Cidades

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Acessibilidade: um longo caminho nem sempre acessível....

Acessibilidade: um longo caminho nem sempre acessível....

Redação

09/04/2010 - 20h14
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O tema levantado por este Jornal na sua edição de domingo, em seu Editorial e em seu caderno Cidades, com foco nos direitos fundamentais das pessoas com deficiência e ou com mobilidade reduzida motivou-me a prestar minha contribuição e somar minha voz à do articulista.

Atuo na área, não só enquanto estudiosa das políticas a ela relacionadas, mas pelo exercício enriquecedor de ser mãe do Marcelo, hoje com 35 anos, que, ao nascer com as limitações da paralisia cerebral, fez-se meu professor de acolhimento das diversidades, pelo que lhe sou profundamente grata.

Nesses 35 anos, sou testemunha/agente das profundas alterações no panorama legal de nosso País no que respeita à defesa dos direitos dessas pessoas. A Constituição de 1988 contempla garantias de direitos da pessoa com deficiência, reflexo de uma luta cidadã em direção a uma sociedade inclusiva, quando do processo da Constituinte. Em nossa Carta Magna, estão registrados os direitos de prevenção, acessos, assistência social, saúde, lazer, educação.

Com base nos preceitos constitucionais, um acervo de normas vem sendo construído e, a depender do conjunto normativo de que hoje dispomos, estaríamos exercitando um viver em sociedade fundamentado na ética, no respeito às diferenças e na solidariedade.

Dentre todas, destacam-se a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9394 de 1996, que dedica um de seus capítulos à educação especial e a Lei 10.098/2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida,regulamentada pelo Decreto 5.296/2004.

A chamada Lei da Acessibilidade e o Decreto 5.296/2004, que a regulamenta, são bastante didáticos ao dispor sobre acessibilidade e suas condições, de forma necessariamente ampla e detalhada, envolvendo o acesso às edificações, aos logradouros, aos transportes, aos mobiliários e equipamentos urbanos, à informação, à comunicação, dentre outros. Estão definidas, ainda, as barreiras às diversas naturezas de acessibilidade, as responsabilidades civis e as do Poder Público.

Assim, após dez anos de homologação da referida lei e seis anos de sua regulamentação, parece-nos incabível o quadro denunciado no último dia 4(quatro) de abril, que bem relata da precariedade das calçadas, da falta de rampas, da inadequação de banheiros de uso público, do desrespeito a vagas de estacionamento demarcadas, para falar basicamente em implementação da acessibilidade arquitetônica e urbanística.

Outros regramentos estão dispostos nas normas, sobre a obrigação da eliminação de barreiras na comunicação e estabelecimento de mecanismos e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização às pessoas que deles tenham necessidade, de forma a garantir o acesso à informação, à comunicação, ao trabalho, à educação, ao transporte, à cultura, ao esporte e ao lazer.

É de nosso entendimento que o tema, cuja discussão foi iniciada, merece aprofundamento. Talvez, semanalmente, esse reconhecido veículo de comunicação possa assumir a coordenação da construção de uma agenda em que profissionais de nossa comunidade abordem a acessibilidade do ponto de vista de sua formação/área de atuação e, ainda, os próprios sujeitos e ou seus pais se manifestem a respeito do assunto.

Os direitos estão garantidos legalmente. Para a sua efetivação, é preciso que as pessoas se sensibilizem, coloquem-se no lugar do outro, exijam e pratiquem normas básicas em direção a uma sociedade que, a partir de atitudes de aceitação das diferenças individuais e de valorização da diversidade humana fortaleça a cooperação entre as pessoas e inclua a todos.

Eliza Cesco, docente da UEMS

Memorando de Entendimento

MS será palco de 'teste agropecuário' com a Google

Agronegócio sul-mato-grossense tende a ser beneficiado com este acordo, sendo palco de testes para modelos que visem elevar os níveis de produtividade, além de apoiar decisões do produtor 

06/12/2025 13h30

A inteligência artificial no campo, segundo o Governo do Estado, pode otimizar toda a cadeia produtiva, aprimorando por exemplo, entre outros pontos, até mesmo a previsão climática. 

A inteligência artificial no campo, segundo o Governo do Estado, pode otimizar toda a cadeia produtiva, aprimorando por exemplo, entre outros pontos, até mesmo a previsão climática.  Reprodução//Secom-GovMS/Saul Schramm

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Através de um acordo de cooperação técnica assinado recentemente, Mato Grosso do Sul está prestes a se tornar palco de um "teste agropecuário" com o Google. 

O Memorando de Entendimento (MoU) assinado com a Google Brasil, conforme o Governo de MS em nota, prevê "cooperação em tecnologia, inteligência artificial e infraestrutura em nuvem, envolvendo áreas essenciais da administração pública". 

Distante aproximadamente uns 980 quilômetros da Capital, o governador de Mato Grosso do Sul viajou com sua equipe de secretários de Estado - Rodrigo Perez (Governo e Gestão Estratégica) e Jaime Verruck (Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) -  até o "coração" da popular Faria Lima, para reunião com executivos da empresa na sede da Google. 

Durante assinatura, Riedel relembrou o foco do Executivo sul-mato-grossense na transformação digital, que ele diz ser fundamental para a "efetividade da gestão estratégica sair do papel e ser executada", alcançando finalmente a população. 

