Artigos e Opinião

ARTIGO

Ruy Sant’Anna: "Fora Lula, Dilma e corrupção"

Jornalista e advogado

Redação

18/08/2015 - 00h00
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A base aliada de Dilma esfarela-se com partidos que deixam o apoio ao governo. E Dilma continua incorrigível ao pregar a separação do povo com seu ódio dos “nós (governo) contra eles, a maioria que não apóia seu desgoverno. Com isso, mesmo com o calorão desse domingo de 16 de agosto cresce o interesse do Fora Dilma e leva o PT junto, agora com até pedidos de prisão para Lula e desaprovação ao senador Renan Calheiros (PMDB). Mesmo com o dinheiro gasto para o “desfile” das margaridas, em Brasília “apoiando Dilma” o bota Fora Dilma tem muito mais representação por ser manifestação espontânea e suprapartidária. Fato inédito do domingo PP foi a manifestação da representação popular de brasileiros em 13 localidades no exterior, incluindo Londres, Berlim, Dublin, Washington e Nova York. 

O que se observava há tempos é que as manifestações não tinham focos específicos. Agora, estão mais que focados. Acertaram nos alvos Os protestos populares, sem dinheiro de governo, estão atentos no apoio ao juiz Sergio Moro, Polícia Federal e Ministério Público Federal; no Fora Dilma, Lula e PT; Fora Corrupção; e a favor do Impeachment, renúncia ou deposição do cargo. E mais, o cargo da presidente que era respeitado, agora não o é mais diante das mentiras sobre boa administração que não existe e piora; do nem que a vaca tussa, e diante da tosse comprida que balançou o Palácio da Alvorada.

O fato de manifestantes um pouco menor que a grande presença de março desse ano, não autoriza Dilma a esfregar as mãos de contentamento por isso. Outro ponto de muito mais relevância e importância são os resultados de pesquisas populares sobre o desgoverno petista de Dilma. Sua popularidade esta pior, a economia também desmorona diariamente com o sofrimento popular que não tem mais o mesmo poder de compra, semana a semana etc.

A pressão da panela está muito grande porque os métodos de seu uso são velhos e inconsistentes. Tem que se levar em conta não apenas a parte numérica das grandes cidades que mesmo em expressiva quantidade foi menor que a anterior, mas o forte calor, e o domingo, atrapalharam com muitas pessoas em casa. Mas, sobretudo a participação de cidades do interior brasileiro que aderiram às manifestações, e a expressiva presença de famílias com crianças pequenas e de colo, cadeirantes e idosos é muito significativa na conscientização da população. Tudo isso foi emocionante junto à esperança do impeachment, renúncia, mais prisões de corruptos e condenações, alegrando o dia de milhões de brasileiras (os) nesse dia 16, domingo. A diferença dos protestos populares suprapartidários e o de apoio a Lula e Dilma que foi promovido pela CUT e alguns metalúrgicos paulistas, é que estes tinham até banheiro químico, lanches e sobretudo insignificante presença, mesmo com trinta ônibus disponíveis para transportar os lulistas e dilmistas, enquanto os do Fora Lula, Fora Dilma e PT movimentaram-se às suas próprias custas e sacrifícios. Fora Lula, Dilma e Corrupção. Ordeiro não é cordeiro como vi numa placa aqui em Campo Grande.

Mato Grosso do Sul através de Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas, expressou sua indignação pelos desmandos, corrupção e mentiras desde Lula e agora Dilma. Na Capital, os movimentos Pátria Livre e Chega de Impostos coordenaram os campo-grandenses em repúdio à corrupção e apoio ao Fora Lula, Dilma e Corrupção. Tudo em apoio à PF, MPF e juiz Sergio Moro. A organização e apresentação foram perfeitas com 3.000 manifestantes. A todos o meu abraço com o meu bom dia, o meu bom dia pra vocês.

EDITORIAL

Operações do MPMS e o recado às prefeituras

MPMS, sociedade e imprensa seguem atentos. Transparência não é concessão; é obrigação. E controle não é perseguição; é instrumento de proteção ao interesse público

13/02/2026 07h15

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Desde o ano passado, mais de uma dezena de prefeituras em Mato Grosso do Sul foram alvo de operações conduzidas pelos grupos especializados no combate aos crimes do colarinho branco e ao crime organizado, em ações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Muitas delas com cumprimento de mandados de busca e apreensão e afastamento de agentes públicos, escancararam um cenário preocupante: indícios de conluios envolvendo integrantes do primeiro escalão municipal e fornecedores com a finalidade de desviar recursos públicos.

Não é a primeira vez que este espaço elogia a atuação cirúrgica do MPMS. E reiteramos: se há crime, deve haver investigação e punição. O dinheiro público não pertence a gestores, partidos ou grupos políticos. Pertence à população.

