Cidades

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Avaliamos o novo Malibu

Avaliamos o novo Malibu

Redação

21/05/2010 - 08h24
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Luiz Humberto Monteiro Pereira - Auto Press, Santa Monica – EUA

No Brasil, ninguém vende sedãs como a General Motors. Talvez porque uma das diversões do pessoal de marketing da marca é imaginar modelos de três volumes para cada segmento do mercado consumidor. Sua linha nacional de sedãs começa no espartano Classic e vai até o Vectra, passando pelo Prisma e pelos meio esquecidos Corsa sedã e Astra sedã. Acima do Vectra, a opção foi importar da Austrália o Holden Commodore, que por aqui foi rebatizado como Chevrolet Omega – cuja importação está temporariamente suspensa, mas será retomada em breve. Entre Vectra e Omega resta uma “lacuna” que, nos últimos anos, foi amplamente dominada pela arquirrival Ford, com o Fusion importado do México, e que também assistiu ao crescimento do Hyundai Azera. Por isso, a GM resolveu juntar aos atuais seis sedãs de sua linha um sétimo: o norte-americano Malibu, que por coincidência está em sua sétima geração. Ele chega na segunda quinzena de junho por R$ 89.900, mais perto dos R$ 75.572 do Vectra Elite que dos R$ 122.400 do Omega.

Em 2008, a sétima geração do Malibu apresentou mundialmente a atual identidade visual da marca, introduzida no Brasil pela minivan Meriva e pelo crossover mexicano Captiva, em 2008. Lá está a avantajada grade trapezoidal com bordas cromadas, cortada por uma grossa barra horizontal que ostenta a indefectível gravata dourada. A frente é bastante robusta e tem um visual agressivo, com seus faróis angulosos e esculturais. O conjunto ótico dianteiro se integra à lateral, onde cintilam frisos, maçanetas e soleiras das portas cromadas. O perfil, valorizado pelas vistosas rodas de alumínio aro 18 calçadas com pneus 225/50, evoca os bons e velhos tempos do maior ícone esportivo da marca: o Corvette. O conjunto ótico traseiro – composto de parábolas que fazem lembrar o perfil do Pão de Açúcar – também remete às gerações passadas do Corvette, assim como o corte em ângulo reto da tampa do porta-malas e as ponteiras de escape cromadas. O “conjunto da obra” é um sedã que pode até não ser uma unanimidade estética, mas tem um aspecto clássico, másculo e imponente. Além de um evidente orgulho de ser General Motors.

A novidade que reforça o “fetiche” da GM pelos modelos de três volumes chega numa única versão de acabamento, a “top” LTZ. Com revestimentos de aparência requintada, o painel com três grandes mostradores redondos é obviamente inspirado em esportivos de outrora. Os bancos, com regulagens elétricas e aquecimento, são revestidos em couro. Apliques em madeira e iluminação em tom azul – batizada de “Ice blue” – reforçam o requinte de um modelo que chega bem “recheado”: ar-condicionado digital, computador de bordo, direção com assistência elétrica, sensor crepuscular, rádio/CD/MP3 com entrada USB, oito alto-falantes Bose e bússola no espelho interno, além de itens de segurança como ABS, EBD, assistente de frenagem de emergência e seis airbags.

Para mover tudo isso, sob o capozão está o motor Ecotec 2.4 de quatro cilindros a gasolina, acoplado a um câmbio automático de seis velocidades, com opção de trocas de marchas sequenciais através de borboletas no volante. Bloco, cabeçote e cárter são em alumínio e o duplo comando de válvulas é variável. O motor é o mesmo da Captiva, mas, segundo a marca, no Malibu ele oferece mais torque em menor rotação, para proporcionar retomadas mais rápidas. No sedã, o 2.4 Ecotec fornece 171 cv de potência a 6.400 giros e torque máximo de 22,1 kgfm a 4.500 rpm.
 “O Malibu chega para reforçar a tradição da marca no segmento de sedãs, que começou com o Opala, passou pelo Monza e chega aos atuais Vectra e Omega”, empolga-se José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da General Motors do Brasil. Mas as pretensões para o Malibu passam longe de se tornar um “best-seller” como Opala e Monza. A expectativa da marca é comercializar 200 unidades por mês no mercado nacional. Talvez para que a discrepância com os expressivos volumes de vendas dos concorrentes Fusion e do Azera não “intimide” o Malibu, a GM optou por apontar como principais “alvos” de seu novo sedã o Honda Accord e o Toyota Camry, ambos com pouca vendagem no Brasil.

