Cidades

Cidades

Anúncio de retaliação da União Europeia não deve afetar relação econômica com Mercosul

Anúncio de retaliação da União Europeia não deve afetar relação econômica com Mercosul

AGÊNCIA BRASIL

19/07/2012 - 22h00
Continue lendo...

A decisão, anunciada por um grupo de deputados do Parlamento Europeu, de que a União Europeia suspenderá as negociações em curso com o Mercosul devido à destituição do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, não deve tornar-se realidade, segundo negociadores brasileiros. De acordo com esses diplomatas, os parlamentares se referem às questões políticas, e não econômicas e comerciais, entre os dois blocos.

No começo desta semana, o comissário do Comércio da União Europeia, o holandês Karel de Gucht, conversou com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, informando que a disposição dos europeus é de retomar o diálogo com o Brasil e os demais integrantes do Mercosul – Uruguai, Argentina e Venezuela.

O Brasil tem uma posição confortável, apesar da sinalização de eventuais impedimentos por parte do Parlamento Europeu de negociações com o Mercosul. A preservação das relações é garantida porque há uma parceria estratégica entre o Brasil e a União Europeia. A expectativa é que o assunto seja tema de uma reunião conjunta dos integrantes do Mercosul no final do mês.

Ontem (18), em Assunção, capital paraguaia, uma missão de deputados do Parlamento Europeu anunciou que a destituição de Lugo, em junho, gerou a interrupção das negociações, não só com os paraguaios, como também com os demais países do Mercosul.

SAÚDE

Vacinação entra no calendário escolar, mas ainda enfrenta resistência de mães

O Senado aprovou essa semana a imunização em escolas, mas algumas vacinas provocam receio nos responsáveis

23/05/2024 09h00

Vacinação nas escolas vai é aprovada à sanção do presidente

Vacinação nas escolas vai é aprovada à sanção do presidente Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

O Projeto de Lei n° 826/2019, que visa instituir o Programa Nacional de Vacinação em Escolas Públicas foi aprovado no Senado Federal na última terça-feira (21), e vai à sanção do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).

O Correio do Estado ouviu cinco mães de Campo Grande, que são a favor da iniciativa, mas algumas possuem ressalvas a respeito do tema. 

A arquiteta Joice Tiago Campos é mãe da pequena Lorena, de 7 anos, e autorizaria a vacinação da filha no ambiente escolar, no entanto, relata ter receio quanto as reações, já que algumas crianças choram e ficam mais sensíveis, então, gostaria de acompanhar a filha. 

"Os pequenos choram tanto, que teriam que estar acompanhados de nós, pais, alguns tem reações. No dia eu acompanharia, mesmo autorizando", comenta a arquiteta. 

Joice também possui outros receios, em relação a algumas vacinas, como a contra a Covid-19.

"Uma das vacinas que eu sou contra é a da Covid, em crianças, o resto das vacinas, da gripe e as outras, eu sempre corro atrás para vacinar", informa. A arquiteta acredita que falta informações sobre o imunizante nas crianças. 

A dentista e estudante de biologia, Leticia Maciel Pavesi, também é a favor, principalmente porque o índice de vacinação contra doenças como a dengue, está abaixo do esperado, e como alguém da área da saúde e biologia, acredita que são imunizantes importantes de serem incorporados no calendário vacinal. 

"Principalmente contra a dengue, acho que as pessoas não têm noção do quanto faz falta, do quanto é importante essa vacinação. E sobre as outras, tanto gripe quanto Covid, eu acho que são superimportantes e é uma iniciativa do governo que é inexplicável", expõe Pavesi, que é mãe do Lucas, de 10 anos de idade. 

A servidora pública, que não quis se identificar, acredita que a decisão do Senado Federal é importante para que os índices de imunização aumentem.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau), em 2023 a vacina contra a febre amarela obteve apenas 79,19% de cobertura, o menor índice vacinal do ano, enquanto o imunizante BCG teve a maior adesão, com 109,42% de cobertura. 

"É uma política de saúde bem necessária, principalmente devido a várias doenças que já foram erradicadas com vacina, e hoje em dia a gente tem caso de óbito, por exemplo, de criança com meningite, que era uma doença que já tinha sido erradicada no Brasil. Além disso também a gente consegue otimizar bastante o tempo dos pais, que por muitas vezes não tem tempo de levar a criança pra tomar vacina", informa a servidora. 

De acordo com dados da Sesau, a vacina Meningo C, teve apenas 88,27% de adesão em 2023, índice um pouco menor que em 2022, quando teve 88,57% de adesão. De 2018 até o ano passado, o ano que a vacina contra a meningite teve maior cobertura foi em 2019, quanto atingiu 96,51% do público. 

