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FEITO INÉDITO

Em cirurgia de 1h30, arara-canindé mutilada recebe transplante de bico

Bico foi retirado de outra arara já falecida
05/03/2020 15:29 - Fábio Oruê


 

Uma arara-canindé adulta recebeu, no último fim de semana, um transplante de bico em cirurgia que durou 1h30, no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS). A ave foi encontrada na região urbana de Campo Grande com ferimento grave e foi resgatada pela Polícia Militar Ambiental (PMA).

De acordo com o veterinário Lucas Cazati, que coordenou a equipe de cirurgia, o animal é uma possível vítima de atropelamento e foi encaminhado ao CRAS em 28 de fevereiro. “Ela chegou com muito sangramento e desde a sua entrada no CRAS, até a cirurgia, o trabalho se concentrou em tirá-la da situação de risco. Realizamos todo um procedimento terapêutico, submetemos a exames de raios-x e ultrassom, o que nos permitiu um diagnóstico favorável à cirurgia”, explicou.

Então, um enxerto heterólogo - transplante de um indivíduo de uma espécie para outra - foi realizado. “Nós já havíamos realizado pequenas cirurgias de reparo em casco de jabuti, mas o procedimento na arara foi mais complexo. Utilizamos um bico de animal já falecido, que foi recortado, ajustado com resina de dentista e fixado com parafusos ortopédicos, de forma que a arara fique bem e consiga se alimentar”, disse Cazati.

 
 

O procedimento cirúrgico foi acompanhado por sete profissionais, entre médicos veterinários, biólogos e zootecnistas. A arara segue em tratamento e acompanhamento da equipe. No processo de adaptação, será alimentada com alimentos mais macios, como o mamão e outras frutas. “É um período que exige cuidados, mas nosso prognóstico é de que em até 2 meses ela poderá ter condições de voltar à natureza”, acrescentou o veterinário.  

BANCO DE BICOS

A realização do procedimento incentivou a criação de “banco de bicos” para atender aves que são vítimas desse tipo de ferimento, mutilação ou avaria no bico. “Aqui no CRAS, nós recebemos muitas aves com o bico quebrado. Queremos agora dar início a um banco de bicos. Também vamos compartilhar essa experiência com a comunidade científica, por meio de artigo científico”, finalizou Cazati.

 

Felpuda


Devidamente identificadas as figurinhas que agiram “na sombra” em clara tentativa de prejudicar cabeça coroada. Neste segundo semestre, os primeiros sinais começarão a ser notados como reação e “troco” de quem foi atingido. Nos bastidores, o que se ouve é que haverá choro e ranger de dentes e que quem pretendia avançar encontrará tantos, mas tantos empecilhos, que recuar será sua única opção na jornada política. Como diz o dito popular: “Quem muito quer...”.