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Atrações de Genebra

Atrações de Genebra

Redação

19/02/2010 - 09h53
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A crise financeira global, de certa forma, mudou a postura da indústria automobilística. De tal maneira que o Salão de Genebra, que começa dia 4 de março e andava meio devagar nos últimos anos, voltou a atrair lançamentos interessantes e de ponta. E, dentro das novas diretrizes do setor, pelo menos para os olhos do mercado e do público, os holofotes no motorshow suíço vão focar nos compactos, com motores mais eficientes ou equipados com sistemas de propulsão ecologicamente corretos. O lançamento principal em Genebra é, sem dúvida, o novo Audi A1 (leia mais na página 4). Depois de muita expectativa e marketing, a marca das argolas vai estrear o seu menor modelo na Suíça, que reúne algumas características que ilustram bem as novas tendências do mundo sobre rodas. A Volvo também promete mais eficiência na nova geração do S60, que faz sua estreia europeia em Genebra - na verdade, o modelo foi mostrado no valorizado Salão de Chicago, que até bem pouco tempo atrás era uma pálida sombra do hoje esvaziado Salão de Detroit. O modelo prepara versões DRIVe, uma linha de motores trabalhada que anuncia emissões de CO2 inferiores a 115 g/km. O renovado S60 chegará ao Brasil no início de 2011. Antes disso, porém, é provável que o mercado brasileiro conheça a nova Kia Sportage, que compartilha plataforma com o Hyundai ix35, adotou desenho mais agressivo e faz sua estreia na Suíça. Na busca por eficiência, as marcas também querem provar que esportividade pode combinar com menor poluição. É o marketing da Porsche com a apresentação do seu 911 GT3R Hybrid. O cupê combina dois motores dianteiros que geram 81 cv. Mas na parte de trás, lá está o rotundo propulsor boxer 4.0 com seus generosos 486 cv. Nessa lógica de esportividade, até a pouco conhecida suíça Protostar aproveita que vai estar em casa para mostrar o Lampo², um conversível ousado e totalmente elétrico que promete um zero a 100 km/h em 5 segundos, máxima de 200 km/h e autonomia de 200 km. Os conceitos, como sempre, usam e abusam da tecnologia híbrida. A Citroën vai mostrar no evento o DS High Rider, apontado como o futuro DS4, segundo modelo da linha de luxo da marca francesa que começou com o DS3. O carro mescla um motor diesel com um propulsor elétrico traseiro. A parceira Peugeot faz o mesmo com seu SR1. O modelo que traz a nova logomarca da montadora debuta em Genebra com sistema Hybrid 4. O protótipo reúne motor 1.6 a gasolina com turbo de alta pressão de 218 cv e 29 kgfm, motor elétrico de 95 cv, câmbio manual de seis marchas e tração integral. Um modelo que dificilmente sairá do papel, mas que serve para ditar os futuros modelos da Peugeot.

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Correios vetam vale-natal de R$ 2,5 mil a funcionários, enquanto aguardam decisão da Fazenda

O benefício de vale-natal faz parte do ACT firmado pela empresa e os trabalhadores da estatal, em 2024

05/12/2025 19h00

Foto: Emerson Nogueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

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Em crise, os Correios decidiram não renovar este ano um benefício de vale-natal de R$ 2,5 mil aos seus funcionários, valor que foi pago em 2024, após Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A empresa comunicou seus funcionários sobre o não pagamento na noite de quarta-feira. Ao mesmo tempo, a estatal espera a avaliação da equipe econômica sobre os próximos passos nas negociações com os bancos.

O benefício de vale-natal faz parte do ACT firmado pela empresa e os trabalhadores da estatal, em 2024. Ele vem sendo renovado, enquanto a atual direção negocia novos termos, mas o benefício de Natal foi cancelado em função da crise e da necessidade de cortes de custos. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão.

Em paralelo, a empresa aguarda avaliação do Tesouro Nacional sobre o plano de recuperação, para poder voltar a negociar com os bancos um empréstimo na casa dos R$ 20 bilhões. A expectativa era de que isso fosse concluído ainda esta semana, mas o desfecho dessa análise deve ficar para a semana que vem.

