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Editorial desta sexta-feira: "Por mais transparência"

Editorial desta sexta-feira: "Por mais transparência"

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O governo do Estado ainda não informou, com detalhes, se já usou e como usará os R$ 1,419 bilhão das contas judiciais que estão à sua disposição desde o mês passado.

A transferência de 70% dos depósitos judiciais de Mato Grosso do Sul para a administração estadual trouxe alívio em boa hora ao governador Reinaldo Azambuja e toda sua equipe. O valor é expressivo: R$ 1,419 bilhão disponíveis para serem utilizados pelo governo para o pagamento de precatórios e na amortização da dívida pública.

Não é todo dia que um administrador é presenteado por uma quantia vultuosa dessas. Para se ter uma ideia, R$ 1,419 bilhão equivale a mais de 10% de todo o orçamento estadual para 2016, quando o primeiro escalão de Azambuja estima trabalhar com R$ 13,9 bilhões para cobrir todas as despesas. 

Para o governo, que até então queixava-se da dificuldade para arrecadar por causa da crise econômica, tentava buscar soluções criativas para pagar o 13º salário do funcionalismo público, e falava em cortar investimentos em infraestrutura para o ano que vem, a Lei Complementar Federal 151 caiu como uma luva para os planos da administração. Foi a nova regra, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no último dia 5 de agosto, que permitiu que os chefes de Poder Executivo em todo o Brasil, inclusive ela, se apoderasse de até 70% dos valores depositados em contas judiciais de todos os tribunais.

Só para Mato Grosso do Sul, conforme publicado em reportagem do Correio do Estado publicada em 22 de setembro último, havia R$ 2,027 bilhões depositados em juízo nos tribunais estaduais e federais. Os R$ 1,419 bilhão que o governo do Estado tem direito foi transferido rapidamente, no mês passado, tão logo lei estadual, decorrente da lei complementar federal, foi sancionada pelo governador Reinaldo Azambuja.

O presente de Dilma Rousseff para todos os governadores e prefeitos do Brasil só aumenta a necessidade de cobrança ainda maior de transparência dos administradores. O cidadão deve ter o direito de acompanhar, passo a passo, o que os governos farão com toda esta quantia disponível. 

Voltando ao caso de Mato Grosso do Sul, o governo do Estado fala usar todos os meses, até R$ 160 milhões desta quantia bilionária para pagar precatórios (as dívidas do governo para pessoas físicas e jurídicas oriundas de processos judiciais) e outros débitos. A medida libera os recursos vinculados à estas obrigações, que antes saíam de outras fontes da administração, para uso outros fins, como, por exemplo, o pagamento de salário de servidores e investimento em áreas estratégicas, como educação, saúde e infraestrutura. 

Ocorre, no entanto, que o governo do Estado ainda não informou se já usou e como usará estes recursos. Também falta transparência sobre a operação desta conta, como por exemplo, se sobre os valores depositados, há algum tipo de remuneração, com incidência de juros. 

São nos momentos em que há folga no orçamento que a cobrança por transparência e lisura nos gastos públicos deve ser redobrada. A correta aplicação de recursos evita crises financeiras e melhora a vida de todos.

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A tríade da vida aplica-se à Educação

06/07/2024 09h00

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A expressão “triúno”, três em um, foi criada por Paul MacLean, neurocientista da década de 1970, referindo-se ao cérebro trino na evolução do sistema nervoso central humano: agir, sentir e pensar são verbos interdependentes. A finalidade do autor foi dividir o cérebro didaticamente para compreender melhor seu funcionamento. Assim, agir de acordo com o sentir e o pensar na prática do bem constitui-se em sublime comportamento ético.

Semelhantemente ao princípio “triúno” de MacLean, também encontra-se na realidade tal conceito para que, de forma didática, o mundo seja melhor compreendido. Portanto, três são as partes do átomo: elétron, próton e nêutron, como três também são as dimensões geométricas do espaço: comprimento, largura e altura. Além disso, observa-se que a sobrevivência humana depende de três fatores principais: casa, roupa e alimentão, e, de forma “triúna”, concebe-se ainda a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Contemple-se a natureza da matéria e verificar-se-á que os seus estados físicos são sólido, líquido e gasoso; identicamente à divisão do tempo: passado, presente e futuro. E a trina de Paul MacLean também se faz presente na educação, pois a aprendizagem humana acontece na relação escola, professor e aluno; e, ainda, pode-se dividir a música em três elementos básicos: melodia, ritmo e harmonia.

