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Açougueiro mata a ex-mulher a facadas

Açougueiro mata a ex-mulher a facadas

Redação

06/04/2010 - 21h05
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karine cortez

 

O açougueiro Alzir da Silva Filho, 44 anos, assassinou na manhã de ontem, com vários golpes de faca, a ex-esposa, Gisele Aparecida da Cruz Silva, 41 anos. O crime aconteceu na Rua Pampulha, no Bairro Jardim São Conrado, por volta das 6h, quando a vítima, em companhia da mãe, Benedita Pinto Cruz, 68 anos, esperava ônibus para ir ao trabalho.

Separada há oito meses e morando com a mãe, Gisele Cruz estava sofrendo constantes ameaças por parte do ex-marido, que passou a persegui-la pelas ruas, conforme informou a filha do casal Gislayne Caroline da Silva, 19 anos. "Passei a ir todos os dias com ela até o ponto, mas nem a minha presença intimidou ele. Caída no chão minha filha pedia socorro para mim dizendo: não deixa eu morrer mãe, me ajuda", contou Benedita.

Muito abalada, a mãe de Gisele Cruz disse que tentou socorrer a filha, mas foi impedida por Alzir. "Só estava eu e ela no ponto. Comecei a pedir socorro e fui para cima dele. Ele me deu um empurrão e me derrubou no chão. Nessa hora ele já tinha dado várias facadas na minha filha e saiu correndo de bicicleta. Ela não resistiu, foram muitas facadas e acabou morrendo na hora, coitadinha", lamentou.

Gisele Cruz foi casada por 20 anos com Alzir e teve três filhos, Julian de 17 anos, Gislayne, 19 anos, e Vinicius de 10 anos. A vítima decidiu se separar há oito meses e voltou a morar com a mãe. "No domingo fui na casa do meu pai e conversei com ele para pedir que deixasse minha mãe viver em paz. Mas, ele estava irredutível, desconfiado que ela teria outra pessoa e chegou a dizer que faria uma besteira. Não entendo como meu pai não pensou em nós, nos filhos dele e fez isso com nossa mãe", desabafou Gislayne.

De acordo com o boletim de ocorrência policial registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), Alzir esfaqueou a ex-esposa nos braços, no pescoço, nos seios e nas axilas. O crime foi registrado como homicídio doloso – quando há intenção de matar. Até o fechamento desta edição a polícia não havia conseguido prender o responsável pelo crime.

 

Violência contra mulher

A titular da Delegacia da Mulher, Lúcia Falcão, disse que em setembro do ano passado Gisele Cruz havia registrado boletim de ocorrência por vias de fato – quando há agressão, mas não resulta em marcas ou lesões pelo corpo – contra o ex-marido. Mas, segundo ela, a vítima não teve interesse em processar o autor. "Quando não há interesse da mulher em processar o agressor a ocorrência fica arquivada", enfatizou.

A delegada orienta as mulheres vítimas de violência doméstica a procurarem ajuda já no primeiro momento em que sofrerem qualquer tipo de agressão por parte do companheiro.

A mãe de Gisele Cruz contou que após agredir a ex-esposa Alzir tentava se reconciliar oferecendo presentes a ela e pedindo perdão. "É comum a violência doméstica se tornar um ciclo, porque ora existe agressão, depois vem a reconciliação e muitas mulheres acreditam que não vão mais ser maltratadas pelos companheiros. Mas, isso nem sempre acontece", explicou Lúcia Falcão.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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