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VISITAS VIRTUAIS

Agepen realizou mais de 2,4 mil visitas virtuais em presídios do Estado

A medida foi uma alternativa encontrada para que os detentos pudessem manter os laços com familiares
20/12/2020 18:34 - Rafaela Moreira


A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) realizou 2.421 visitas virtuais em presídios de Mato Grosso do Sul. A iniciativa faz parte do projeto “A Conexão do Afeto: Visitas Virtuais em Tempos de Pandemia”.

A medida foi uma alternativa encontrada para que os detentos pudessem manter os laços familiares, que são fundamentais durante o cumprimento de pena e no processo de reintegração social, mas ainda sim, atendendo aos protocolos de saúde e biossegurança para evitar a propagação do novo coronavírus entre os presos.  

Para ampliar as visitas virtuais, a Agepen firmou parceria com o Instituto Ação pela Paz, que realizou a doação de 55 notebooks, os quais foram distribuídos a 29 unidades prisionais de regime fechado, em 18 diferentes municípios. Com o reforço nos equipamentos, as visitas virtuais aumentaram cerca de 50%, saltando para 2.421 em agosto deste ano.

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Os encontros aconteceram de forma assistida, por meio de videochamada, com visitantes cadastrados nos Patronatos Penitenciários, diminuindo os impactos emocionais causados pela pandemia. 

Ao todo, foram oito meses de suspensão, inclusive das atividades de assistência religiosa e oficinas de trabalho dentro dos estabelecimentos penais. Em novembro as visitas presenciais foram autorizadas, seguindo uma série de adaptações, seguindo uma série de recomendações do Departamento Penitenciário Nacional, Conselho Nacional de Justiça e órgãos de saúde.

Segundo o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, a implantação dos encontros remotos pode continuar, pois possibilitou também a integração dos detentos com familiares que não tinham condição de ir até um presídio.

“A intenção é que, após os riscos da pandemia, as visitas virtuais possam continuar atendendo reeducandos que possuem familiares em outros municípios, Estados ou países distantes do local de custódia e não têm como ir até o presídio”, ressaltou Chaves.

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