Cidades

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Assustador

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Redação

15/04/2010 - 03h24
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Há muito sabe-se que a violência no trânsito em Campo Grande e no restante do Estado é um problema da maior gravidade. Porém, só é possível constatar o tamanho do buraco quando se faz uma comparação com outras regiões. E, conforme pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios, o trânsito de Campo Grande, com 29,6 mortes anuais para cada grupo de cem mil habitantes, só perde para outras duas capitais, Boa Vista e Palmas.

 E, se forem levados em consideração as mortes no interior e nas rodovias, o Estado de Mato Grosso do Sul fica em segundo no ranking das unidades da federação, perdendo apenas para Santa Catarina. Porém, o mais assustador é quando se compara os índices locais com os de outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, são em torno de 12 mortes por ano para cada grupo de cem mil habitantes. Na União Europeia, apenas 7,8. Quer dizer, o trânsito daqui mata quase 300% mais que na Europa. 

    Uma das explicações para Mato Grosso do Sul estar no alto deste ranking é a grande quantidade de acidentes nas rodovias federais. Somente no ano passado foram 173 mortes no local do acidente. As tragédias não param de aumentar. Na comparação com o ano passado, o aumento em 2010 chega a 42%, segundo dados oficiais da Polícia Rodoviária Federal. No primeiro quadrimestre do ano passado, a média diária era de 0,36 morte por dia. Nos primeiros 102 dias deste ano, o montante saltou para 0,52 óbito diário.

    Por mais que se bata nesta tecla, a mortandade continua em ritmo ascendente e o que  as autoridades ou os chamados especialistas no trânsito gostam de afirmar é que a culpa por esta situação é dos motoristas, que abusam da velocidade. É impossível discordar. Porém, o poder público tem obrigação de adotar medidas para acabar com a irresponsabilidade desses motoristas. E, para tentar coibir os exageros, as promessas mais constantes são relativas à adoção de equipamentos eletrônicos. A Prefeitura de Campo Grande, por exemplo, está prestes a fechar contrato que pode render até R$ 34 milhões para uma empresa privada e, possivelmente, montante ainda maior para os cofres públicos. Quer dizer, o objetivo é garantir um rentável contrato para algum “amigo do rei”, embora o pretexto oficial seja o combate à violência.

    Se a terceirização fosse a solução para os problemas, os serviços de telefonia do Brasil deveriam estar entre os mais eficientes e baratos do mundo. Contudo, estão entre os piores e mais caros. O mesmo vale para o setor de energia elétrica. Os consumidores brasileiros estão entre os que mais pagam e têm os mais deficientes sistemas de abastecimento. O transporte coletivo nas grandes cidades é outro exemplo. A culpa disto é dos altos impostos, podem alegar os defensores das terceirizações. Porém, os tributos precisam ser altos para garantir dinheiro suficiente para os autores das “privatizações” consigam embolsar suas tradicionais comissões e as empresas obtenham o lucro a que têm direito.

               Investir em pessoal próprio e dar condições para que estes servidores atuem com eficiência nas cidades e estradas é um tema que simplesmente não está entre as propostas dos administradores da atualidade.

Cidades

BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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