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CAMPANHA DA FRATERNIDADE

“Temos de dizer não” diz arcebispo sobre violência contra homossexuais

O texto-base da Campanha gerou polêmicas e críticas de fiéis da Católica ao citar violência contra grupo LGBTQI+
16/02/2021 11:48 - Gabrielle Tavares


Após polêmica sobre Campanha da Fraternidade (CF) deste ano, o Arcebispo Metropolitano de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa se pronunciou a respeito do tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”, e disse que a diocese de Campo Grande vai aderir CF.

“Se existe violência contra os homossexuais, nós temos que gritar e dizer: não! Isso não é cristão, isso não é evangélico”, argumentou o arcebispo.

O texto-base da Campanha gerou polêmicas e críticas de fiéis da Católica ao citar que um dos grupos sociais que mais sofre as consequências do preconceito é a comunidade LGBTQI+. 

“Tem gente espalhando por aí que é uma campanha LGBT. Meus queridos, não tem nada a ver. A violência contra os homossexuais é uma realidade no nosso país, tem muitas pessoas que são espancadas, torturadas, pelo fato de serem homossexuais”, pronunciou Dom Dimas, em vídeo publicado pela Arquidiocese de Campo Grande.

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De acordo com o texto-base apresentado, o assunto reforça a importância das políticas de defesa aos direitos humanos das mulheres, dos negros e da comunidade LGBTQI+.

Dom Dimas alegou que não é preciso concordar com a ideologia do movimento para ser contra a violência que o grupo sofre. “Nossos irmãos são uma imagem e semelhança do nosso criador, apesar das divergências que possam surgir entre nós, a Pastoral trabalha com todos os seguimentos de pessoas”.

Ele também fez comparação com o trabalho da Pastoral Carcerária, que atende apenados de facções criminosas. "Isso não significa que os membros da pastoral carcerária, ou a metodologia dela, seja uma forma de privilegiar ou favorecer o crime organizado, nós estamos olhando as pessoas".

O documento ainda divulgou dados do último Atlas da Violência, que aponta que em 2018 foram registrados 1.685 casos de violência contra essa população e 420 homicídios.

“Uma das falsas notícias que fortalece a violência é a retórica de que direitos humanos servem apenas para defender ‘bandidos’. Esse discurso fragiliza cada vez mais os instrumentos institucionais que contribuem para a justiça”, diz o documento.

Dom Dimas ainda explicou que cada diocese tem autonomia para escolher o segmento do texto-base que irá seguir e completou que Campo Grande vai aderir, sim, à CF.

“Vamos, porque Fraternidade é diálogo, é compromisso de amor, é um lema profundamente evangélico e queremos isso para nós", disse.