Cidades

Olhar visionário

Amigos trocam de profissão, fazem sucesso e vendem peças masculinas até para famosos

Marca homanegeia índios e coleções caíram no gosto de cantores

Danielle Valentim

10/01/2016 - 10h00
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Acessórios só para as mulheres é coisa do passado. O momento agora é de "pulseirismo" masculino. Com a crescente busca pelo rústico, descolado e étnico para o visual, dois campo-grandenses trocaram de profissão e decidiram investir na produção de peças com design diferenciado. Com um olhar visionário e o desejo de chegar aos quatro cantos do país, a marca homenageia os primeiros artesãos do Brasil: os índios.

A ideia de produzir acessórios começou há cerca de três anos e meio, quando Vitor Aguilar, de 34 anos e Christian Lee, de 33, faziam as peças para o próprio uso. Antes do sucesso com as peças, Christian trabalhava em um campo de paintball e Vitor era representante de uma empresa de colchões.

O bom gosto e a criatividade utilizada nas criações passaram a chamar a atenção e render curiosidade dos amigos sobre onde encontrar. Foi então que Vitor decidiu falar que estava vendendo.

Sem nome, sem loja, apenas com a vontade de inovar, as produções começaram na varanda da casa de Christian e a propaganda acontecia entre os próprios amigos dos empresários, que não imaginavam que o negócio fosse expandir tão rápido.

"Depois que começamos a vender as primeiras peças, criei um Instagram e comecei a postar as fotos. Lojas começaram a nos procurar e hoje fabricamos coleções para a Metrópole, Cavalera, a Rock Country e Rockers de São Paulo", conta Vitor.

Os artesãos decidiram escolher um nome que ganhasse o Brasil e com uma "pegada" latino-americana, o nome Samaniego Store e a logo em formato de cocar foram escolhidos. O cocar faz uma homenagem aos primeiros artesãos do Brasil: os índios. 

Hoje com dez representantes pelo Brasil, os amigos dobraram a capacidade de produção e dedicam a Deus toda a criatividade na hora da fabricação. "Tínhamos uma ideia de que íamos para frente, mas não tanto", diz Christian.

A matéria-prima utilizada na fabricação, como o couro, metais preciosos e cordas, vem de São Paulo, China e da Colômbia, mas o design da maioria dos metais é feito pelos próprios artesãos. 

Os empresários brincam com cores e texturas para agradar dos mais descolados aos mais clássicos e já produziram coleções para Nando Reis, produtor Dudu Borges, Gusttavo Lima e duplas sertanejas como Munhoz e Mariano, Henrique e Diego e Matheus e Kauan.

Depois de deslanchar no e-commerce (comércio virtual), Vitor e Christian inauguraram uma loja física na Feira Central de Campo Grande e para 2016 devem lançar uma franquia em outro município. As mulheres e crianças ganharão coleções especiais para 2016 e roupas e sapatos também entrarão nas criações.

Com representantes em Mato Grosso, Acre, São Paulo e Paraná, a marca já tem proposta para exportar para Europa. A loja física Samaniego Store, fica localizada no Box 40, na Feira Central de Campo Grande, na Rua 14 de Julho.

SEGUNDO DO DIA

Incêndio de grandes proporções atinge borracharia na Capital

Devido ao material queimado, fumaça espessa se formou e pôde ser vista de longe; É o segundo grande incêndio registrado na Capital nesta quinta

20/06/2024 19h13

Incêndio atingiu borracharia no início desta noite

Incêndio atingiu borracharia no início desta noite Foto: Reprodução

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Uma borracharia localizada na Avenida Mascarenhas de Moraes foi atingida por incêndio de grandes proporções na noite desta quinta-feira (20), em Campo Grande. 

O local, que fica no bairro Coronel Antonino, estava fechado quando o fogo começou e logo as chamas se alastraram e, devido também ao fato de pneus queimarem, uma espessa fumaça preta pode ser vista de longe.

Equipes do Corpo de Bombeiros estão no local e trabalham no combate ao fogo. Ainda não há informações sobre o que ocasionou o incêndio e, até a publicação desta reportagem, a informação é de que não há vítimas.

 

É o segundo grande incêndio registrado na Capital nesta quinta-feira. Pela manhã, um incêndio de grandes proporções atingiu a antiga fábrica de refrigerantes da Frutilla. O imóvel, às margens do anel viário, entre as saídas para São Paulo e Sidrolândia, é utilizado como depósito de um grande volume de material reciclável. 

