Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

CAMPO GRANDE

Arquidiocese pede que fiéis evitem abraço da paz e Pai Nosso de mãos dadas

Recomendações foram publicadas depois dos primeiros casos confirmados de Covid-19 em MS
15/03/2020 19:51 - Daiany Albuquerque


 

A Arquidiocese de Campo Grande emitiu uma nota de recomendação para os fiéis que foram as missas, por conta da pandemia de Covid-19, o novo coronavírus, que atinge o país. Uma das medidas para evitar a proliferação da doença é evitar o abraço da paz e não rezar o Pai Nosso de mãos dadas.

A publicação também orienta que, caso as missas tenham um fluxo muito grande de fiéis, o número de celebrações sem ampliado, para evitar aglomeração. “Quanto às Santas Missas, é recomendável aumentar o número de celebrações, caso o afluxo de pessoas em alguma Paróquia seja excessivo. Essas orientações são provisórias, podendo ser alteradas caso as circunstâncias o exigirem”, diz trecho da nota.

“Que o Senhor da Vida nos abençoe a todos, especialmente as nossas autoridades, em seu empenho na busca das melhores alternativas para o bem do nosso povo. E que Nossa Senhora da Abadia, nossa Padroeira, interceda por nós”, finaliza o documento, assinado pelo arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa.

VEJA AS ORIENTAÇÕES:

a) Evitem o abraço da paz durante ou depois das celebrações. O mesmo vale para a Pastoral da Acolhida, ao receber os fiéis na entrada de nossas Igrejas;

b) Evitem, igualmente, rezar o Pai Nosso de mãos dadas;

c) Recebam a comunhão na mão; para isso, evite-se distribuir a comunhão sob as duas espécies; e que o fiel comungue na frente do Ministro;

d) Sigam as orientações a respeito da higienização das mãos e outros cuidados sanitários, ou seja, não compartilhar objetos pessoais, manter os ambientes bem ventilados, evitar aglomerações em torno de pessoas doentes, cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir, lavar bem as mãos com água e sabão ou usar álcool gel;

e) Os que estiverem a serviço dos enfermos, nas casas ou hospitais, redobrem os cuidados com a higiene e sigam as outras orientações sanitárias já divulgadas pelas autoridades competentes para evitar a propagação da doença;

f) Haja muita prudência quanto à disseminação de notícias divulgadas sobre o vírus, sobretudo nas redes sociais, pois a possibilidade de fake news é real nessas ocasiões;

g) Os Padres, Diáconos e Ministros façam uso de álcool gel antes de distribuírem a Sagrada Comunhão;

h) Evitem-se tumultos no final das celebrações.

MEDIDAS

O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), anunciou neste domingo (15) uma série de medidas para prevenir o contágio sobre o novo coronavírus. Entre elas está a proibição de eventos públicos com mais de 100 pessoas, e a suspensão das aulas na Rede Municipal de Ensino (Reme) a partir da próxima quarta-feira (18). Cultos e missas em espaços com capacidade superior à estabelecida em decreto, também estão suspensos.

“Estamos apenas cumprindo uma orientação do Ministério da Saúde”, explicou o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad. A medida também vale para salas de cinema com capacidade superior a 100 pessoas. O decreto também vale para bares, restaurantes e lanchonetes.

O decreto será publicado nesta segunda-feira, e que também trará outras medidas, como a suspensão das férias e licenças premium dos servidores da área de saúde, sem prejuízo de seus direitos trabalhistas.

Até o momento, dois casos do novo coronavírus foram confirmados em Mato Grosso do Sul. A jovem Thayany Silva, namorada do empresário Ueze Zahran Stamatis (que também está com a doença, mas em São Paulo), está de quarentena e até agora não teve nenhum sintoma, e um homem de 31 anos que está internado em um hospital particular de Campo Grande. Segundo informações do secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, ele chegou a ficar isolado em casa, mas teve desconfortos respiratórios. O estado de saúde não é considerado grave e o paciente é monitorado.

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!