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MS possui transmissão ativa de febre Oropouche, destaca boletim 

De acordo com o Ministério da Saúde, o país possui 13 mil casos confirmados do vírus apenas neste ano

Com dois casos ativos, Mato Grosso do Sul possui transmissão ativa da febre Oropouche, é o que destaca o último informe do Centro de Operações de Emergências (COE)  para Dengue e outras arboviroses, divulgado neste mês.

Conforme os dados, o vírus foi detectado recentemente em um jovem com idade entre 20 e 29 anos. A primeira detecção ocorreu em junho de 2024, em uma mulher, de 42 anos, moradora de Campo Grande.

Em todo o país, já são cerca de 10 mil confirmações, entre a semana 1 e 19 deste ano, aumento de 56,4% quando comparado com o mesmo período do ano anterior, em que foram registrados 6.440 casos.
Neste momento o Espírito Santo (6.118) possui o maior número de casos,  seguido por Rio de Janeiro (1.900); Paraíba (640) e Ceará (573). De acordo com o Ministério da Saúde, foram oito confirmações do vírus ao longo de 2024 em todo o estado. 

Prevenção

Em nota, o governo do estado alerta sobre a Febre Oropouche, doença viral transmitida pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como ‘maruim’ ou ‘mosquito-pólvora’, entre outras denominações. A doença é considerada uma arbovirose, assim como a Dengue e a Chikungunya.

A gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, explica que os sintomas da Febre Oropouche são parecidos com os da Dengue e da Chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.

“Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático, hidratação. A orientação é similar aos casos de dengue e que a população, ao observar os sintomas, procure por uma unidade de saúde”., frisa. 

Para a médica infectologista, Andyane Tetila, é importante que a população entenda quais são os cuidados necessários para a prevenção da doença, especialmente gestantes.

“As medidas de prevenção precisam ser otimizadas, principalmente ao evitar picadas pelo mosquito transmissor com o uso de repelentes especiais para gestantes nas áreas expostas do corpo; uso de roupas compridas de cor clara; mosquiteiros e telas nas residências”, relacionou a médica.

Seguindo as recomendações de uso de repelentes, proteção de ambientes e eliminação de criadouros, o risco de infecção pode ser reduzido. Gestantes devem tomar cuidados adicionais e buscar orientação médica para garantir uma gravidez saudável.

“Em caso de deslocamento para áreas de risco de transmissão, é recomendado evitar locais de mata e beiras de rios, principalmente nos horários de maior atividade do vetor – entre 9 horas e 16 horas – além disso, para os indivíduos suspeitos de Febre Oropouche, recomenda-se o uso de medidas de proteção individual – uso de repelente e mosquiteiros –, evitando a transmissão vetorial durante o período de viremia”, alerta Jéssica.

De acordo com o Ministério da Saúde, o país possui 13 mil casos confirmados do vírus apenas neste ano. 
 

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