Na terça-feira, o Tesouro informou à estatal que não dará aval a um empréstimo de R$ 20 bilhões caso as taxas de juros estejam acima de 120% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). A proposta dos bancos, segundo apurou o Estadão, foi de 136% do CDI. Ou seja: com essa taxa, a proposta foi recusada, dando início a uma nova rodada de negociação.

A equipe econômica estuda uma forma de dar um fôlego de curto prazo para a companhia, para que ela não negocie com os bancos sob forte pressão. Mas o desenho dessa ajuda ainda não foi definido.

Nesta quinta-feira, 4, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que se isso ocorrer com aportes do Tesouro, será dentro das regras fiscais.

Rombo bilionário

Os Correios correm para conseguir a liberação do empréstimo para lidar com uma crise financeira sem precedentes. De janeiro a setembro deste ano, a empresa teve prejuízo de R$ 6,05 bilhões, em uma combinação de queda de receitas com aumento de despesas.

Com o empréstimo, a empresa pretende quitar uma dívida de R$ 1,8 bilhão, além de financiar um programa de desligamento voluntário (PDV) e fazer investimentos para tentar recuperar espaço no mercado de encomendas e elaborar novas fontes de receitas.

A estatal também precisa regularizar pendências com fornecedores Isso é visto como crucial pela atual gestão para que a empresa recupere a performance no setor de entregas, a confiança de clientes e tenha aumento de receitas.

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Prefeita sanciona lei que dificulta emissão de atestado médico em Campo Grande

Lei pretende desestimular o uso indevido e fraudulento de atestado

05/12/2025 18h45

Foto: Reprodução

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A prefeita Adriane Lopes (PP) sancionou a o Projeto de Lei que endurece e dificulta o acesso a atestado médico aos pacientes da rede municipal de Saúde em Campo Grande.

O texto foi aprovado em regime de urgência e única discussão instituindo o Programa Atestado Responsável, com a finalidade de endurecer a emissão de atestados, proposta  dos vereadores Rafael Tavares e André Salineiro.

Segundo o texto aprovado, a emissão de atestados deverá ocorrer de forma criteriosa e ética, sendo prerrogativa exclusiva do médico, que decidirá sobre a necessidade e o período de afastamento do paciente.

Quando não houver justificativa médica para afastamento, poderá ser emitida apenas uma declaração de comparecimento, comprovando a presença do paciente na unidade de saúde. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não especifica sobre a apresentação deste documento para abonar  a falta no trabalho, ou seja, a empresa não tem a obrigação de pagar o salário do dia.

Conforme a lei, o programa “Atestado Responsável” tem objetivo de promover a emissão de atestados médicos de forma responsável e ética, priorizando as reais necessidades clínicas dos pacientes, contribuir para a redução da sobrecarga de atendimentos nas UPA’s e Postos de Saúde, direcionando os recursos para os casos de maior urgência e gravidade. 

Além disso, pretende desestimular o uso indevido e fraudulento de atestados para fins de justificação de ausências sem real necessidade de afastamento laboral, fortalecer a autonomia, a segurança e a responsabilidade do profissional médico na tomada de decisão clínica sobre a necessidade de afastamento do trabalho.

Conforme o texto, o intuito do programa é implementar medidas de controle, registro e transparência na emissão de atestados médicos incluindo o monitoramento da quantidade de documentos emitidos, identificação de padrões de uso e eventuais fraudes, de modo a permitir a avaliação contínua da política pública e seus ajustes futuros.

O que diz as regras da CLT?

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não especifica a declaração de comparecimento, exceto em situações específicas, prevista no Artigo 473, em que o trabalhador pode se ausentar sem prejuízo do salário para acompanhar a esposa ou companheira durante a gravidez até dois dias para consultas médicas e exames, ou para acompanhar um filho de até 6 anos em consulta médica, uma vez por ano.

Para outros tipos de consultas e exames, o abono de faltas não é previsto na lei e a aceitação do documento depende da política interna da empresa ou de acordos coletivos.

 

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