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CAMPO GRANDE

Agência estabelece medidas a serem adotadas para amenizar falta de água

Concessionária Águas Guariroba deve ampliar sistema de abastecimento e realizar intervenções imediatas
08/10/2020 15:28 - Glaucea Vaccari


Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) estabeleceu medidas para que a Águas Guariroba adote medidas de ampliação do sistema de abastecimento de água e realize intervenções imediatas para amenizar os problemas com a falta d'água em Campo Grande.

Conforme resolução publicada nesta quinta-feira (8) no Diário Oficial do Município, as condições climáticas da Capital nos últimos dias, que enfrentou longos períodos de estiagem e umidade abaixo de 20%, afetam drasticamente os sistemas produtores de água, causando vazão dos mananciais e, consequentemente, redução da capacidade de produção.

Na publicação, assinada pelo diretor-presidente da Agereg, Vinícius Leite Campos, consta que esta situação não é inédita e vem se repetindo ano a ano, já sendo previsível o impacto direto no fornecimento de água.

Isto porque as temperaturas elevadas aumentam significativamente o consumo, enquanto a estiagem reduz substancialmente a vazão das captações subterrâneas e superficiais.

Segundo a Agereg, a capacidade de produção atual do Sistema de Abastecimento de Água (SAA) não é suficiente para abastecer a população durante os períodos de estiagem.

Em outubro do ano passado também houve desabastecimento e foi requisitado que a Águas elaborasse um plano de ação objetivando antecipar investimentos necessários no sistema de abastecimento, tendo em vista que a falta de água do ano passado já trazia indícios de que a situação se repetiria neste ano.

No entanto, segundo a agência reguladora, os investimentos não foram suficientes e as informações prestadas pela concessionária “têm sido insuficientes e incompletas”.

Na resolução, a Agereg requer o início imediato de obras de perfuração de poços nas regiões mais críticas, como forma de amenizar o comprometimento no fornecimento de águas para a população.

Também é estabelecido que, até abril de 2021, a concessionária amplie a capacidade de produção do sistema de abastecimento de água, em pelo menos 8 l/s.

Em até 30 dias, a Águas deverá disponibilizar modelo de simulação hidráulica do sistema de abastecimento, contemplando sistemas de produção e distribuição de água.

No mesmo prazo, devem ser apresentados indicadores operacionais para o monitoramento do sistema a curto, médio e longo prazo.  

Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de imprensa da Águas Guariroba para saber se as medidas serão adotadas, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

 
 

Operação Balneário

Calorão e estiagem levaram a cidade a enfrentar uma seca e a Águas a retirar águas do Balneário Atlântico, em Campo Grande.

Pelo menos quatro regiões da Capital registraram falta de água e, no mês passado, a Agereg abriu um processo administrativo contra a concessionáa, que pode resultar em multa.

No Balneário Atlântico, caminhões pipa faziam filas para serem abastecidos com água.  

Na semana passada, diretor-presidente da concessionária de água e esgotamento sanitário de Campo Grande, Themis de Oliveira, disse ao Correio do Estado que a situação atípica pode levar a Águas a retirar água bruta de outros reservatórios.

Segundo ele, a concessionária negocia com vários proprietários rurais a retirada de água de lagos e represas no entorno da cidade para atender a demanda de consumo, que aumentou 22% em setembro.

Ao ser questionada hoje pelo Correio do Estado, a empresa emitiu uma nota dizendo que “a Águas Guariroba já conta com ações em andamento para reforçar o abastecimento de água em Campo Grande e minimizar os impactos gerados pelo período atípico de estiagem e altas temperaturas. Dessa forma, as medidas apresentadas na resolução publicada nesta quinta-feira (8), já estão sendo analisadas pela concessionária.”

 

Felpuda


Mesmo sem ter, até onde se sabe, combinado com o eleitor, candidato a prefeito começou a apresentar nomes do seu ainda hipotético secretariado, pois parece estar convicto de que conseguirá vencer a disputa.

Os adversários dizem por aí que ele está muito distante de “ser um Jair Bolsonaro”, que, ainda na campanha eleitoral para presidente da República, já falava em Paulo Guedes para ser seu ministro de Economia. Como sonhar é permitido