Cada centavo desviado representa menos remédio nos postos de saúde, menos qualidade na merenda escolar, menos infraestrutura nas cidades. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul cumpre o seu papel constitucional ao fiscalizar, investigar e denunciar.

O que chama a atenção, contudo, é a reação do outro lado – o político. Nesta edição mostramos que, ao que tudo indica, parte da classe política ainda não compreendeu a gravidade do momento.

Ou, se compreendeu, tem demonstrado dificuldade em assimilar o recado. As operações não são fatos isolados. Não se trata de um episódio pontual, mas de um padrão que precisa ser interrompido.

É preciso ampliar os mecanismos de controle sobre o gasto público. E isso só se faz com transparência absoluta. Portais de transparência atualizados, processos licitatórios claros, contratos acessíveis, fiscalização social estimulada.

Quem age com clareza, quem expõe seus atos à luz do dia, tende a ter menos problemas com investigações. E, quando ocorre algum equívoco de procedimento, pode demonstrar que agiu de boa-fé, sem dolo, sem intenção de lesar os cofres públicos.

O que não é admissível é que, depois de sucessivas operações, de denúncias envolvendo esquemas estruturados para fraudar contratos e desviar dinheiro, tudo continue como se nada tivesse acontecido. Não é normal. Não pode ser tratado como rotina administrativa.

A naturalização do desvio corrói a confiança da população nas instituições e enfraquece a democracia.

Mais do que nunca, é preciso seriedade na gestão pública. Seriedade com o dinheiro do contribuinte, com os contratos assinados, com as prioridades definidas. A mensagem das operações é clara: há fiscalização, há investigação e haverá responsabilização.

Assim como o MPMS cumpre sua função, a imprensa seguirá atenta e a sociedade também. Transparência não é concessão; é obrigação. E controle não é perseguição; é instrumento de proteção ao interesse público. Quem administra recursos coletivos deve estar preparado para prestar contas – sempre.

ARTIGOS

Afeto em modo on-line

A proximidade construída, esse acesso aos bastidores da vida cotidiana, cria uma poderosa ilusão de que a conexão é mútua

12/02/2026 07h45

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Sabe aquela sensação de que você realmente conhece seu podcaster favorito, a ponto de antecipar as piadas e opiniões dele? Ou aquele leve orgulho que você sente quando um influenciador que você acompanha atinge uma nova meta, como se fosse um amigo próximo celebrando uma conquista?

Talvez você já tenha se visto defendendo um youtuber em uma seção de comentários ou sentindo uma tristeza genuína com o término de um casal famoso. Se alguma dessas situações parece familiar, você já vivenciou a essência de um comportamento que define a nossa era.

Essa conexão tão particular tem nome: relacionamento parassocial. O termo, que descreve um vínculo de mão única que uma pessoa desenvolve com uma figura pública, foi eleito a Palavra do Ano de 2025 pelo Dicionário Cambridge.

Essa escolha não foi por acaso, ela oficializa a importância de um fenômeno que, embora antigo, foi intensificado de forma radical pela era digital, deixando de ser um assunto de especialistas para fazer parte do vocabulário popular, muito em função da estrutura proposta pelas redes sociais.

No passado, nossos avós admiravam estrelas de cinema distantes, projetadas em telas e envoltas em mistério. Hoje, por outro lado, um criador de conteúdo compartilha sua rotina nos stories, desabafa sobre seu dia em um post e interage com seus seguidores.

Essa proximidade construída, esse acesso aos bastidores da vida cotidiana, cria uma poderosa ilusão de que a conexão é mútua. O fenômeno, no entanto, é interessante não apenas pelo comportamento que descreve, mas também pela forma como a própria palavra se popularizou.

Nesse ponto, a internet é a grande protagonista, pois funciona como um acelerador de novas palavras. Ela captura conceitos complexos e os transforma em termos de uso massivo.

Palavras como “cringe” (algo que causa vergonha alheia), “shippar” (torcer por um casal) ou “biscoiteiro” (alguém que busca validação on-line), por exemplo, nasceram ou ganharam força nesse ambiente, sendo rapidamente integradas à nossa língua.

A internet, portanto, não apenas cria fenômenos sociais, ela também nos fornece, em tempo real, as ferramentas para nomeá-los.

Fica claro, dessa forma, o papel duplo e central das redes sociais. Por um lado, elas moldam nosso comportamento, criando novas formas de interação, como os laços parassociais. Por outro, contribuem ativamente para a renovação do nosso vocabulário, popularizando termos que nos ajudam a dar sentido a essa realidade cada vez mais digital.

A ascensão da palavra “parassocial” é, nesse sentido, o exemplo perfeito dessa dinâmica: um reflexo de como nossas vidas mudaram e, ao mesmo tempo, de como nossa linguagem corre para acompanhar essa mudança.

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