Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

ALERTA NA SAÚDE

À espera de “julho tenso” hospitais ampliam leitos

Rede pública e privada de Campo Grande já se planeja para aumentar a oferta de leitos
27/06/2020 08:00 - Daiany Albuquerque


Campo Grande tinha ontem1.704 casos confirmados da Covid-19, o que representa 24,6% dos casos de Mato Grosso do Sul. Só nos dados consolidados no último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) foram 150 novos episódios. Com a curva de contágio ascendente, o município também acelera o processo de implantação de novos leitos, tanto de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), quanto de enfermaria.

A administração tem formalizado este mês a contratualização de cerca de 137 leitos em três hospitais particulares da Capital para atenderem pacientes da doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A maior parte vai para leitos clínicos e 37 serão leitos de UTI.

Com esse incremento, Campo Grande conta agora com 494 leitos contratualizados, tanto em hospitais públicos e particulares, para atendimento exclusivo de pacientes com Covid-19 e síndromes respiratórias. Deste total, 324 são leitos clínicos e 150, de UTI.  gestores de hospitais privados já falam em “um julho tenso”, a medida que a curva de contágio, e consequentemente as internações, aumentam.  

A ocupação global das UTIs na cidade (estatísca que leva em consideração todas as enfermidades atendidas) é de 60%. Alguns hospitais privados, já estão reservando novos espaços, é o caso da Cassems, que está ampliando os leitos, e do El Kadri, que ativará um andar inteiro só para atender pacientes com Covid-19.  

Pasra os pacientes do SUS, o secretário municipal de Saúde, José Mauro de Castro Filho, serão “comprados” 20 leitos de UTI no Proncor, 10 na Clínica Campo Grande e 7 no El Kadri. Apesar do contrato, o titular da pasta afirma que, por enquanto, ainda não será necessário utilizar a estrutura dos hospitais privados.

“Só usaremos estes leitos depois que os hospitais públicos e filantrópicos não tiverem mais leitos. Não temos, porém, como prever quando isso deve ocorrer. O que fizemos foi deixar pactuado para quando precisarmos utilizar, e só vão ser pagos em casos de uso”, frisou o secretário.

CONSTRUÇÃO

Além desses leitos na rede privada, mais 20 leitos de UTI deverão ser construídos no Hospital do Câncer Alfredo Abraão. “Queremos já para a próxima semana colocar esses leitos. São 10 equipamentos que recebemos do Ministério da Saúde e outros 10 do governo do Estado. Há também a ampliação no Hospital Regional que hoje chegou a 78 leitos (de UTI) e recebeu mais 10 da JBS, então devem chega a 88 nos próximos dias”.

Para Castro, a Capital ainda está em uma “situação superior” em relação a ocupação de leitos SUS do que outras cidades. “Tudo depende de estratégia e a nossa agora é ampliar leitos. Nós acautelamos muitos casos graves quando fizemos o fechamento lá atrás. Agora temos uma quantidade robusta de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e temos recebido oferta de respiradores por R$ 20 mil, o valor caiu muito”.

Sobre o aumento dos casos, o secretário afirma que a cidade aumentou a testagem e que cerca de 30% dos positivados já tiveram o vírus, mas sem que ele se manifestassem e quando receberam o diagnóstico já estavam curados. Ele ainda avisa que a tendência é que esses números continuem crescendo.

“Tem que ter alguns parâmetros para se decretar um lockdown, e o nosso termômetro vai ser o número de leitos, a quantidade de pessoas que estão sendo internadas, que estão ocupando leito e morrendo, e temos uma porcentagem pequena ainda para o tamanho da população de Campo Grande. Estamos tomando decisões diárias, mas hoje, nessa semana não tem precisão dessa medida”, argumentou Castro.

 
 

PARTICULARES

Na rede particular de Campo Grande, a situação está mais agravada que na pública. No Proncor a ala reservada a pacientes de Covid-19 estão com ocupação de 81% nos leitos clínicos (são 21 leitos sendo 17 ocupados no momento) e a UTI tem 70% de lotação (10 leitos no total, sendo 7 ocupados no momento). O centro médico informou que consegue ampliar a oferta em cerca de 12 vagas tanto de UTI como clínico.

Já a Unimed informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que seu hospital já atendeu até hoje 2.194 pessoas na unidade de Covid-19. Dessas, 1.771 receberam alta imediata e outras 423 ficaram em observação. Foram 136 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave, sendo que quatro morreram e já tiveram alta.

Atualmente 21 pessoas permanecem internadas no hospital, sendo que 8 já testaram negativo para o novo coronavírus. Entre os casos confirmados ou suspeitos, 10 estão em leitos clínicos (3 suspeitos e 7 confirmados) e 3 na UTI (1 suspeito e 2 confirmados – sendo que um deles está entubado). O hospital, porém, não informou a quantidade de leitos disponíveis.

Na semana passada o diretor da Unimed em Campo Grande, Maurício Simões Correa havia informado que a lotação do hospital havia chegado em 80% na UTI de Covid-19.

No El Kadri, conforme informações obtidas pela reportagem, as UTIs já estavam em 80% de ocupação, sendo 8 pessoas internadas por conta da Covid-19, entre suspeitos e confirmados. O hospital tem 30 Unidades de Terapia Intensiva e 7 delas são do SUS.

CASSEMS

Na Cassems, o presidente Ricardo Ayache anunciou aumento de 40% nos leitos de UTI da unidade de Campo Grande, o que significa 12 leitos a mais para o atendimento aos pacientes infectados pela Covid-19, passando dos atuais 30 leitos para 42 leitos. A medida também será feita na unidade de Dourados, onde a oferta de leitos de terapia intensiva será ampliada em 30%, passando de 15 para 20 leitos. Esse aumento acontece a partir de segunda-feira (29).

Ontem, no Hospital Cassems de Campo Grande, a ocupação de leitos era de 67%. Havia 10 pacientes internados na unidade com suspeitas da Covid-19, sendo oito em enfermaria e dois em UTI. Também há 11 pacientes confirmados com a doença: 5 em enfermaria e 6 em UTI.

 

 
 

Felpuda


Falatório e atitude de membro da família acenderam a luz vermelha no “QG” de candidato, pois poderão causar muitos estragos. 

A tropa de choque de defensores do candidato a prefeito já foi colocada em campo e só falta falar que os genes de ambos são diferentes. 

E com relação ao dito-cujo, sabe-se que deverá ser orientado a “baixar a bola” nos próximos dias, mais precisamente até o término da campanha eleitoral.

Afinal...