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OPERAÇÃO NEGÓCIOS DE FAMÍLIA

Acusados desviaram quase R$ 1 milhão na Câmara de Água Clara

Fraude acontecia por meio de licitações para assessorias técnicas
16/04/2019 11:34 - RAFAEL RIBEIRO


 

O objetivo da operação desencandeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado durante a manhã desta terça-feira (16) foi investigar suposto desvio de verba pública de quase R$ 1 milhão na Câmara Municipal de Água Clara.

Segundo nota publicada pelo Ministério Público Estadual, a Operação Negócio de Família cumpriu oito mandados de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e três de medidas cautelares diversas com o objetivo de encerrar o que é chamado de "organização criminosa voltada à prática dos crimes de peculato, fraude a licitações e falsidade ideológica."

Ainda de acordo com o MPE, foi apurado que o  desvio de verba pública acontecia via elaboração de processos licitatórios fraudulentos para a contratação de assessoria em diversas áreas da gestão pública.

O trabalho de investigação acredita que o desvio do dinheiro público teve início com a elaboração de processos licitatórios fraudulentos, na modalidade carta convite, os quais eram direcionados a empresas pré-determinadas. Sendo assim, a empresa que vencia a licitação não prestava o serviço, porém recebia todos os valores, os quais, posteriormente, eram repassados aos agentes públicos envolvidos.

O Gaeco, em auxilio à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Água Clara, apurou que a organização atuou por anos desviando valores, que devam chegar a R$ 900 mil dos cofres da Câmara Municipal de Água Clara. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da Comarca de Água Clara.

Durante a Operação Negócio de Família foram apreendidas armas de fogo nos locais visitados em Campo Grande, Três Lagoas, Água Clara e Paraíso das Águas. 

Felpuda


A lista do Tribunal  de Contas de MS,  com nomes de gestores que tiveram reprovados os balanços financeiros  de quando exerceram cargos públicos,  está deixando  muitos candidatos de cabeça quente.  Conforme previsto  pelo Diálogo, adversários estão se utilizando de tais dados para cobrar, principalmente nas redes sociais, deixando alguns gestores na maior saia justa e tendo que se explicar. O eleitor, por enquanto, só observa. E dê-lhe!