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INFRAESTRUTURA

Após fiscalização, cobrança de pedágio na MS-306 é adiada

Com novo prazo, concessionária tem até o fim de março para se ajustar às demandas
15/02/2021 15:17 - Brenda Machado


A cobrança do pedágio da rodovia estadual MS-306, que passa pelos municípios de Chapadão do Sul, Costa Rica e Cassilândia, estava prevista para começar no próximo dia 1ª, porém o prazo precisou ser prorrogado, e, agora, a nova data é de 22 de março.

O motivo do adiamento está nas más condições em que se encontra o pavimento da estrada, devido as fortes chuvas, e também pelo atraso de alguns fornecedores que impediram a finalização de outras etapas da obra.

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A decisão foi tomada em conjunto pela comissão que fiscaliza o andamento do projeto de pedágio, de responsabilidade da concessionária Way 306.

Fazem parte da comissão as agências estaduais de Regulação de Serviços Públicos (Agepan) e a de Gestão de Empreendimentos (Agesul).

Conforme explicou o diretor de Transportes e Rodovias da Agepan, Ayrton Rodrigues, a empresa venceu o leilão do projeto por cerca de R$ 615 milhões e assinou contrato com o Governo do Estado em 22 de abril de 2020.

A partir desta data, a concessionária tem um ano para finalizar os chamados 'Trabalhos Iniciais', que envolve a construção de: um posto da Policia Rodoviária Federal (PRF), três praças de pedágio e uma base de atendimento ao usuário, onde são disponibilizados banheiros, fraldário, água, ambulância, guincho, bombeiro e demais recursos essenciais para os viajantes.

Também está incluso na projeção para o primeiro ano de contrato a implantação de elementos de segurança ao longo de toda rodovia, que tem cerca de 220km. "Para tudo funcionar é preciso passar por instalações, câmeras, não é simples", pontuou.

Ainda conforme Rodrigues, a empresa precisa ter uma equipe de emergência para sanar os problemas de tapa buracos, porém a reestruturação completa pode levar até 5 anos.

É apenas após todas essas fases finalizadas que a cobrança do pedágio pode ter início, e cabe à Agepan, juntamente com seu órgão parceiro, realizar fiscalização continuada, ou seja, monitoramento para saber se o projeto está sendo obedecido.

"Já existe a previsão pro dia 22 de março, mas nós faremos uma nova análise antes desse prazo e se ficar entendido que a empresa não está atendendo todos os requisitos e parâmetros necessário, se adia novamente a data pra cobrança.", explicou o diretor Ayrton.