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AVANÇO

Mais dois anti-inflamatórios aceleram recuperação de Covid em pesquisa

Resultados das pesquisas foram publicados em uma revista internacional
25/09/2020 06:00 - Ricardo Campos Jr

Um estudo brasileiro e outro norte-americano trouxeram uma importante notícia em meio à pandemia: foram descobertos um anticorpo e um remédio experimental com ação anti-inflamatória capaz de acelerar a recuperação de pacientes com Covid-19 em estado grave. Os resultados foram descritos em artigos publicados na revista Clinical Immunology.

Ambos os compostos provocaram no organismo uma resposta robusta nos pacientes voluntários capaz de responder à infecção causada pelo novo coronavírus. Essa reação foi possível pela inibição de uma cadeia de proteínas presente no sangue chamada sistema complemento. 

Quando ele é ativado de forma persistente e descontrolada pelo organismo, ocorre a chamada “tempestade de citocinas”, que entra em uma espiral de ativação contínua que leva à infiltração maciça de certos tipos de células de defesa nos tecidos infectados, levando à danos permanentes nas paredes dos vasos que ficam em volta de vários órgãos importantes e até à trombose, culminando em falência múltipla de órgãos.

Não é novidade que os inibidores do sistema complemento eram as apostas da ciência para controlar a Covid-19 e até haviam resultados promissores. Contudo, pela primeira vez foi esclarecida e avaliada a eficácia da ação dessas substâncias.

MÉTODO

Em Ribeirão Preto, cientistas fizeram testes com o anticorpo monoclonal eculizumabe. Um grupo de dez pacientes positivos para o novo coronavírus recebeu uma dose da substância uma vez por semana durante todo o período de internação.

Ao mesmo tempo, outro grupo de voluntários em um hospital de Milão, na Itália, recebeu a droga experimental chamada de AMY-101 sob a coordenação de cientistas da Universidade da Pensilvânia, dos Estados Unidos, que chegou até a testar compostos sintéticos inspirados em substâncias já presentes na natureza, encaminhados pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) contra a doença.

Os dois grupos tiveram reações positivas no organismo, mas o remédio proporcionou um controle terapêutico mais amplo, com recuperação ainda mais rápida de um tipo de célula de defesa chamada linfócito. 

Como o AMY-101 é mais barato, os dois grupos de estudiosos resolveram fazer um teste ainda maior em brasileiros.

Essa terceira fase da pesquisa deverá contar com a ajuda de mais de cem pacientes internados com a Covid-19 em estado grave. Todos eles serão tratados exclusivamente com AMY-101 a fim de que se possa medir qual a eficácia real do medicamento.

A princípio, a pesquisa será feita no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, que pertence à Universidade de São Paulo (USP). Não está descartada a possibilidade de firmar parcerias com outras instituições de ensino em outros estados.

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