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PANDEMIA

Apenas 17% das pessoas com Covid-19 precisaram de internação

Somente 18 pacientes com novo coronavírus encontram-se hospitalizados em MS
27/04/2020 09:30 - Daiany Albuquerque


 

Apenas 17% dos infectados pela Covid-19 em Mato Grosso do Sul precisaram ser internados por problemas causados pela doença. O Estado já tem 234 casos confirmados de coronavírus e sete óbitos, mas desde o primeiro caso até este domingo apenas 40 pessoas necessitaram de hospitalização. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Desse número, 18 pessoas estavam internadas até a manhã de ontem, sendo 10 em hospitais privados, com metade na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e oito em leitos da rede pública – três em UTI.

A ocupação atual em UTIs que foram reservadas para atender pacientes com a doença representa taxa de apenas 5,3% do total de vagas disponíveis em Mato Grosso do Sul, tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como em hospitais particulares. São oito pessoas ocupando os 151 leitos de UTI destinados a pacientes com a doença.

Já no caso dos leitos clínicos, a taxa de ocupação é ainda menor, ficando em 1,2%, segundo dados de domingo, quando apenas 10 pessoas estavam internadas em alguns dos 866 leitos da área que estão reservados em Mato Grosso do Sul para tratar pacientes da Covid-19.

Balanço divulgado na manhã ontem mostrou que houve um aumento de 17 novos casos em 24 horas no Estado, o que representa um avanço de 7,8%. Desse total, 15 são de Campo Grande. Com isso, o Estado passou a ter 234 confirmados, 18 em investigação e sete óbitos.

Para o titular da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), José Mauro de Castro Filho, apesar de o número de internações ainda ser pequeno, principalmente em Campo Grande, que concentra o maior número de infectados do Estado e também a maior população, é preciso ter cautela.

“Esses bons números vêm de uma somatória de fatores, como o fechamento do comércio e depois a reabertura com regramento, a estruturação do sistema de saúde, porque antes a gente não tinha folga de leitos, e a suspensão das aulas, que deverá ser mantida por mais tempo. Mesmo assim, a gente não passou pelo momento mais difícil e o número de casos vem aumentando”, alertou Castro.

De acordo com o secretário, para os próximos dias ele prevê aumento no número de casos confirmados, podendo refletir nos leitos, por conta do relaxamento das pessoas em relação ao isolamento social. “As pessoas não estão acreditando muito que vai acontecer aqui, mas a expectativa é de que nos próximos dias sentiremos os efeitos disso”.

“Vamos passar pelo inverno em junho, nossa situação é tranquila, mas não é confortante”, completou o titular da Sesau.  

Entre os municípios onde há doentes, o maior número está na Capital, com 125 casos até este domingo. Em seguida, vêm Três Lagoas (39), Dourados (11), Nova Andradina (11), Sonora (11), Chapadão do Sul (9), Batayporã (6), Corumbá (4), Ladário (3), Bataguassu (2), Mundo Novo (2), Paranaíba (2), Alcinópolis (1), Coxim (1), Miranda (1), Naviraí (1), Paraíso das Águas (1), Ponta Porã (1), Rio Verde (1), Selvíria (1) e Sidrolândia (1).

No Estado, 73,4% dos municípios ainda não têm nenhum caso confirmado da Covid-19. Das 79 cidades existentes no Estado, apenas 21 têm registros de infectados, segundo dados do último boletim epidemiológico da SES.  

Conforme Castro, para evitar que a doença se espalhe pelos municípios do interior, Campo Grande não tem atendido pacientes do interior em consultas ambulatoriais. “Se vier para cá e tiver contato com um infectado, vão precisar ser internados aqui. Nós vamos conviver com essa doença ainda por muito tempo, como a dengue e o H1N1, e enquanto não houver uma vacina temos de manter a prevenção”.

ÓBITOS

O número de óbitos permanece inalterado no Estado. No total, são 7 casos registrados, 3 em Três Lagoas, 2 em Batayporã e 2 em Campo Grande. Os pacientes mortos  tinham faixa etária entre 63 anos e 87 anos e todos apresentavam comorbidades, como pneumonia crônica, hipertensão, diabetes, cardiopatia, câncer, HAS ou Alzheimer.

 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.