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CAMPO GRANDE

Alta demanda leva Polo do Covid-19 a suspender boletins diários

Mês de julho começou com filas de pacientes no Parque Ayrton Senna
01/07/2020 16:51 - Eduardo Miranda, Fábio Oruê


 

Por causa do aumento da demanda por atendimentos de casos suspeitos de Covid-19, o polo do Parque Ayrton Senna, montado em março para receber as pessoas com sintomas da doença causada deixou de entregar no dia 22 do mês passado o boletim diário do local. 

Nesta terça-feira, dia em que Campo Grande teve 323 novos casos da doença causada pelo coronavírus, chegando a 2.491 confirmações, dezenas de pacientes formavam uma longa fila a espera do atendimento dos médicos.  

Em 22 de junho, quando o último boletim de atendimento do Polo do Parque Ayrton Senna foi emitido, 3.556 pessoas já haviam passado pelo local durante toda a pandemia, 92 só naquele dia. No mesmo dia 22 de junho, Campo Grande chegava a 1.212 casos da Covid-19.

“É muita demanda, não estamos com tempo suficiente para organizar o boletim”, disse um trabalhador da área da saúde, que pediu para que sua identidade não fosse revelada.

NÚMEROS

Dos 2.491 casos de Covid-19 de Campo Grande, 1.220 são pacientes considerados recuperados, 10 pessoas foram a óbito, e o (1.171) restante é considerado “caso ativo”, quando a pessoa ou está internada, ou tem de ficar em isolamento domiciliar.  

Uma parcela considerável dos casos confirmados de Covid-19 em Campo Grande é de profissionais da área de saúde: são 722 ao todo. Por causa do risco de contágio a que são submetidos, estes profissionais se testam com frequência.  

Desde o início da pandemia foram feitos 15.433 testes na Capital. O aumento da oferta de testes rápidos impulsionou o total de casos confirmados. Dos 323 casos confirmados nesta quarta-feira (1), pelo menos 20 fizeram teste rápido e descobriram o anticorpo. Eles já estavam recuperados. 

 

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.