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EDUCAÇÃO

Após 9 meses fechadas, escolas de MS recebem 84 mil alunos para o Enem

Com regras de biossegurança, primeira fase do exame será realizada neste domingo em 41 municípios de MS
15/01/2021 09:00 - Beatriz Magalhães


Após nove meses de escolas fechadas, aulas a distância e polêmicas envolvendo o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em razão da pandemia do novo coronavírus, a primeira fase da prova será realizada neste domingo em Mato Grosso do Sul.  

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Estado tem 84.634 pessoas inscritas para prestar o exame. O número é maior do que o registrado em 2019, quando 70.396 se inscreveram.  

A prova ocorrerá em 41 municípios de Mato Grosso do Sul. Serão 135 escolas da Rede Estadual de Ensino (REE) utilizadas para o exame, 21 delas em Campo Grande. 

Na Capital, inclusive, está concentrado o maior número de inscritos, 34.458 pessoas, seguida de Dourados, com 8.067 inscrições, Três Lagoas, 4.533 inscritos, Corumbá, 4.211 pessoas, e Ponta Porã, 3.255 inscrições.  

Entre os desafios da prova deste ano, o principal deles é a biossegurança. Com a pandemia, os participantes devem estar atentos às regras para evitar o contágio pela Covid-19. 

No edital do exame estão previstas as medidas que devem ser adotadas, e o descumprimento destas poderá levar à eliminação dos candidatos. Quem não estiver usando máscara, por exemplo, não poderá fazer a prova.

Além de todo o nervosismo, os alunos precisam lidar com as medidas de biossegurança e o medo da contaminação. Bruno Odilon Favoreto Ferreira, de 22 anos, vai levar duas garrafas de água e álcool em gel no dia do exame. 

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Há três anos ele faz cursinho preparatório e vai encarar agora o quarto exame em busca da aprovação no curso de Medicina. 

“Estou preparando meu álcool em gel e levando mais de uma garrafa de água, para não precisar ficar levantando. Vou tentar ser um dos primeiros, para sentar no fundo, no canto da parede, para ninguém passar ao meu lado”, planeja.  

A estudante Jéssica Vieira, 23 anos, também está se preparando como pode. Decidiu estudar com máscara em casa, para treinar e evitar um desconforto no dia.  

“Durante a prova, vamos precisar passar bastante tempo com ela, então comecei a usar, para que eu não tenha nenhum problema ou desconforto. Enfim, para estar realmente adaptada para aquele momento”, pontua.  

Apesar do medo, a infectologista Mariana Croda acredita que existem outras situações mais perigosas do que o Enem. 

“Em eventos com aglomeração como o Enem, se tomadas todas as medidas [de biossegurança] não terá impacto nenhum [no número de casos da Covid-19]. Os eventos que geraram e geram mais impactos são eleições, feriados e festas de fim de ano. Eu não me preocuparia com a prova nesse cenário”, afirma Croda.

Outra regra imposta pela organização do exame é o distanciamento social. De acordo com o Inep, as carteiras estarão dispostas de forma a assegurar a distância entre os participantes.  

Quem for diagnosticado com Covid-19, apresentar sintomas da doença ou de outra enfermidade infectocontagiosa até a realização do exame deve comunicar o Inep. Esses candidatos terão direito de participar do Enem nos dias 23 e 24 de fevereiro.