Entre todos os focos a serem abordados, o agronegócio sul-mato-grossense tende a ser beneficiado com este acordo, sendo palco de testes para modelos que visem elevar os níveis de produtividade, além de apoiar as decisões do produtor. 

A inteligência artificial no campo, segundo o Governo do Estado, pode otimizar toda a cadeia produtiva, aprimorando por exemplo, entre outros pontos, até mesmo a previsão climática. 

Em complemento Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, apontou os índices de crescimento econômico e social sul-mato-grossense, que só tendem a melhorar com as ações de modernização e otimização de políticas públicas que passarão a contar com maior amparo tecnológico. 

"Mato Grosso do Sul já é uma potência no agronegócio e a tecnologia pode ser uma aliada para o crescimento do Estado. Queremos apoiar o Governo do Estado a levar o impacto positivo da tecnologia para a população", disse o executivo em nota. 

Demais áreas

Além do campo, as tecnologias do Google também devem ser aplicadas nas mais diversas áreas, possibilitando um melhor desempenho para alunos e até aumentando a eficiência administrativa das unidades escolares da Rede Estadual de Ensino (REE). 

As chamadas soluções de nuvem (para armazenamento de dados e sistemas online) e machine learning (aprendizado de máquina) permitiram um avanço na organização de dados, por parte da gestão pública, além de trazer mais transparência e economia dos recursos.

Toda essa nova base de dados permitirá, ainda, no futuro, que novas aplicações da Inteligência Artificial sejam integradas aos serviços essenciais à população, beneficiando áreas como saúde, segurança e finanças, como bem cita o Governo do Estado. 

Na visão do Executivo de MS, esse novo acordo é tido como um passo decisivo rumo a uma administração mais moderna, inteligente e conectada às necessidades da população. 
**(Com assessoria)

 

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SEM ACORDO

Dentistas negam proposta de Adriane Lopes e podem virar ano em greve

Categoria está em estado de greve desde o dia 15 de novembro, e acordo com o executivo municipal ainda está 'longe' de acontecer

06/12/2025 12h30

Proposta da Prefeitura foi abaixo do esperado pela classe, que recusou em Assembleia nesta sexta-feira (5)

Proposta da Prefeitura foi abaixo do esperado pela classe, que recusou em Assembleia nesta sexta-feira (5) Foto: Divulgação/Sioms

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Há cerca de 20 dias em estado de greve, os dentistas que trabalham na rede pública de Campo Grande negaram a proposta da Prefeitura e indicaram entrar em greve a partir do dia 17 de dezembro, seguindo assim por 30 dias caso não haja acordo com o executivo municipal.

Desde o dia 15 de novembro, o Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (Sioms) e a Prefeitura Municipal de Campo Grande estão em sério debate sobre o descumprimento judicial referente ao reposicionamento do plano de cargos e carreiras, provisionado desde 2022.

Nesta última semana, o executivo enviou uma proposta à categoria, para tentar chegar a um acordo antes que uma paralisação ocorra.

Sobre o reposicionamento do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR):

  • 30% dos reflexos financeiros no mês de maio de 2026;
  • 35% no mês de maio de 2027;
  • 35% no mês de fevereiro de 2028;

Já sobre o auxílio alimentação:

  • 50% dos reflexos financeiros no mês de outubro de 2027;
  • 50% no mês de março de 2028;

Sobre o índice inflacionário, a Prefeitura pontuou “estar impossibilitada por questões legais”.

Porém, a proposta foi negada pela categoria. Na assembleia desta sexta-feira (5), além de votar sobre o acordo ou não com o executivo, os dentistas também indicaram data para a greve, iniciando-se no dia 17 de dezembro e durando cerca de 30 dias, ou seja, até dia 17 de janeiro. Todavia, a data é passível de alteração e até anulação caso as partes entrem em acordo.

“Haverá um cuidado, que foi discutido nesta Assembleia, para não haver prejuízos à população, tanto que 100% dos atendimentos em plantões, sejam ambulatoriais ou emergenciais, vão continuar em funcionamento. Então, a população que tiver alguma situação de dor ou de procura do cirurgião-dentista da unidade de saúde, de emergência, terá seu atendimento garantido”, explica o presidente do Sioms David Chadid.

Novela

A categoria afirma que o movimento é consequência do descumprimento, por parte da gestão municipal, do prazo judicial para efetivar o reposicionamento salarial determinado pela Justiça, decisão já confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Desde maio deste ano, a categoria busca reaver ajustes salariais que ficam entre 15% e 68%.

O descumprimento da liminar que garante a progressão vertical da carreira foi considerado o estopim para a organização da assembleia, uma vez que, segundo o sindicato, os profissionais estão há três anos sem atualização salarial e a não regulamentação do auxílio-alimentação.

Entre os pedidos, os sindicalistas querem a implementação a partir de abril de 2026 de auxílio alimentação de R$ 800, além de reposição de 15% sobre os pagamentos de plantões a partir de setembro do próximo ano - sendo os dois últimos pedidos escalonados em duas parcelas. 

Além de reposições salariais, a categoria também está pedindo melhores condições de trabalho. Em uma assembleia recente, cerca de 100 dentistas relataram condições precárias de trabalho nas unidades municipais de saúde, incluindo compressores quebrados, falta de insumos básicos, como luvas e rolinhos de algodão, além da pressão crescente sobre os profissionais, fatores que, segundo o sindicato, impactam diretamente a qualidade do atendimento à população.

*Colaborou Alison Silva

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