O governador Raimundo Colombo (PSD) e o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) anunciaram hoje a transferência de 40 criminosos de Santa Catarina a presídios federais de segurança máxima em resposta aos atentados iniciados em 30 de janeiro.
Reunidos em Florianópolis, Colombo e Cardozo também anunciaram o início da Operação Divisa, pela qual pretendem combater o tráfico de drogas e "quebrar as organizações criminosas", que reconheceram estar por trás dos atentados-106 em 33 cidades até as 11h de ontem.
Outra medida anunciada é uma revisão nos processos dos 17.200 presos do Estado para aliviar a tensão nas prisões -muitos detentos reclamam de atraso em progressão de regime, por exemplo.
A entrevista foi concedida às 11h no momento em que a polícia cumpria cem mandados de busca e apreensão, sobretudo na Grande Florianópolis, onde a facção PGC (Primeiro Grupo Catarinense), suspeito pelos atentados, é mais forte.
Até as 11h, 25 pessoas haviam sido presas, entre elas, parentes do traficante Rodrigo de Oliveira, o Rodrigo da Pedra, suspeito de liderar o PGC e determinar os ataques neste ano e em novembro passado, quando foram registrados 68 casos em 17 cidades.
"Nós estamos quebrando a espinha dorsal do crime organizado. Estamos trabalhando duro e vencendo o crime", disse Colombo.
Ele agradeceu especialmente à Justiça "pela agilidade" com os pedidos de transferência de presos e mandados de prisão e desculpou-se pelo silêncio das últimas semanas.
"Procuramos só dizer o que era possível dizer. Mas isso [silêncio] impediu o nosso fracasso."

