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Aquidauana recebe R$ 100 mil para Museu de Arte

Aquidauana recebe R$ 100 mil para Museu de Arte

Anastacionoticias

12/06/2011 - 11h16
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Artistas sul-mato-grossenses recebem investimento cultural de R$ 1,2 milhão por meio da 4ª edição do Fundo de Investimento Cultural (FIC). O dinheiro é repassado pelo governo do Estado por intermédio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS). Dentre os projetos, o do município de Aquidauana será o que vai receber maior recurso, R$ 100 mil. A quantia será destinada para recuperação do prédio do Museu de Arte Pantaneira "Manoel Paes de Barros", tombado em 2010 por meio de uma lei municipal como patrimônio histórico da cidade.

"Esse recurso vai criar um clima legal no Estado, no caso de Aquidauana será a oportunidade de reformar um dos seus principais estabelecimentos culturais da cidade", disse o prefeito de Aquidauana, Fauzi Suleiman.

Segundo ele, os R$ 100 mil serão aplicados na reforma de todo o prédio, edificado em 1914, que foi transformado em museu em 2000 e desde então nunca passou por reforma. A obra deve começar em julho e compreenderá desde a reforma de banheiros até a restauração delicada do piso de ladrilho hidráulico, um tipo de calçamento com detalhes feitos com pó de ferro. Atualmente o chão do prédio possui algumas falhas; com a reforma, elas serão preenchidas e os ladrilhos recolocados. O desejo da administração municipal é entregar o edifício à população em 15 de agosto, dia do aniversário de Aquidauana.

"Nós vamos restaurar todo o museu. Os salões vão abrigar a história da cultura indígena e pantaneira da região. Teremos melhorias nos espaços reservados para guardar as peças que retratam a comunidade de Xaraés [primeira comunidade espanhola confirmada na América Latina], as armas da Guerra do Paraguai e também das peças que retratam a produção contemporânea local", explica o presidente da Fundação de Cultura de Aquidauana, Rangel Castilho.

Música

Outro projeto que receberá uma quantia significativa de recursos, calculado em R$ 30 mil, é o DVD da Orquestra Jovem da Fundação Barbosa Rodrigues. A gravação está prevista para o dia 5 de julho no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo. A orquestra é regida pelo professor e maestro Eduardo Martinelli e desenvolve atividades com 34 adolescentes, entre 14 e 15 anos. Grande parte deles iniciou seus trabalhos ainda criança, com cerca de 8 a 9 anos.

Literatura

O livro "Senhorinha Barbosa Lopes", do autor Samuel Xavier Medeiros, também está na lista dos projetos financiados. "O Fundo tem a finalidade de prestigiar a classe artística e fico feliz em ver que o meu livro está dentro dos padrões exigidos para receber o investimento", conta o escritor.

A obra, que é um romance baseado em fatos históricos sobre a cultura fronteiriça e a Guerra do Paraguai, já foi publicada no ano de 2007. Agora com o recurso do FIC terá uma nova edição, prevista para setembro de 2011, com tiragem de mil exemplares. Quase R$ 14 mil reais estão sendo destinados para o trabalho.

Em 2011 o FIC contempla 40 projetos, sendo 13 de literatura, 12 de música e outros 15 entre artes cênicas, folclore, pesquisa, audiovisual, patrimônio cultural e formação. Somadas todas as quatro edições do FIC, chega a um total de l47 trabalhos financiados pelo Governo do Estado.

Este ano o projeto teve um aumento de 20%, o que possibilitou o executivo Estadual assistir um maior número de trabalhos. A assinatura do termo para repasse de recursos do FIC foi realizada nesta sexta-feira (10) no gabinete da Governadoria do Estado. Estiveram presentes na solenidade, o governador André Puccinelli, o presidente da FCMS, Américo Calheiros junto com a classe artística responsáveis pelos projetos aprovados.

Campo Grande

Professor que teve entrada negada em escola será transferido para outra unidade pela SED

A Secretaria Estadual de Educação disse que irá investigar a conduta tomada pela direção da unidade escolar

04/03/2024 17h40

O professor disse que estava lotado em Bonito, revogou as aulas para vir lecionar em Campo Grande, convocado pelo CEESPI, no dia 1º de março Reprodução Arquivo

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Após o professor Fábio Oliveira Rodrigues, publicar um vídeo por meio de suas redes sociais, denunciando que não conseguiu assumir a vaga de convocado por ter a entrada proibida pelo diretor, a Secretaria de Educação (SED), informou que está apurando a conduta adotada pela direção da unidade, em Campo Grande.

