Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

EDUCAÇÃO

Andifes aponta desigualdade social em utilização de ensino remoto

O presidente da Andifes também repudiou a realização do Enem e apresentou números de ações realizadas por Universidades Federais
11/05/2020 13:55 - Da Redação


O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), João Carlos Salles Pires da Silva, disse que as desigualdades sociais no acesso às tecnologias podem afetar estudantes de instituições que adotarem aulas à distância. A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), por exemplo, aplicou o ensino remoto há mais de um mês e divulgou que o manterá até o fim do semestre letivo.

A declaração foi dada em coletiva de imprensa online realizada na manhã desta segunda-feira (11), onde Silva também defendeu o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e apresentou dados de pesquisas sobre o novo coronavírus no País.

O presidente da Andifes explicou que o órgão não dá orientações específicas para cada instituição e que respeita a escolha do modo de agir de cada universidade, mas recomenda que o ensino de qualidade seja prezado e lembra das desigualdades sociais ao acesso de tecnologias. “Nós estamos fazendo pesquisas sobre ensino remoto, mas não quer dizer que ele será priorizado. Lembrando que a universidade é essencialmente presencial, não é um local que distribui produtos em pacotes para os alunos. Não cabe a uma universidade prever uma situação de improviso, cabe a ela manter o ensino de qualidade”.

“Uma casa em déficit habitacional envolve os problemas tradicionais de saneamento, eletricidade, habitabilidade, mas também no acesso a tecnologias digitais. Nessa pandemia ficou claro a desigualdade das pessoas no acesso a tecnologias”, continuou Silva.

As aulas de graduação e pós-graduação ministradas através de estudos dirigidos foi decidida pelo Comitê Operativo de Emergência da UFMS, e está em vigor desde 17 de março. Sobre as atividades presenciais, o reitor da UFMS, Marcelo Turine disse que não há data para retorno. “Sem segurança, não tem retorno presencial. Ninguém vai colocar a vida de estudantes, servidores ou colaboradores em risco. Não temos uma data única porque as características dos cursos são diferentes. O papel da direção e das coordenações de curso é fundamental nesse momento para avaliar as necessidades de cada curso”.

Silva explicou que em caso de suspensão das aulas o calendário acadêmico é adaptado no momento em que as aulas presenciais voltarem, então as atividades de 2020 podem ser reprogramadas para 2021. “O ano civil e ano letivo não são iguais, então o que as universidades sempre fizeram em caso de interrupção das atividades é a reprogramação dos calendários acadêmicos”, concluiu.

ENEM

A desigualdade ao acesso de tecnologias também foi citada em decorrência a realização do Enem deste ano, cuja inscrições começaram hoje (11). “Isso não é objeto de propaganda, é caso de responsabilidade social. A Andifes não defende a realização de exames que vão acentuar desigualdades sociais e prejudicar alunos”, apontou Silva.

Representantes da Andifes também divulgaram informações sobre ações no combate a Covid-19, realizadas pelas instituições de ensino públicas do país. São 2.228 leitos normais e 489 leitos de UTI em Hospitais Universitários. João Carlos explica que os números podem parecer pouco, mas que o tratamento de outras doenças continuam e não devem ser descartadas, porque pode haver aumento da taxa de mortalidade para outras doenças graves além da Covid-19. “É importante lembrar que profissionais não são fabricáveis, ressaltando que a comunidade universitária de todo país em áreas de saúde estão na linha de frente. Estamos em situações de pandemia, não em férias, nem em greve. Continuamos trabalhando em pesquisas para conter o avanço da Covid-19. ”.

 
 

Felpuda


Falatório e atitude de membro da família acenderam a luz vermelha no “QG” de candidato, pois poderão causar muitos estragos. 

A tropa de choque de defensores do candidato a prefeito já foi colocada em campo e só falta falar que os genes de ambos são diferentes. 

E com relação ao dito-cujo, sabe-se que deverá ser orientado a “baixar a bola” nos próximos dias, mais precisamente até o término da campanha eleitoral.

Afinal...