Cidades

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Artuzi demite petistas ligados a vereador que pediu CPI

Artuzi demite petistas ligados a vereador que pediu CPI

Redação

25/03/2010 - 00h50
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A edição de ontem do Diário Oficial do Município de Dourados publicou demissões de sete funcionários ligados ao vereador Dirceu Longhi (PT), autor do pedido de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a saúde pública, aprovado na noite de segunda-feira. Os servidores exonerados exerciam cargos de confiança. Na terça-feira, circulava rumores na prefeitura de que a reação do prefeito Ari Artuzi (PDT) à criação da CPI seria dura. Longhi confirmou ontem ao Correio do Estado que os demitidos atuavam nas secretarias de Administração (a qual ele comandou por três anos), de Finanças e Assistência Social. “Eram técnicos, filiados ao PT, vieram da gestão passada, alguns próximos a mim, e foram aproveitados pelo atual prefeito”. Apenas um é funcionário efetivo e volta ao cargo de origem, sem o adicional da comissão. “Mas coincidência ou não, foram afastados com o advento da CPI”, observou o vereador. Para ele, a decisão de Artuzi “cheira à retaliação, porque nunca troquei o meu apoio a ele por cargos na prefeitura”. Artuzi tem atribuído as mazelas na saúde ao seu antecessor Laerte Tetila (PT), que deixou 90% dos contratos decorrentes de licitações assinados, segundo afirmou o líder do prefeito na Câmara, Humberto Teixeira Junior (PDT), na última sessão da Casa. O próprio prefeito, denunciado na Operação Owari, tem repetido que “nunca assinei nada”, referindo-se aos contratos suspeitos de irregularidades vindos do governo Tetila. Prazo O pedido formal da CPI da Saúde deu entrada na última sessão da Câmara de Dourados. O presidente Sidlei Alves (DEM) tem cinco dias para instalá-la e nomear seus três membros. O prazo, portanto, vencerá na próxima segundafeira. Segundo Longhi, o número de integrantes da CPI, se houver acordo, poderá se ampliado para cinco, afim de respeitar a proporcionalidade dos partidos. A formação partidária na Câmara é heterogênea: o DEM tem quatro vereadores e o PDT, três. Os cinco vereadores restantes pertencem ao PSDB, PMDB, PRB, PSB e PT.

POLÍCIA

Suspeito de furtar condomínios de luxo é preso em Campo Grande

Ele foi flagrado pelas câmeras de segurança escalando muros e tentando acessar áreas internas de residenciais de alto padrão

12/12/2025 18h15

Divulgação: Polícia Civil

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A Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos (DERF) prendeu, na manhã de quinta-feira (11), um indivíduo responsável por uma sequência de tentativas de furtos em condomínios residenciais de Campo Grande. A ação das autoridades interrompeu a onda de invasões que vinha assustando moradores de diferentes bairros da Capital.

O suspeito, de 20 anos, já possui extenso histórico de práticas de furtos, inclusive qualificadas e em tentativa, além de outras ocorrências criminais registradas ao longo dos últimos anos. Ele foi flagrado pelas câmeras de segurança escalando muros e tentando acessar áreas internas de residenciais de alto padrão.

As imagens, nítidas e detalhadas, captaram o momento em que o suspeito escalava a muralha do residencial, tentando vencer a cerca elétrica e chegando, inclusive, a tomar um choque ao tentar romper a barreira de proteção.

Em outro episódio, o mesmo autor foi flagrado dentro do terreno de uma residência de outro condomínio, fato igualmente tratado como furto qualificado tentado.

Com a identificação e o histórico criminal reiterado, a DERF empreendeu investigações que resultaram na prisão do suspeito nesta quinta-feira, retirando de circulação um dos autores de furtos mais contumazes da região.

Cidades

STJ mantém empresas como rés por fraudes em licitações na Secretaria da Saúde

As investigações identificaram manipulação na fase de cotação de preços, exigências restritivas que inviabilizaram a concorrência e propostas previamente combinadas

12/12/2025 17h30

O recurso especial foi interposto pelo MPMS, para recorrer de uma decisão do TJMS

O recurso especial foi interposto pelo MPMS, para recorrer de uma decisão do TJMS Divulgação/ MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 5ª Procuradoria de Justiça de Interesses Difusos e Coletivos, interpôs um recurso especial que foi provido pelo Superior Tribunal de Justiça, para determinar a manutenção de três empresas como rés em  ação civil por ato de improbidade administrativa, a qual apura fraudes em licitações e dano aos cofres públicos no valor de R$ 261,7 mil.

Em 2021, o promotor Adriano Lobo Viana de Resende, da 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, moveu a ação contra Marcos Espíndola de Freitas, servidor da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e as empresas de Jaemes Marcussi Junior, da MW Teleinformática Ltda, Adriano Martins e Rodrigo Naglis Ferzeli.  

Eles são investigados por supostas fraudes no Pregão Presencial nº 008/2015. As investigações identificaram manipulação na fase de cotação de preços, exigências restritivas que inviabilizaram a concorrência e propostas previamente combinadas.

Em decisão interlocutória de 1° grau, o juízo excluiu as empresas do polo passivo da ação por entender que a pessoa jurídica não poderia ser sancionada pela Lei de Improbidade Administrativa ( Lei nº 14.230/2021), quando os mesmos fatos fossem sancionáveis pela Lei Anticorrupção. O MPMS recorreu da decisão, que foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Diante disso, o MPMS interpôs o recurso especial ao STJ, por intermédio da 5ª Procuradoria de Justiça de Interesses Difusos e Coletivos, sob a titularidade da Procuradora de Justiça Sara Francisco Silva, sustentando que a nova redação da Lei de Improbidade Administrativa não veda a inclusão da pessoa jurídica no polo passivo, mas apenas impede a aplicação de sanções idênticas com fundamento simultâneo na Lei de Improbidade e na Lei Anticorrupção, cujos regimes sancionatórios autônomos.

Ao apreciar o caso, o ministro Francisco Falcão deu provimento ao recurso do MPMS e reafirmou que empresas podem responder simultaneamente por improbidade e por infrações da Lei Anticorrupção, desde que observada a vedação ao bis in idem, ou seja, proíbe que as envolvidas sejam processadas ou punidas mais de uma vez pelo mesmo fato.

Assim, determinou que as três empresas envolvidas na suposta fraude licitatória permaneçam na ação. O STJ determinou, ainda, o retorno do processo à 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande para o prosseguimento da instrução.

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