, no Bairro Dom Antônio Barbosa. “Fazemos arrecadação de alimentos e roupas para as famílias em vulnerabilidade social, sempre tentamos nos mobilizar e ajudar quem precisa”, salienta.
A professora Ariadne Bracco, 43 anos, é uma das voluntárias do Amor Solidário.
Ela relata que o projeto social é uma forma de colocar em prática o amor ao próximo, principalmente em um período em que desafiou a saúde física e mental, o emprego e o sustento de todo mundo.
“Não existe amor sem solidariedade ao próximo. Ao cuidar de um irmão, praticamos a caridade”, reitera.
POBREZA EXTREMA
Campo Grande tem mais de oito mil crianças residindo em favelas, dessas, 70% enfrentam a pobreza monetária extrema, informou ao Correio do Estado a coordenadora da Central Única das Favelas de Campo Grande (Cufa), Letícia Polidorio, no começo deste ano.
Na definição do Banco Mundial, pobreza extrema significa viver com menos de US$ 1,90 por dia, e pobreza monetária, com menos de US$ 5,50. No Brasil, a referência usada é de R$ 492 por mês como limite para a pobreza monetária e R$ 170 para a pobreza extrema.
Para tentar amenizar essa realidade nas comunidades de Campo Grande, o projeto Amor Solidário, que funciona de forma colaborativa, com a ajuda de cada voluntário, tenta, pelo menos uma vez ao mês, trazer um alento às crianças e suas famílias em dificuldade.
“A situação é bem precária, onde as famílias não têm nem o leite das crianças, não têm cobertas, moram debaixo de um teto de lona. Além das marmitas, sempre levamos os saquinhos de gelinho, é pouco, mas já percebemos o quanto isso muda o dia das crianças”, comenta a gerente de vendas Mônica de Araújo, uma das idealizadoras do projeto.
SAIBA
Quem tiver interesse em contribuir de alguma forma com o projeto, pode entrar em contato com a Kátia pelo Instagram @amorsolidariocg.