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TRANSPORTE COLETIVO

Após paralisação, motoristas de ônibus são denunciados

Sindicato que representa o Consórcio Guaicurus reclama que ação não foi comunidade previamente e serviço não foi minimamente garantido
21/07/2020 14:30 - Nyelder Rodrigues


Após a paralisação de duas horas no serviço de transporte público na manhã de segunda-feira (20), o Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano (STTCU) de Campo Grande foi denunciado por descumprimento de legislação pelas empresas de ônibus da cidade, por meio do sindicato patronal, ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

Das 4h40 às 7h, a Capital sul-mato-grossense ficou sem transporte público, pois os motoristas estavam em assembleia para deliberar questões como a cobrança individual e integral de multas sofridas durante o trabalho - tanto infrações de trânsito quanto administrativas, como atrasos em terminais e pontos de embarque e desembarque.

A situação levantou preocupação na categoria, que inclusive ameaçou entrar em greve caso não haja uma mudança na legislação, analisada e aprovada recentemente pela Câmara de Vereadores, após envio da proposição feito pelo Executivo.

 
 

Ao Correio do Estado, João Rezende, gestor do Consórcio Guaicurus - que reúne as viações São Francisco, Cidade Morena, Campo Grande e Jaguar -, já havia antecipado que poderia interpelar judicialmente os responsáveis pela paralisação e ameaça de greve. A reportagem tentou contato com o sindicato dos motoristas, mas não obteve êxito até o fechamento do texto.

"O transporte coletivo urbano é atividade essencial, motivo pelo qual o exercício do direito de greve dos trabalhadores que exercem tal atividade tem limitações e requisitos a serem atendidos, de modo que o descumprimento de tais requisitos ou a transgressão de tais limites importa na ilicitude do movimento paredista", frisa a denúncia contra os motoristas.

 
 

O documento protocolado no MPT ainda não é uma ação judicial, mas pode significar um primeiro passo para tal e, ainda, já representa uma reação à paralisação e ameaça de greve. É destacado ainda a necessidade de comunicar com 72 horas de antecedência qualquer paralisação e garantia de atendimento mínimo ao serviço, que é essencial.

"Não houve qualquer comunicação às empregadoras e aos usuários sobre a referida paralisação; e não foi garantida a prestação mínima do serviço essencial de transporte coletivo", frisam as empresas, que completam. "Cabe aqui ponderar que tal violação é agravada pelo atual cenário pandêmico que vive a sociedade campo-grandense".

A denúncia foi protocolada já no mesmo dia da paralisação pelo Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Passageiros do Estado de Mato Grosso do Sul (Setur) e é assinada por dois advogados representantes da entidade.

Felpuda


Candidato a vereador caiu em desgraça, pelo menos em um dos bairros de Campo Grande, ao promover comício em ginásio de esporte, com direito a ônibus lotados e espoucar de muitos fogos de artifício.

Aí dito-cujo foi alvo de muitas críticas, tanto pela zoeira causada, como por ter mandado às favas quaisquer cuidados na prevenção da Covid-19, ao promover grande aglomeração. Irresponsabilidade é pouco, hein?!