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CAMPO GRANDE

Após paralisação, obra do Aquário é retomada, mas prazo fica indefinido

Crise causada pelo novo coronavírus interrompeu serviço e prejudica andamento, segundo empresas
17/04/2020 14:58 - Adriel Mattos, Daiany Albuquerque


 

Após 15 dias de paralisação, as obras do Centro de Pesquisa e Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira, o Aquário do Pantanal, em Campo Grande, foram retomadas. Porém, Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), que já não tinha prazo para a conclusão, admite que o cronograma de execução será alterado.

Isso porque ainda falta assinar contrato com a vencedora da licitação para concluir o revestimento composto, a Aluminum Comunicação Visual. “Conforme os prazos legais, assim que o contrato for assinado, o que deve acontecer nos próximos dias, a empresa receberá Ordem de Início de Serviço”, informou a Agesul em nota.

Mas de acordo com o órgão, as empresas que executam a obra estão com dificuldades de comprar material, sem contar as restrições impostas aos operários devido à pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Outros procedimentos licitatórios também foram paralisados devido à crise, o que afetou também o andamento dos trabalhos.

HISTÓRICO

Iniciada em 2011, a obra estava parada desde 2014 e sofreu com o desgaste em decorrência do tempo e do abandono e foi retomada em agosto de 2019. Orçada inicialmente em R$ 84.749.754,23, a obra inacabada já consumiu mais de R$ 240 milhões do cofre do governo do Estado.

Em um novo levantamento, realizado no ano passado, foi apontado que seriam necessários R$ 40 milhões para recuperar o que foi danificado com o tempo e concluir a construção.  

“Sobre investimentos anteriores, a atual gestão do Governo do Estado não se pronuncia e se restringe a falar apenas dos valores de retomada de obra”, diz nota da Agesul divulgada em fevereiro.

Instalado no Parque das Nações Indígenas o centro de pesquisa contará com 32 tanques (24 internos e oito externos) da ictiofauna pantaneira (peixes e répteis), mais de 5,4 milhões de litros de água e um sistema de suporte à vida com condições reais do habitat.

O objetivo é fazer do espaço um centro de referência em pesquisas e, para isso, o empreendimento também terá um museu interativo, biblioteca, auditório com capacidade para 250 pessoas, sala de exposição e laboratórios de pesquisa para estudantes, cientistas e pesquisadores.

 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!