"A SED informa que vai averiguar a conduta adotada pela direção da unidade escolar, uma vez que o processo seletivo gerou uma classificação dos profissionais para a lotação nas vagas conforme escolha dos aprovados. A pasta destaca, ainda, que o referido profissional foi atendido pela equipe responsável pelo processo e que já fez a opção pela lotação em outra unidade escolar, para o exercício da função na REE", diz a nota.

Entenda

O vídeo foi publicado nesta segunda-feira (4). Nele, o professor mostra a designação de atestado de vaga emitido pelo Centro Estadual de Educação Especial e Inclusiva (CEESPI), mas, quando tentou assumir o posto, foi impedido de adentrar na instituição de ensino.

Além disso, o professor disse que estava lotado em Bonito, revogou as aulas para vir lecionar em Campo Grande, convocado pelo CEESPI, no dia 1º de março. No mesmo dia, ele veio até a Capital e assinou o termo de atestado da vaga, assim como a ficha de designação.

"A designação é dizendo, escola, você é obrigado a alocar o professor no sistema para que ele receba pelo seu trabalho. Esse é a grosso modo. Eu cheguei aqui na segunda-feira, por volta de dez e meia da manhã, fui atendido pelo diretor da escola e pela coordenadora pedagógica. E os dois me atenderam e disseram, não queremos você aqui, não te quero aqui", disse o professor. 

Ainda, durante a conversa, o diretor teria dito que enviou um e-mail informando que não queria o profissional na escola. Diante da negativa, o educador solicitou acesso aos documentos e teve o pedido recusado. "Ele não me emitiu nenhum documento, também não elaborou ata, e eles têm que protocolar", explicou Flávio. 

Diante da recusa, o professor acionou a polícia e foi orientado a registrar um boletim de ocorrência. 

 

 

 

 

 

 

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JUSTIÇA

Moradores movem ações judiciais contra mau cheiro causado pelo frigorífico JBS, em Campo Grande

Petições, 25 numa semana, cobram da empresa até R$ 75 mil de indenização por danos morais e ambientais

04/03/2024 17h20

Queixas contra empresa cresceram desde janeiro passado Gerson Oliveira

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Ao menos 25 ações judiciais foram movidas da semana passada para cá contra o frigorífico JBS, situado na região da Vila Nova Campo Grande. Moradores denunciam o mau cheiro produzido pela empresa e, agora, pedem indenização por danos morais e ambientais, perdas e danos. Nas petições, os moradores aos arredores da empresa cobram até R$ 75 mil pela reparação.

Queixas contra o frigorífico ocorrem há tempos, pelo mesmo motivo, contudo, os casos aumentaram desde o início deste ano.

Numa das ações, defendidas pelo escritório de advocacia Silva & Biava, é dito que:

“… a empresa opera atividade potencialmente poluidora que gera incômodo e aflição nos moradores da região, produzindo fumaça (poluição atmosférica) e exalando odores (cheiros) potencialmente danosos aos moradores da região do Bairro Nova Campo Grande, o que acarreta no recolhimento dos moradores ao interior de suas residências, fechando portas e janelas, não podendo sequer receber visitas e/ou utilizar o bem imóvel para o seu lazer, pois o cheiro e a fumaça lançados na atmosfera são insuportáveis, e pior, causadores de diversos sintomas”.

Outra questão citada nos recursos judiciais sustenta que o mau cheiro, além de incomodar os moradores tem provocado desvalorização dos dos imóveis da região.

Noutro trecho da petição, é citado que: “em atenção ao que determina o artigo 334, § 4º, I, do Código de Processo Civil, manifesta-se desde já sobre o desinteresse na realização de audiência de conciliação, eis que a prática na lide envolvendo a Requerida demonstra que esta não apresenta quaisquer propostas em audiências conciliatórias, restando sempre infrutíferas. Isto porque, antes da devida instrução processual, a Requerida não exterioriza interesse no encerramento da demanda através de acordo, motivo pelo qual requer desde já a dispensa do ato”.

A reportagem pediu um manifesto da JBS, contudo, até o fechamento deste material, a empresa não tinha respondido. Assim que isso acontecer, o texto será atualizado.

 

 

 

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