Cidades

Cidades

Abandonado, Núcleo Industrial está sendo invadido

Abandonado, Núcleo Industrial está sendo invadido

Redação

03/05/2010 - 23h49
Continue lendo...

Flávio Paes

O primeiro Núcleo Industrial de Campo Grande, no Distrito de Indubrasil, passa por processo de favelização, 33 anos depois de sua implantação. Está sitiado por invasões de áreas públicas e particulares. Dentro do seu perímetro de 200 hectares, famílias estão ocupando instalações de empresas fechadas, terrenos onde deveriam estar funcionando indústrias, invasores se estabeleceram, construíram casas, um deles abriu um bar e outro transformou a área numa chácara, onde cria algumas cabeças de gado.

As instalações do que era uma fábrica de soro fisiológico foram invadidas por cinco famílias que fizeram ligações clandestinas de água e luz. Um dos moradores, ex-interno da Colônia Penal, Paulo de Oliveira, mora com a mulher e o irmão no prédio onde era a recepção e os escritórios da empresa. “Estou aqui há oito meses. Isto aqui estava abandonado e era usado por usuários de droga”, assegura. Ele se queixa da perseguição da polícia. “Ontem à noite (quinta-feira passada) eles estiveram aqui dando uma batida. Não acharam nada”, revela. “Vivo de catar material reciclável, não mexo com essas coisas”.
Entre seus vizinhos, José Zito de Cruz, que há dois anos mora com a mulher, Rosa Maria e os enteados, no galpão onde funcionava a fábrica. “Ganho pouco, não tenho condições de pagar aluguel. Enquanto os donos não tiram a gente daqui, vamos levando a vida por aqui mesmo”, explica.

A algumas quadras dali um dos pontos de encontro dos trabalhadores é o bar do José, que depois de ficar desempregado com o fechamento da indústria onde trabalhava, resolveu ficar por ali mesmo. Construiu a casa e transformou num pequeno negócio. “Quando me pedirem para sair, vou embora. Faço a limpeza do terreno e não deixo mais gente invadir”, informa. 

A menos de 500 metros do bar, dona Maria, há 20 anos ocupa uma faixa do terreno próximo ao prédio abandonado do moinho de trigo que foi um dos mais modernos do país. Ela construiu uma casa de madeira e tem algumas cabeças de gado. “Entrei aqui com autorização da prefeitura”, avisa.
As invasões também chegaram à via de acesso ao núcleo pelo braço do anel rodoviário que interliga as saídas para Sidrolândia e Aquidauana. Ao longo da faixa direita (sentido Coophavila/Indubrasil) da rodovia centenas de famílias se instalaram. Alcides Costa Leite está ali há 12 anos. Construiu casa e montou restaurante para atender caminhoneiros. A duplicação da pista ou construção de acostamento vai exigir a demolição de algumas casas.

Cidades

BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

Continue Lendo...

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).