Enquanto candidatos faziam a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (8), a estudante e monitora de alunos Ana Letícia Alves, de 26 anos, participou de uma aplicação com outro formato, em Campo Grande. Segundo ela, a atividade fazia parte de uma pesquisa, foi realizada por computador e não incluiu a produção de texto.
Aluna do primeiro semestre de Tecnologia em Sistemas para Internet no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Ana contou que a participação não tinha como objetivo conquistar uma vaga na universidade.
“Esse ano, não tô aqui pra fazer a prova especificamente pra entrar numa universidade. Eu vim por uma pesquisa, um incentivo do governo”, explicou.
De acordo com a universitária, os participantes responderam às questões em computadores instalados em um laboratório de informática. A redação não fazia parte da atividade, e o grupo não teve acesso à proposta apresentada aos candidatos do Enem.
"Não tivemos acesso, fomos direto para as perguntas", relatou.
Ana afirmou que as questões eram as mesmas da aplicação regular, mas essa equivalência e o vínculo institucional da pesquisa ainda precisam de confirmação da organização.
Segundo a estudante, a iniciativa era direcionada a pessoas que ingressaram no ensino superior neste ano. Ela própria começou a graduação em aogsto, depois de ter feito o Enem em 2025.
Questionada sobre o objetivo da pesquisa, Ana disse que não recebeu uma explicação detalhada. A possibilidade de comparar o conhecimento dos participantes ou o nível de dificuldade das provas foi levantada por ela como uma hipótese, e não como uma finalidade oficialmente informada.
Experiência mais tranquila
Além do computador e da ausência de redação, Ana percebeu outra diferença, o nervosismo foi menor. Já matriculada na faculdade, ela considerou a experiência mais tranquila do que a do ano anterior.
“No ano passado, quando eu tinha feito, me deu muita dor de cabeça depois. E aí hoje eu já tô mais tranquila. Não sei se é porque eu não tô tão nervosa, mas eu achei a prova boa”, contou.
A universitária avaliou os textos como acessíveis e disse que conseguiu ler as questões sem grandes dificuldades de interpretação.
Embora não tenha feito uma preparação específica para a atividade, Ana manteve os estudos desde a última edição do Enem. Além das disciplinas da faculdade, também se dedicou a conteúdos para concurso público.
"Eu não deixei de estudar do ano passado pra cá", afirmou.