Clique aqui e acompanhe o resultado das Eleições 2020

ATENÇÃO AO RISCO

Longe de imunidade de rebanho, aglomerações ainda influenciam em retomada de altas taxas da Covid-19

A média móvel de casos da doença está em declínio, mas flexibilizações ainda podem reverter o cenário
10/11/2020 18:42 - Brenda Machado


Com 85.507 casos confirmados de Covid-19, Mato Grosso do Sul ainda está longe da imunidade de rebanho, mas aglomerações ainda podem influenciar em uma nova forte onda de confirmações.

A chamada imunidade de rebanho, também conhecida como imunidade coletiva, acontece quando uma porcentagem significativa de indivíduos (de uma mesma comunidade) fica imune a uma doença transmissível.

Desta forma, entende-se que a parte da população que já foi infectada passa a servir como barreira aos que ainda não contraíram o vírus.

Conforme explica o médico infectologista, Dr. Júlio Croda, teoricamente a imunidade coletiva existe quando 70% da população já foi infectada, mas essa ainda é uma realidade distante para o estado.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso do Sul tem uma população atual estimada em 2.809.39 milhões habitantes.

Para que a imunidade de rebanho fosse atingida, o número de casos no estado precisaria chegar a 1.966.575 milhão.

"A máscara, o distanciamento social e evitar aglomerações, que são extremamente desnecessárias agora, ainda são os recursos mais eficazes contra o vírus.", destacou o especialista.

A imunidade coletiva é comumente atingida por meio de vacinas, mas, no caso do novo Coronavírus, ainda não há imunizantes aprovados.

 
 

Mesmo que a imunidade de rebanho esteja temporariamente descartada, a queda nas taxas da doença não representam o fim da pandemia.

Segundo Croda, é importante ficar em alerta, porque os resultados otimistas, das últimas semanas, fazem parte de um cenário que ainda pode ser facilmente revertido.

"Depois da queda nos números existe um retorno importante da circulação viral, assim como pode-se ver em parte da Europa.", explica o médico.

Impulsionadores

Como agente propagador da doença, estão as aglomerações.

Ignorando as recomendações de segurança em Saúde, repassadas tanto pela secretaria estadual, quanto pelo Ministério da Saúde, no último sábado (07), aconteceu a terceira edição do Baile do 067.

A festa, que durou cerca de 16 horas, é conhecida por ser o maior baile funk do estado, com venda de ingressos até em cidades do interior.

Aproximadamente 4 mil pessoas participaram do evento, que foi realizado num parque na zona rural de Rochedo, município a 60 km de Campo Grande.

O lançamento do Baile foi em novembro do ano passado, e, por causa do sucesso, logo na sequência a segunda edição competiu público com o carnaval, e aconteceu na última semana de fevereiro.

 
O 067 é inspirado nos bailes funks das grandes metrópoles, como Helipa, Marcone e Baile da 17 - Divulgação
 

A divulgação do evento durou cerca de dois meses, e, mesmo com o discurso do Governo em conter os efeitos da Covid-19, não houve poder fiscalizatório na aglomeração que reuniu milhares de jovens e adultos em meio a um cenário de tragédia nacional.

Só em Campo Grande, sete comércios funcionavam como postos de vendas para a festa.

Além deles, as vendas também estavam liberadas nos municípios de Sidrolândia e na Grande Dourados, segunda maior cidade do estado.

 
Este tipo de evento acelera a chegada da forte onda de novos casos positivos - Divulgação
 

Por causa do número de pessoas reunidas para o evento, ele está na lista das aglomerações que prejudicam as respostas otimistas esperadas pelos especialistas.

Ainda de acordo com Dr. Júlio, não há como prever quando o número de casos da doença voltará a crescer, e, mesmo sabendo que a nova onda virá, ela não deve ser estimulada.

A retomada também está diretamente ligada às variáveis climáticas, a sazonalidade do vírus e as medidas preventivas adotadas diariamente pela população, que não podem ser ignoradas.

 

Felpuda


Tropas de choque ligadas a alguns vereadores estão agitadas que só nas redes sociais na tentativa de desbancar a concorrência das “chefias” que querem porque querem. Querem a cadeira maior da Câmara Municipal de Campo Grande. A da presidência.

Segundo políticos mais antenados, trata-se do “segundo turno” das eleições do dia 15 de novembro, só que com apenas 29 eleitores.