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TRÂNSITO

Acidente em cruzamento mata uma pessoa e deixa dois feridos

Moradores estão revoltados com descaso em relação a sinalização precária do local
10/03/2020 11:00 - Camila Andrade Zanin


 

Acidente que ocorreu na manhã desta terça-feira (10) envolvendo dois carros, provocou uma morte e deixou dois feridos. A batida aconteceu no cruzamento da Avenida Gabriel Spipe Calarge com as ruas Jorge Hernandes e Manoel Vieira de Souza, na região do Jardim das Nações, em Campo Grande. Alguns moradores dos bairros próximos foram até o local do acidente, e afirmam que colisões já se tornaram uma rotina na avenida. Eles estão revoltados e alegam descaso dos órgãos de trânsito em relação à sinalização do cruzamento. 

O motorista do Fiat Uno prata, Murilo Vinícius Barbino, 23 anos, estava na preferencial da Avenida Gabriel Spipe Calarge, mas - de acordo com a polícia - poderia estar em alta velocidade. O aposentado Cacildo Sandim de Souza, 74 anos, motorista do Gol preto, estava acompanhado da esposa e da filha no carro. Ele lamenta e explica que não viu o carro na avenida, ou seja, estava na preferencial, e atravessou no sentido Rua Manoel Vieira de Souza para a Rua João Hernandes, ao colidir com o outro veículo. A esposa de Cacildo, Edilene Rosalino Taveira, de 69 anos, sofreu uma parada cardiorespiratória cardíaca e morreu no local.

Foram acionados o Corpo de Bombeiros, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). O estado mais grave era de Edilene, que sofreu uma parada cardiorespiratória. Os bombeiros e os socorristas do SAMU tentaram, por quase meia hora, reanimar a vítima com massagem cardíaca. Mas, conforme o médico socorrista do SAMU, Daniel Rocha do Carmo, Edilene sofreu uma lesão cervical grave e não resistiu.

Alguns moradores dos bairros próximos foram até o local da colisão, e afirmam que acidentes são comuns nessa travessia por falta de sinalização visível. Eles alegam que os "pares" do chão já estão apagados, e que os motoristas não vêem a placa de pare colocada no poste. “Quem vai cruzar, não vê a sinalização, tem ponto cego, e quem vem na avenida, passa em alta velocidade na maioria das vezes, e acaba acontecendo batida direto”, afirma uma moradora, que não quis se identificar. 

Cacildo não sofreu ferimentos, sua filha de 49 anos foi socorrida e encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vila Almeida. Murilo sofreu ferimentos leves e foi levado para Santa Casa. O cruzamento foi interditado para o trabalho da perícia da Polícia Civil, que chegou ao local para analisar o acidente horas depois. 

 
 

REVOLTA DOS MORADORES 

O presidente do Bairro Jardim das Nações, Vanderlei Schneider, contou ao Correio do Estado que já enviou vários ofícios a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), solicitando a instalação de semáforo ou quebra-molas. Contudo, Vanderlei explicou que os órgãos que regulamentam o trânsito respondem argumentando que o valor para instalação de semáforo é muito caro (aproximadamente R$ 70 mil), e que também deixam sem resposta sobre o quebra-molas. 

Revoltados com a situação, os moradores presentes fecharam o cruzamento onde ocorreu a colisão, com galhos, pedaços de madeira e pneus em sinal de protesto, e cogitam deixar o cruzamento fechado, e formalizar um protesto contra o descaso. Os agentes de trânsito e a perícia discordam que a sinalização é falha, e os moradores ficam revoltados. Vanderlei afirma que eles têm provas que o trecho é problemático. Com um drone, o presidente do bairro faz filmagens e imagens dos constantes acidentes, envia aos órgãos responsáveis pelo trânsito, mas ficam sem respostas. 

De acordo com informações da planilha apresentada pela BPtran, a quantidade de acidentes com vítimas fatais chegou a 16, contando o acidente de hoje. Esse número é o mais alto desde 2014. Em contrapartida, o número de acidentes de janeiro até o momento, contabiliza 1344 colisões, menor número também desde 2014. 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.