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LEILÃO

Anac aprova concessão de mais 22 aeroportos do Sul, Centro-Oeste e Norte do Brasil

Contratos tem duração de 30 anos
01/07/2020 18:17 - Fábio Oruê


Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou hoje o edital de leilão e a minuta de contrato da sexta rodada de concessões de aeroportos brasileiros. O objetivo do governo é leiloar mais 22 aeroportos das regiões Sul, Norte e Centro-Oeste no primeiro trimestre de 2021, definindo metas operacionais e de investimento para cada terminal.

Segundo informou o site Melhores Destinos, o leilão deve arrecadar pelo menos R$ 470 milhões de contribuição para o governo, com cerca de R$ 18 bilhões estimados em despesas e investimentos ao longo dos contratos de concessão. A duração dos contratos de todos os aeroportos será de 30 anos.

Os 22 aeroportos que serão leiloados foram divididos em três blocos:

BLOCO SUL 

No Bloco Sul são 9 aeroportos dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul:

Curitiba (PR)Londrina (PR)Pelotas (PR)
Foz do Iguaçu (PR)Joinville (SC)Uruguaiana (RS)
Navegantes (SC)Bacacheri (PR)Bagé (RS)

A contribuição inicial mínima para o Bloco Sul é de R$ 408,2 milhões. O valor estimado para todo o contrato da concessão é de R$ 8,9 bilhões.

BLOCO CENTRAL

No Bloco Central são 6 aeroportos das Regiões Nordeste e Centro-Oeste:

Goiânia (GO)Palmas (TO)
São Luís (MA)Petrolina (PE)
Teresina (PI)Imperatriz (MA)

A contribuição inicial mínima do Bloco Central é de R$ 22,5 milhões. O valor estimado para todo o contrato de concessão é de R$ 4,9 bilhões.

BLOCO NORTE

No Bloco Norte são 7 aeroportos da Região Norte do Brasil:

Manaus (AM)Tabatinga (AM)
Porto Velho (RO)Tefé (AM)
Rio Branco (AC)Boa Vista (RR)
Cruzeiro do Sul (AC) 

Para o Bloco Norte a contribuição inicial mínima prevista é de R$ 38,7 milhões. O valor estimado para todo o contrato da concessão é de R$ 4 bilhões.

TRIBUNAL DE CONTAS

Os documentos jurídicos apreciados pela Anac seguiram para análise do Tribunal de Contas da União (TCU), junto com os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental já aprovados pelo Ministério de Infraestrutura.

Após a aprovação pelo TCU, haverá o lançamento do edital do certame.

Segundo o governo, a grande inovação da 6ª rodada é a cláusula que permite que a proponente possa contratar pessoa jurídica que detenha a qualificação técnica exigida na operação aeroportuária, o que deve aumentar o número de participantes e gerar maior competição do leilão. Além disso, caso a proponente opte por formação de consórcio, um dos membros deve ser operador aeroportuário com participação mínima de 15% e experiência comprovada.

Em todos os casos, é exigida experiência recente no processamento de passageiros em volume compatível com os contratos que serão assumidos pela concessionária. Assim, o operador ou pessoa jurídica que oferece assistência técnica precisa comprovar que operou, em pelo menos um dos últimos cinco anos, 5 milhões de passageiros para arrematar o Bloco Sul e 1 milhão de passageiros para os demais blocos.

Assim como na 5ª rodada, um mesmo proponente pode vencer nos três blocos desde que oferte a melhor proposta e atenda as exigências de experiência do edital, além de manter as responsabilidades contratuais e operacionais da concessionária, cabendo a ela o cumprimento do Contrato de Concessão e dos requisitos de segurança aplicáveis ao setor. Juntos, os 22 terminais respondem por 11% dos passageiros pagos movimentados no mercado brasileiro de transporte aéreo. Em 2019, foram 23,9 milhões de embarques e desembarques nos aeroportos dessa rodada.

Uma confusão muito comum por parte das pessoas e da própria imprensa é achar que a concessão é uma venda de ativos. Não é. Na concessão os aeroportos continuam sendo de propriedade do governo, sendo apenas a sua administração e investimentos passados para o controle de uma empresa privada. Após o período de concessão previsto em contrato o governo pode reassumir os aeroportos, ou realizar uma nova concessão.

 
 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.