O forte vento levava a densa fumaça preta para o lado contrário ao da pista durante toda a manhã. As chamas atingiram parte da vegetação vizinha ao imóvel, mas a atuação dos bombeiros conseguir conter as chamas.

Estiagem

Campo Grande não registra chuva significativa desde 24 de maio e a umidade do ar das últimas duas semanas tem ficado abaixo de 30%, especialmente durante a tarde.

Este cenário de estiagem facilita a propagação do fogo.

Retorno

Professores e técnicos suspendem greve e aceitam proposta do governo federal

Servidores da UFMS e IFMS, anunciaram fim da greve, nesta quinta-feira (20), por meio de live e aguardam autorização do Sindicato Nacional para o retorno de atividades

20/06/2024 18h30

As respectivas instituições aguardam resposta dos sindicatos Nacionais que definirão o aval para data do retorno de calendário

As respectivas instituições aguardam resposta dos sindicatos Nacionais que definirão o aval para data do retorno de calendário Imagem Arquivo

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Professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e servidores do Instituto Federal (IFMS), entraram em acordo pelo encerramento da greve. O retorno será oficializado assim que o Sindicato Nacional de ambas as categorias informarem a data do retorno do calendário acadêmico. 

Com greve deflagrada no dia 1° de maio, professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, estimaram o retorno para julho. Ao todo foram 9 semanas de paralisação. A decisão do prazo para as datas de saída de greve serão definidas pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior.

"Estamos estão aguardando na segunda-feira receber esse comunicado do âmbito do Sindicato Nacional, com as datas indicativas para saída de greve", apontou a  presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFMS, Mariuza Aparecida.

Em live, transmitida nesta quinta-feira (20), a presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFMS, a Adufms, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, explicou que em 2022, durante o processo de transição do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentaram as questões das perdas salariais dos Servidores Públicos Federais.

"Após assumir o governo anunciou um reajuste de 9% que passou a ser efetivado a partir de maio de 2023. A partir de então, várias conversas foram sendo realizadas e propostas apresentadas. Por fim, uma organização unificada de servidores públicos federais foi se afunilando as perdas de cada categoria".

 

Greve

A princípio, segundo informou Mariuza, a educação iniciou uma discussão em cima dos últimos seis anos, apontando para uma defasagem de 27%. 

Com isso, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, em parceria com o Sindicato Nacional que representa os servidores (docentes e técnicos), apresentaram ao governo Federal uma proposta de 22.71%, dividida em três vezes. 

Como contraproposta, o governo apresentou 4,6% em 2025 e 4,6% em 2026. Proposta inicial foi rejeitada em todas as Assembleias. Buscando uma saída, durante o Congresso do Sindicato Nacional, o governo expôs suas dificuldades em atender as categorias.

No dia 27 de maio, a categoria protocolou uma proposta em que cobrava ao menos a reposição do Índice de preços ao consumidor (IPCA), de 3.69, a ser pago ainda em 2024. 

"Infelizmente não conseguimos avançar nesta pauta, mas avançamos em várias outras, como a questão do que chamamos de 'revogaço' que é a revogação de diversas normas, dentre elas aquela que suspendeu a promoção e progressão dos professores durante a pandemia", destacou Mariuza.

"No âmbito dos Institutos Federais, a obrigatoriedade da assinatura de ponto no âmbito da pesquisa e extensão externa, tem uma série de garantias que conseguimos avançar".

Entenda como ficou o reajuste dos auxílios e recomposição:

Para o ano de 2024

  • Auxílio-alimentação
  • Saúde complementar 
  • Creche

Para 2025

  • 1º de maio, 9% de recomposição salarial;

2026

  • Recomposição a partir de 1º de abril de 3,6%

Muito embora, não tenham conseguido alcançar todas as reivindicações, Mariuza acredita que houve um avanço, por isso, no dia 18 de junho, optaram pela saída coletiva da greve.

A partir de então, conforme os ritos, a Seção Sindical dos Docentes da UFMS, irá encaminhar a decisão para, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, que definirá qual será o período de saída coletiva de greve.

Instituto Federal 

Os docentes e técnicos administrativos do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), acataram a proposta apresentada às categorias pelo governo Federal, e informou que apesar do resultado da votação ter sido favorável ao retorno das aulas, nãosignifica o fim da greve iniciada no dia 3 de abril. 

"A decisão será definida na plenária nacional do sindicato, que será realizada nesta sexta-feira e sábado, 21 e 22 de junho", informou o IFMS.

A recomendação aos estudantes dos dez campi, no Estado, é que sigam os comunicados que serão emitidos por meio do site da instituição (www.ifms.edu.br/greve), ou por telefone. 

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