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INCLUSÃO

APAE não interrompe atendimento durante a pandemia

Alunos estão sendo atendidos por educadores pela internet
13/07/2020 16:51 - Da Redação


Com as restrições impostas pelo Covid 19 a partir de março, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) montou um esquema de funcionamento para reduzir o impacto da pandemia na rotina de suas três unidades de Campo Grande, que em períodos de normalidade atendem 1.300 usuários por dia, segundo estimativa da entidade. 

No Centro de Educação Especial Girassol (CEDEG), ainda sem previsão de retorno das aulas presenciais diárias, os 349 alunos matriculados estão recebendo os conteúdos curriculares e interagindo com os educadores via internet. Os atendimentos de saúde e assistência social também foram afetados.

“Esses atendimentos passaram a ser remotos e, no caso das aulas, com atividades programadas”, informa Hugo Jader Cardoso, diretor pedagógico do CEDEG. “As consultas de saúde passaram a ser por telefone”, afirma o dirigente, que considera positiva a utilização dos meios digitais e tecnológicos, pois permitem a continuidade dos atendimentos “sem afetar o aprendizado dos nossos alunos em período de pandemia”. 

Os estudantes, de várias faixas etárias, inclusive adultos, são portadores de deficiência intelectual, deficiência múltipla ou autismo e contam gratuitamente com acompanhamento educacional, alimentação e transporte, além do ensino regular. Uma parceria com a Fundação Banco do Brasil permitiu, no mês de maio, a doação de cestas básicas e kits de saúde e higiene pessoal para as famílias de todos os alunos do Centro.

O Centro Especializado em Reabilitação (CER) presta mensalmente uma média de 25 mil atendimentos, contemplando pacientes que necessitam, por exemplo, de próteses ou bolsas coletoras para fezes e urina. 

Mesmo com a adoção de medidas preventivas e de controle de risco biológico, o CER reduziu os chamados atendimentos eletivos, aqueles que não são considerados de urgência ou emergência, com o intuito de prevenir aglomerações e diminuir a transmissão comunitária do Covid 19 entre os pacientes. Segundo a coordenação técnica da unidade, que não informou o número de atendimentos eletivos pós-Covid, todos os atendimentos prioritários foram mantidos.

Já no Instituto de Pesquisas, Ensino e Diagnósticos (IPED/APAE), a quantidade de atendimentos não se alterou significativamente durante a pandemia, permanecendo na média de 85 mil exames por mês, entre os quais, pré-natal, neonatal e sorologia. “Os médicos estão fazendo videoconferência com todos os pacientes de Campo Grande e do interior do estado e seguindo o agendamento normal”, informa Josaine Palmieri, coordenadora técnica do IPED.

“Eles definem a necessidade de o paciente ser ou não atendido presencialmente”. Os exames do Programa de Proteção à Gestante e de Triagem Neonatal (Teste do Pezinho) estão sendo realizados normalmente de modo presencial. Um projeto de pesquisa envolvendo a triagem neonatal e o tratamento precoce do autismo será apresentado nesta quarta-feira (15/07) pela equipe médica do CER/APAE.

 
 

ENTIDADE BUSCA DOAÇÕES

O presidente da APAE/CG, Antônio José dos Santos Neto, agradece aos campo-grandenses “que colaboram para o desenvolvimento e manutenção da instituição” e mobiliza a comunidade para mais doações. “Nosso objetivo é sempre oferecer serviços de qualidade aos usuários de todo o estado”, afirma Santos Neto. “Podem ser doados alimentos, para as famílias de alunos e usuários, ou máscaras para os trabalhadores da instituição”.

Além das doações, que representam 5% do orçamento, a receita da instituição provém da prestação de serviços, a maior parte por meio de convênio com o poder público. A Unimed fez uma doação de 120 máscaras para a entidade na quinta-feira passada (09/07). Contribuições em dinheiro, podem ser feitas no Banco do Brasil: Agência: 4211-0 / Conta Corrente: 5361-9. Também é possível colaborar apoiando a campanha “Seja um APAExonado”. Basta ligar para (67) 3212-2035 para conhecer o projeto e escolher uma forma de adesão.(MP)

 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!