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INCÊNDIO NO ATACADÃO

Apreensivos, funcionários do Atacadão que pegou fogo serão realocados, afirma assessoria

Entre os curiosos, pessoas que o sustento dependia da loja se dizem devastadas
14/09/2020 12:27 - Rodrigo Almeida


O incêndio que devastou o Atacadão na Avenida Duque de Caxias na tarde de domingo, 13, deixou muita gente preocupada. Além dos danos materiais e claro risco à vida daqueles que lá estavam a comprar ou trabalhar, a tensão se estende agora para a segurança dos empregos.

Conversamos com a assessoria de comunicação do Grupo Carrefour, controlador da marca Atacadão e a informação é “que os 287 colaboradores serão realocadas para outras duas lojas de Campo Grande”.

O Correio do Estado esteve no local destruído e conversou com clientes, pessoas que trabalhavam no local e também quem já trabalhou e aproveitava o grande fluxo de pessoas para driblar a pandemia. 

Este último cenário é o caso de Tereza Miranda, ex-terceirizada da loja da Duque de Caxias que perdeu o emprego para as restrições impostas no combate à covid-19. 

“Cinco meses atrás perdi o emprego na loja, mas como já vendia salgados para os caminhoneiros, resolvi continuar ali”, comenta apontando para uma pequena árvore próxima à entrada de caminhões, na parte de trás da unidade. 

“Trabalho há 30 anos com comércio, e agora estou de coração partido, tenho que achar outro lugar para vender. Talvez vou para o Assaí ali do lado”, relata. 

Outro funcionário afetado pela tragédia é Julio Barros. Também terceirizado, o homem de 41 anos relata que passou vários momentos importantes da vida na loja que pegou fogo. 

“Eu comecei a trabalhar em 2014, conheci minha mulher aqui, meu filho quase nasceu ali dentro”, relembra o homem ao comentar que a bolsa da esposa estourou dentro da unidade. 

Aparentemente, o Júlio não deve ser dispensado. Segundo ele, a direção da empresa onde trabalha já o realocou para outro estabelecimento, mas a tensão cresce entre os colegas que ele compartilhava no Atacadão da Duque de Caxias. 

“A gente conversa com o pessoal todo dia, estão todos preocupados, não sabem o que vai acontecer até a reconstrução”, relata.

É difícil saber até o momento qual a origem do incêndio. O Grupo controlador espera um laudo do Corpo de Bombeiros para pode ter uma estimativa da reestruturação da unidade. “Somente com um parecer podemos estimar o tempo”, afirma a assessora. 

Em um incidente similar em Rondonópolis Matogrosso em 2017, a reconstrução levou cinco meses. 

 
 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!