Jordana Vilarins é mãe da Catarina, de 6 anos, e relembra que na sua época de escola a vacinação nos colégios era algo "super normal", e foi devido a essa iniciativa que diversas doenças foram erradicadas. 

"Eu sou a favor, dependendo da vacina, porque antigamente, na minha época do ensino fundamental, tinha vacina nas escolas, na época da minha mãe também, era super normal e foi graças a essa vacinação nas escolas que muitas doenças foram erradicadas, e de um tempo para cá, até a coqueluche voltou", pontua Jordana. 

A mãe comenta ainda que apesar de ter dado a vacina contra a Covid para sua filha, ficou atenta devido ao tempo que o imunizante foi desenvolvido.

"A gente teve que avaliar os prós e os contras de vacinar a Cata, que é asmática, e tinha receio de que a condição dela agravasse caso pegasse Covid, que mesmo com a vacina pegamos quatro vezes aqui em casa", relata Jornada. 

A publicitária e tatuadora, Carla Souza, é mãe de Otto, de um ano e dois meses, e também acha válida a vacinação nas escolas.

"Muitas crianças passam mais tempo na escola do que em casa, além da praticidade, o exemplo com os amigos", diz a publicitária. 

Carla pontua que, devido a necessidade de autorização, se os pais não concordarem com a iniciativa, é "só não autorizar", o que torna a medida algo simples. 

INICIATIVA 

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que desde o ano passado possui o programa Aluno Imunizado, que é uma iniciativa da coordenadoria de Imunização e do Programa Saúde na Escola (PSE), voltada para a vacinação de crianças e adolescentes de 0 a 15 anos de idade, com o "objetivo de promover a integração e a comunização entre a Unidade Básica de Saúde (UBS) e escolas, de forma a ampliar o alcance de suas ações". 

A SES informa em nota que o trabalho feito no ano passado obteve bons resultados, mas não repassou um balanço dessas ações. Este ano, a secretaria relata que "a campanha vem acompanhada de incentivo financeiro aos municípios e Estado, para custeio das ações via Ministério da Saúde. 

A Sesau também informou que já realiza vacinação nas escolas, e que todas as unidades de ensino da Rede Municipal de Ensino (Reme), fazem parte da iniciativa, que pode ser feita tanto por busca ativa, que é quando os agentes de saúde vão em locais que a adesão está baixa, quanto em atividades de rotina das unidades de saúde. 

Para o médico infectologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Julio Croda, a aprovação da lei no Senado é importante como uma forma de garantir mais acesso a população, principalmente para aqueles que tem dificuldades de ir até as unidades de saúde. 

"Isso acontece em outros países, a checagem do cartão vacinal, a completude e a complementação desse cartão durante a matrícula. Ano a ano, o acompanhamento dessa criança", reforçou Julio.

Croda chamou atenção para a vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano, sigla em ingês), que previne contra alguns tipos de câncer, sendo o principal, o de colo do útero, e têm baixa cobertura no Brasil.

ASSINE O CORREIO DO ESTADO

Previsão do tempo

Confira a previsão do tempo para hoje (23) em Campo Grande e demais regiões de Mato Grosso do Sul

Chove na maior parte do estado nesta quinta-feira

23/05/2024 04h30

Chuva em Campo Grande

Chuva em Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

Nesta quinta-feira (23), avança sobre o estado uma nova frente fria aliada a cavados, que provocam uma baixa pressão atmosférica.

Estes sistemas irão favorecer o aumento de nebulosidade e há probabilidade para chuvas e tempestades, principalmente nas regiões sudoeste, centro-sul e pantaneira. 

Os ventos atuam do quadrante sul com valores entre 40km/h e 60 km/h. Pontualmente, podem ocorrer rajadas de vento acima de 60 km/h.

Confira abaixo a previsão do tempo para cada região do estado:

Para Campo Grande, estão previstas temperatura mínima de 21°C e máxima de 31°C, com possibilidade de haver tempestade.

A região do Pantanal deve registrar temperaturas entre 21°C e 32°C, com chance de tempestade.

Em Porto Murtinho é esperada a mínima de 15°C e a máxima de 29°C, com tempestade.

O Norte do estado deve registrar temperatura mínima de 20°C e máxima de 33°C.

As cidades da região do Bolsão, no leste do estado, terão temperaturas entre 17°C e 32°C, com possibilidade de tempestade em Três Lagoas.

Anaurilândia terá mínima de 20°C e máxima de 33°C, com chuva.

A região da Grande Dourados deve registrar mínima de 19°C e máxima de 31°C, com tempestade.

Estão previstas para Ponta Porã temperaturas entre 16°C e 27°C, com chance de chuva.

Já a região de Iguatemi terá temperatura mínima de 19°C e máxima de 31°C, com tempestade.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).