A trilogia também contribui para direcionar o comportamento humano na sua peregrinação pelos caminhos da vida. A ética é uma postura diante do outro e de si mesmo. É pela conduta individual que se manifesta a personalidade, a forma de ser de cada um. E também aqui, na atitude humana, os conceitos “triúnos” de MacLean aparecem: poder, dever e querer.

Seja o imperativo: “Assistir a todas as aulas em sintonia plena com a voz do professor”. Se os três verbos forem conjugados na primeira pessoa do presente do indicativo: eu posso, eu devo, eu quero, estaremos diante de um princípio ético, uma sublime virtude humana. Se, no entanto, a atenção do aluno estiver em outro campo que não a aula (conversas paralelas, celular...), foge aos princípios éticos e se instala a indiferença do aluno diante do professor.

Atente-se, ainda, que, pelo conhecimento, pelas mãos e pela palavra, os humanos elaboram arte, criam ciência e produzem tecnologia. Desenvolvem inteligências para organizarem uma nova sociedade. Evoluem para fazer surgir um mundo novo onde se poderá viver melhor. Rubem Alves (1933-2014), psicanalista e educador, lembrava que a escuta precede a fala. É da natureza humana escutar para aprender e depois falar sobre o que aprendeu. Aprende-se pela palavra da mãe, do pai, do professor...

O professor só deseja que o aluno escute a sua palavra. A aprendizagem acontece depois de uma longa e silenciosa escuta. Quando a escuta for serena, a fala será bonita, porque se vai falar daquilo que se sabe. Com segurança.

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Caminhos da vida

06/07/2024 08h00

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Cada ser humano tem origem e destino próprios. Mesmo que queira imitar alguém, jamais conseguirá na perfeição. A natureza é fantástica nesse sentido. A marca sempre será pessoal.

Assim essa humanidade caminhará e far-se-á original em seus sonhos e em seus projetos. E a curiosidade baterá à porta de cada ser, querendo descobrir os segredos da individualidade de cada ser. E não será difícil. Não na totalidade, mas em partes poderá, nem que seja por aproximação biológica tão somente. O mistério, contudo, continuará a existir.

Olhando a realidade tão fecunda em genialidades e em poderes, será maravilhoso encontrar um ambiente favorável ao silêncio e ao recolhimento. Entrar nessa sacralidade e contemplar tantas belezas e grandezas, para comungar do infinito desafiante da sensibilidade e da sabedoria ungindo a tudo e a todos com algo divinal e terno. Não precisa ter medo. Precisa ousadia e humildade.

Então, uma nova realidade se apresentará, desafiando a capacidade humana. É a realidade do mundo sobrenatural. São as cores de uma consciência simples, mas repleta de sentimentos e de vontade em construir um mundo mais simples e mais comprometido com a felicidade.

Percorrendo as páginas da Bíblia Sagrada, organizei um tanto melhor os conhecimentos e dirigi a atenção para algo um tanto difícil de entender. Trata-se de entender o comportamento humano diante da manifestação divina. Os seres humanos, pensando com conhecimentos humanos e querendo que tudo se voltasse para o divino. Ao mesmo tempo, querendo ser o melhor e mais perfeito dos seres.

Sabemos que todas essas ideias poderão contribuir maravilhosamente na construção de um mundo mais humano e mais fraterno. Imediatamente somos chamados a contribuir, dispondo dos conhecimentos e dos dons de que somos premiados e conduzindo essas forças a serviço da verdade e do bem para todos.

Cada qual veja quais os pensamentos que alimenta, e verá com honestidade qual obra assumiria. Analise o julgamento que emite diante da realidade social, cultural, política e até religiosa. Analise com honestidade, e verá o tanto que poderá mudar, ou melhorar, em seu ambiente e em sua vida.

Já é hora de olhar essa humanidade que compõe o universo, mas que ainda não se convence da necessidade urgente de que alguém, ou alguma ação, se levante do túmulo do medo e da covardia e conclame todos os povos a unirem as vozes em um clamor único, o clamor pela paz.

Caso contrário, a nova sociedade que está surgindo condenará e sepultará no túmulo da vergonha e da covardia a todos quantos pouco ou nada fizeram por uma comunidade mais solidária e mais humana.
O próprio Mestre e Senhor foi posto em análise de seus conhecimentos.

O povo que o acompanhava, admirava-se de sua sabedoria. Apesar de conhecê-lo como filho de carpinteiro, um simples trabalhador, causava estranheza o tanto de conhecimentos e tanta sabedoria. No entanto, atraía multidões.

Resta saber: nosso modo de viver atrai o povo para Deus ou para o comodismo e para a maldade?

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