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Acusado de obrigar jovens a pular de trem nega ter ameaçado vítimas

Acusado de obrigar jovens a pular de trem nega ter ameaçado vítimas

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O homem acusado de obrigar dois jovens a pular de um trem em Mogi das Cruzes (Grande São Paulo), em 2003, disse nesta sexta-feira nunca ter ameaçado as vítimas.

Durante seu julgamento, nesta tarde, ele disse que apenas olhou e comentou o estilo de cabelo dos rapaz antes deles pularem do veículo.

Juliano Aparecido de Freitas foi a quarta pessoa a ser ouvida no julgamento, que acontece na mesma cidade em que ocorreu o crime. Ele disse que não conhecia as vítimas e que elas saíram correndo após ele comentar com outros dois amigos sobre o estilo deles.

O réu disse ainda que caminhou atrás das vítimas, mas apenas porque não tinha entendido a reação delas, que acabaram pulando do trem. Juliano ainda ressaltou que foi embora para casa sem saber que os jovens tinham morrido. Ele soube apenas no dia seguinte enquanto via televisão.

Os outros dois homens que estavam com Juliano também são acusados pelo crime. Os julgamentos de Vinícius Parizatto e Danilo Gimenez Ramos ainda não têm data para acontecer.

Após saltarem do trem, Cleiton da Silva Leite morreu e Flávio Cordeiro perdeu um braço. Cordeiro foi o primeiro a ser ouvido durante o julgamento.

Durante o depoimento do réu, o promotor Marcelo Alexandre de Oliveira questionou ainda se Juliano possuía armas como punhal, soco inglês e um outro objeto de madeira com uma corrente e uma bola de metal.

O rapaz confirmou que colecionava armas medievais, mas disse que não portava nenhuma delas no dia em que os jovens pularam do trem.

A afirmação contrariou o depoimento de uma testemunha que disse ter visto um objeto de madeira com ponta de metal na mãe de um dos réus quando eles seguiam as vítimas no trem.

Ao todo, estavam programados para depor nesta sexta-feira dez testemunhas. Duas delas entretanto foram dispensadas pela defesa. O juiz Alberto Alonso Muñoz afirmou que o julgamento pode se estender até a madrugada.

Martírio

A mãe do jovem de Cleiton da Silva Leite afirmou nesta sexta-feira que sua vida virou um martírio após o crime. "Hoje é um primeiro passo. Minha vida virou um martírio após a morte do meu filho. Estou vivendo a base de remédios desde então. Agora espero que os outros dois acusados sejam julgados em breve", afirmou Olivina Rosa da Silva Leita, 66, antes do julgamento.

Também antes do julgamento, Flávio, a segunda vítima, que perdeu um braço, afirmou que sua vida mudou bastante após o crime. "Foi muito difícil. Minha vida mudou muito, mas graças a Deus consegui arrumar um emprego", disse o rapaz, que hoje trabalha em uma indústria química. Ele tinha 16 anos na época do crime.

PLANO-REAL

Há 30 anos FHC e Silvio Santos discutiam transição para o real com batom e faxina

O episódio foi relembrado nas redes sociais da Fundação FHC para marcar as três décadas da entrada em vigor da URV (Unidade Real de Valor)

01/03/2024 23h00

Em meio a uma ofensiva de comunicação para explicar a população o que era a URV, que serviria de transição para a implementação do real em julho daquele ano Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil)

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Há 30 anos, o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, ia ao auditório do Programa Sílvio Santos no SBT apresentar, com exemplos corriqueiros que iam do preço de um batom ao valor da diária de uma faxineira, um ambicioso plano de estabilização econômica que acabaria com a hiperinflação no país.

O episódio foi relembrado nas redes sociais da Fundação FHC para marcar as três décadas da entrada em vigor da URV (Unidade Real de Valor), um índice de referência para o valor real de preços descontando a alta inflação do cruzeiro real, em 1º de março de 1994.

Em meio a uma ofensiva de comunicação para explicar a população o que era a URV, que serviria de transição para a implementação do real em julho daquele ano, o então ministro do governo Itamar Franco foi ao programa popular do SBT.

Logo na apresentação do ministro ao público, Silvio Santos introduz o tema pronunciando a sigla URV como uma palavra, "urvi", ao que é corrigido por FHC.

"Os meus funcionários perguntam se eles vão perder alguma coisa com a 'urvi'. O que é que o senhor acha, ministro? Eles vão perder?", questiona o apresentador.
"Olha, primeiro esse 'urvi' o nome é muito feio, né? Eu gosto de falar URV", responde o ministro, que seria eleito presidente da República no fim daquele ano.

"Hoje, como você sabe, com a inflação, a gente pensa que ganha um montão de dinheiro, mas, quando vai comprar, o montão sumiu, porque a inflação corrói o salário. É sorvete no asfalto quente, desaparece o salário. Então essa URV é uma maneira de você não perder, porque eu vou definir o salário fixo em URV", afirmou.

