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ALTERNATIVA

Associação Comercial vai ajudar a importar respiradores

Departamento de comércio exterior foi colocado à disposição para encontrar fornecedores
15/04/2020 09:00 - Daiany Albuquerque


 

A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) ofereceu ajuda à prefeitura da Capital para encontrar fornecedores de equipamentos hospitalares, especialmente respiradores, durante a pandemia do novo coronavírus.

A administração municipal está com dificuldades em adquirir equipamentos que são essenciais durante o tratamento dos infectados, como os respiradores.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, José Mauro de Castro Filho, a compra que a prefeitura tentou no mês passado, de 150 respiradores para a Capital não conseguiu ser efetivada. “A gente está vendo a possibilidade do auxílio para poder fazer a importação de respiradores. Não há esse produto para entregar, não é nem para comprar é para entregar e a gente precisa ver outra estratégia”.

Em Campo Grande há, pelo menos, 402 respiradores, tanto em leitos particulares quanto públicos, sendo 382 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e outros 20 nas unidades de saúde 24 horas da Capital. Do total em UTI, são 269 no Sistema Único de Saúde (SUS) e outros 113 em leitos particulares.

A ajuda foi oferecida pela ACICG durante reunião com representantes da saúde e de outros órgãos da administração municipal. Segundo a entidade, o setor de comércio externo já foi informado sobre o auxílio e aguarda apenas a documentação da prefeitura com a especificação da mercadoria que eles desejam para que a busca por fornecedores comece.

A Associação ficará responsável por encontrar, no exterior, alguma empresa que tenha disponível os equipamentos desejados pela administração municipal, como no caso dos respiradores e então colocará fornecedor e gestão pública em contato para que a compra seja processada.

Ainda não há, porém, previsão para que essa parceria gere frutos, já que mesmo após o envio da documentação por parte da administração, ainda é preciso encontrar alguma empresa que tenha o produto.

Devido a pandemia do novo coronavírus, ficou cada vez mais difícil, entretanto, encontrar fornecedores que consigam esses equipamentos para venda, já que o mundo inteiro busca por eles. Os respiradores são necessários porque a doença compromete o sistema respiratório em alguns casos, a ponto dos pacientes não conseguirem respirar por conta própria.

O Governo do Estado adquiriu 25 respiradores este ano, devido a pandemia, são dez para o Hospital Regional (HRMS) e o restante seria dividido entre municípios do interior do Estado. Os equipamentos custaram R$ 1.368.375, e parte deles serão usados nos leitos semi-intensivos do HRMS.

PARCERIAS

Além disso, governo e prefeituras de nove cidades do Estado enviaram respiradores quebrados para serem arrumados no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Mato Grosso do Sul (Senai/MS) e para o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) - que ficou com aparelhos do HRMS.

Seriam 70 equipamentos no Senai/MS de nove cidades, incluindo a Capital e outros 17 no IFMS, todos do HR. Na segunda-feira (13) o IFMS entregou os primeiros três equipamentos que foram consertados e  hoje (15) a previsão é de que o Serviço Nacional entregará equipamentos que serão utilizados no município de Jardim.

Nem todos os equipamentos que estavam estragados, entretanto, poderão ser consertados, já que alguns são muito antigos e precisam de peças específicas para voltar a funcionar. Alguns itens não são mais fabricados, tornando os equipamentos obsoletos. A tentativa de consertar os respiradores acontece em outros 13 estados brasileiros.

Respiradores

O primeiro lote de 87 respiradores velhos que estavam parados em vários hospitais públicos de nove municípios de Mato Grosso do Sul foram recebidos - no dia 1° de abril - pelos Instituto Federal (IFMS) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Campo Grande. Os três primeiros já consertados foram entregues na segunda-feira (13) para o Hospital Regional.

 

Felpuda


Nos bastidores, há quem garanta que a única salvação, de quem está com a corda no pescoço, é ele aceitar ser candidato a vice-prefeito em chapa de novato no partido. Vale dizer que isso nunca teria passado por sua cabeça, uma vez que foi eleito com, digamos, “caminhão de votos”. Se aceitar a imposição, pisaria na tábua de salvação; se recusar, poderá perder o mandato. Ah, o poder!