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CLIMA

Após calor extremo no Estado, temperatura pode chegar a 13ºC no fim de semana

Em menos de um mês, clima mudou com a chegada de tempestades e rajadas de vento
27/10/2020 08:00 - Naiane Mesquita


Depois de meses de seca, altas temperaturas e queimadas, Mato Grosso do Sul entrou definitivamente em uma nova fase do clima, com direito a temporal, rajadas de vento que causaram estragos em algumas cidades e chances de queda na temperatura para até 13°C na sexta-feira (30) em cidades do sul e sudoeste do Estado.  

De acordo com a coordenadora do Centro de Monitoramento do Clima (Cemtec), Franciane Rodrigues, além das chuvas, que devem continuar até o dia 30 deste mês, as temperaturas vão cair em algumas regiões do Estado. “Teremos uma pequena queda na temperatura. Quem vai sentir essa mudança com mais intensidade são as regiões sul e sudoeste do Estado. A mínima pode chegar a 13°C em alguns municípios”, explica Franciane.  

Ainda conforme o Cemtec, as áreas de instabilidade se fortalecerão até o dia 30 de outubro, com chance de mais chuvas intensas, raios, granizos e ventos fortes em todo o Estado. A partir desse dia também há a diminuição das chuvas de forma gradativa e umidade relativa do ar com variação estimada entre 45% e 95% no Estado, bem distante dos 10% registrados durante a seca dos últimos meses. Nesta sexta-feira (30), as temperaturas em Mato Grosso do Sul poderão variar de 13°C a 31°C, e em Campo Grande a variação está estimada entre 15°C e 29°C.

Segundo o professor e doutor em Geofísica Espacial pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Widinei Alves Fernandes, essa mudança no clima durante a primavera é comum. “O início da primavera tem características bem próximas do inverno. O inverno, na nossa região, é caracterizado por ser um período seco e com baixo índice pluviométrico. Ao longo da primavera, o clima vai se modificando e apresentando características de verão, com chuva no fim da tarde.  Só que para ter chuva no fim da tarde é preciso ter entrada de frente fria ou chegada de umidade da Amazônia. Houve uma anomalia de temperatura no Oceano Pacífico e Atlântico que fez com que as frentes frias não chagassem à região, nem a umidade da Amazônia estava vindo. Esses dois fatores resultaram no prolongamento da seca”, frisa o professor, ressaltando que agora Mato Grosso do Sul está recebendo frentes frias, por isso a ocorrência de temporais e mudanças de temperatura.

Temporal

Chuvas intensas atingiram diversos municípios de Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (26), principalmente em Dourados, que registrou 39,6 mm e rajadas de vento de 74,5 km/h, de acordo com o meteorologista Natalio Abrahão. Em virtude do estrago causado pela chuva e pelo vento, a cidade decretou situação de emergência. No município, o vendaval derrubou árvores, destelhou residências e deixou bairros sem fornecimento de energia elétrica.

Em Campo Grande também choveu bastante, com registro de 41,2 mm de chuva e rajada de vento de 66 km/h. Outro recorde em relação ao vento foi a cidade de Caarapó, que apesar de registrar apenas 16,2 mm de precipitação viu ventos de até 81 km/h.

Apesar do montante, segundo a coordenadora do Cemtec, o ideal é que chova ainda mais. “Ainda está abaixo da média  para a primavera. Precisa chover mais. Temos a impressão de que está chovendo muito, porém, essa foi a primeira chuva generalizada e com acumulados altos em Mato Grosso do Sul”, frisa. 

 

Felpuda


Racha em entidade religiosa teve péssimas consequências eleitorais na disputa por vagas na Câmara Municipal de Campo Grande.

O quiproquó, também, digamos, com nuance familiar, provocou estragos da-que-les.

Aí, como consequências, fez com que quem está não conseguisse votos suficientes para permanecer em 2021-2024 e quem estava fora tentando retornar ficasse à beira do caminho. 

Como se vê...