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VACINA

Anvisa recomenda aprovação do uso emergencial da Coronavac e vacina de Oxford

Reunião que decide aprovação da medida segue em andamento e aguarda votação
17/01/2021 12:05 - Da Redação


A área técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou, durante reunião neste domingo (17), a aprovação do uso emergencial da Coronavac e da vacina de Oxford, contra a Covid-19.

Para a conclusão, os cinco diretores da Agência ainda vão votar se aprovam o uso das vacinas.

Vale lembrar que, mesmo que os estudos dos imunizantes ainda estejam em andamento, a aprovação é possível desde que o risco-benefício seja favorável.

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Se tratando da CoronaVac, o imunizante é desenvolvido pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria pelo Instituto Butantan no Brasil.

Já em relação à vacina de Oxford, o imunizante é desenvolvido pelo laboratório AstraZeneca e pela Universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Em relação a esta última, a recomendação da Anvisa trata do uso emergencial dos 2 milhões de doses que o governo federal ainda tenta importar da Índia.

Na reunião, a área técnica recomendou ainda o monitoramento das "incertezas e reavaliação periódica" dos dados das vacinas.

"A recomendação é porque se não olharmos o desempenho da vacina, temos o risco de não oferecer a proteção necessária [com ela].", destacou o erente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes.

A Anvisa já marcou uma inspeção de "boas práticas clínicas", em 25 de janeiro, para avaliar dados pendentes sobre a vacina.

Conforme Medes, a recomendação faz sentido se observado o cenário atual. "Tendo em vista o cenário da pandemia, o aumento do número de casos, a ausência de alternativas terapêuticas, e por estarmos numa situação de muita tensão por conta do uso de insumos contra a doença".

Ele afirmou, porém, que os dados entregues pelo Butantan, sobre a CoronaVac, não permitem avaliar a eficácia e segurança da vacina no longo prazo, e sobre o poder do imunizante para proteger idosos.

Além disso, os dados não permitem conclusões sobre "desfechos secundários" da vacina, como a proteção de casos leves (que exigem ida ao médico) e graves e moderados (que podem levar à internação).

A eficácia geral da vacina é de 50,39%, segundo a Anvisa. O Butantan ainda aponta redução de 78% de casos leves, mas a agência afirma que não há dados para essa alegação.

Assim como já informado pelo Ministério da Saúde, a vacinação deve começar em até 5 dias a partir da data de aprovação, sendo assim, caso a decisão de hoje seja positiva, o prazo passa a ser a próxima quinta-feira (22).

Ainda tendo em vista o uso emergencial, a liberação das doses fica sob responsabilidade do Programa Nacional de Imunização (PNI), sendo utilizada apenas em grupos prioritários definidos pelo Plano Nacional de Imunização, uma vez que há um número limitado de imunizantes.