FHC explica, então, que o salário seria atrelado à inflação e que a população veria o preço correspondente à URV, estável em relação ao dólar, para ter uma referência do preço sem o aumento da inflação.

"Uma empregada doméstica, por exemplo, chega na minha casa, eu digo para ela: 'Olha, fulana, você vai ganhar 100 cruzeiros'. Como hoje é dia primeiro, então ela sabe que está ganhando 100. Só que, quando eu vou pagar para ela no dia 30, vou puxar uma nota de 100 e dar para ela. Acontece que aquela nota de 100, com uma inflação de 40% [ao mês] que nós estamos tendo, ela recebe os 100, mas não vale 100, vale 60. Agora, com a unidade real de valor, eu vou chegar perto da empregada e dizer: 'Olha, você vai ganhar 100 cruzeiros'. Acontece que, se a inflação for de 40%, no final do mês, ela não vai receber só os 100. Ela vai receber 140", exemplifica Silvio Santos.

Silvio usa ainda o exemplo de fabricantes de sapatos para explicar o que são oligopólios e dizer que o governo fiscalizaria aumentos abusivos de preços.


"O sapato não é oligopólio", diz FHC. "Mas vamos supor que fosse", continua, antes de dizer que fabricantes não poderiam se unir para definir em conjunto um preço acima da inflação.

Outro bem que o apresentador escolhe para exemplificar o tema é o batom, "porque a maior parte aqui do meu auditório usa batom", diz, dirigindo-se à plateia majoritariamente feminina.


"De acordo com a nossa programação, certamente, na pior das hipóteses, no segundo semestre, a inflação caiu, acaba", diz FHC, defendendo o plano. "Por que não faz já? Porque a população tem que participar, tem que entender, tem que se acostumar a calcular [os preços] de maneira fixa, estável, na URV."
Silvio encerra o programa fazendo um apelo para que a população tomasse a URV como referência para ajudar a estabilização dos preços.

"O que o ministro deseja, o que nós, brasileiros, que zelamos pela nossa pátria, desejamos, é que você nos faça um favor. Veja quanto custam as coisas, mas veja em cruzeiros e transforme imediatamente em URV. Essa é a primeira lição da cartilha. Veja quanto você está pagando por qualquer coisa, por uma gravata, por um quilo de feijão, por uma roupa, por uma saia, por um corte de cabelo. Veja quanto você está pagando em cruzeiros e transforme imediatamente em URV. Se você fizer isso, nós já passamos do primeiro para o segundo ano", conclui.

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BITCOIN

Trio furta R$ 3,6 milhões em moeda virtual de casal que mora em Campo Grande

Farsantes, dois dos três foram capturados pela polícia, eram 'amigos' das vítimas e, depois de obterem a senha, desviaram os milhões

01/03/2024 19h20

Prisões ocorreram em São Paulo e no Paraná Divulgação/Polícia Civil de MS

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Dois homens que mexem com assessoria financeira, de Campo Grande, foram presos pelo furto de R$ 3,6 milhões em criptomoedas, conhecido como Bitcoin, um tipo de moeda virtual. Vítima dos trapaceiros é um casal, também moradores da capital sul-mato-grossense, cujos nomes não foram divulgados.

A investigação foi tocada pelo Garras, braço da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, a Delegacia Especializada em Repressão a Roubas a Banco, Assaltos e Sequestros.

Denominada Verbum Clavis (palavra-chave), a operação, imposta nesta sexta-feira (1), contou com a participação do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Pelo divulgado, dois implicados no caso, Filippe Barros Sims, foi detido em Osasco, São Paulo e Jair do Lago Ferreira Júnior, capturado em Curitiba, capital paranaense.

Resta a polícia prender um terceiro envolvido, Mauro Aurélio de Sousa, que teria ido para em algum lugar da Inglaterra. O trio pode ser condenado a até oito anos de prisão.

Investigadores do caso informaram que os farsantes quebraram a relação de confiança que tinham com as vítimas. Descobriram a senha das contas e, logo tiveram o domínio acerca de dos R$ 3,6 milhões.

Na nota sobre o caso não é mencionado se o casal campo-grandense recuperou, ou não, a soma da moeda virtual.

Legislação

No Brasil, a pena para quem pratica essas condutas varia de quatro a oito anos, no caso do furto qualificado, previsto no art. 155, §4º-B, do Código Penal (CP); somado à pena de um a três anos pela associação criminosa, previsto no art. 288 também do CP. O nome da operação “Verbum Clavis” deriva da expressão em latim para “palavra-chave”

O QUE É

Criptomoeda é um sistema de pagamento digital que não depende de bancos para verificar e confirmar transações.

É um sistema ponto a ponto que permite a qualquer pessoa enviar e receber pagamentos de qualquer lugar. Em vez do dinheiro físico transportado e trocado no mundo real, os pagamentos em criptomoeda existem unicamente como valores digitais em um banco de dados online que documenta as transações específicas. Ao transferir fundos de criptomoeda, as transações são registradas em um livro contábil público. A criptomoeda é armazenada em carteiras digitais.


 

 

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