COBRANÇA

MP quer documentos da Prefeitura que expliquem critérios adotados no aumento do IPTU

Na última terça-feira (13), a prefeita Adriane Lopes (PP) vetou o projeto de lei que suspendia a taxa do lixo, cobrada juntamente nos carnês

15/01/2026 18h30

Foram expedidos ofícios para a Secretaria Especial da Casa Civil, a Secretaria Municipal de Governo (Segov) e a Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz)

Foram expedidos ofícios para a Secretaria Especial da Casa Civil, a Secretaria Municipal de Governo (Segov) e a Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz) Foto: MPMS

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A 67ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para apurar eventuais irregularidades do Município de Campo Grande na cobrança do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Moradores da Capital procuraram a Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para reclamar sobre a redução do desconto  para pagamento à vista (de 20% para 10%) e do aumento excessivo da taxa de lixo.

Como providência inicial, foram expedidos ofícios para a Secretaria Especial da Casa Civil, a Secretaria Municipal de Governo (Segov) e a Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), visando obter a documentação relativa aos índices.

Foi solicitada a explicação sobre os critérios objetivos e parâmetros técnicos adotados para a definição do percentual de reajuste aplicado, assim como os parâmetros exigidos para a elaboração do Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) em Campo Grande, dentre outros elementos técnicos, econômicos e jurídicos acerca do aumento no valor a taxa de coleta de lixo.

Os ofícios foram remetidos no retorno do recesso forense, após a instauração do feito, e estão no aguardo das respostas.

Projeto vetado

Na terça-feira (13), a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), vetou o projeto de Lei Complementar n. 1.016/2026, aprovado no dia 12, o qual suspendia a taxa do lixo cobrada juntamente com o carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

O Executivo argumenta que a proposta invade competência do Município para regulamentar e executar serviço público e administrar o lançamento tributário (vício formal de iniciativa e vício material por violação à separação de poderes).

Além disso, o parecer da Procuradoria-Geral do Município (PGM) cita a Doutrina Chenery, a qual diz que "em matérias técnico-complexas, o controle externo deve se concentrar na legalidade, coerência e racionalidade mínima do ato, não sendo adequado substituir a motivação e o mérito técnico da Administração por fundamento reconstruído externamente".

Por fim, diz que o PLC "implica renúncia de receita e criação de despesa, sem observância das exigências de estimativa e compensação fiscal impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e pelo Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), em afronta ainda às diretrizes e mandamentos do marco federal do saneamento".

Aumento

A mudança do PSEI provocou reclamações institucionais e na Câmara de Vereadores, que reverberaram as queixas de suas bases. O maior motivo é que a incidência do PSEI fez a taxa do lixo disparar em vários bairros, sobretudo na região Oeste, como Mata do Jacinto, Chácara dos Poderes e Jardim Noroeste, disparar. 

O aumento do IPTU provocou uma enxurrada de ações na Justiça. Há mandados de seguranças de pessoas físicas, de uma associação, e até mesmo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) contra o aumento do IPTU. 

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SESAU

Medicamentos para a rede pública continuam chegando na Capital

Ao todo, a prefeitura afirmou que o abastecimento de medicamentos está 80% completo

15/01/2026 18h15

Abastecimento de remédios continua na Capital

Abastecimento de remédios continua na Capital Divulgação / Sesau

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Após compra de mais de 30 milhões de medicamentos, a Prefeitura Municipal de Campo Grande recebeu, nesta quinta-feira (15), um novo lote de remédios e insumos para abastecimento da rede municipal de saúde, através da Secretaria de Saúde (Sesau). 

A quantidade exata dos medicamentos não foi divulgada, mas, em nota, afirmou ao Correio do Estado que já foi atingido 80% do abastecimento de medicamentos da Capital. 

Os materiais chegam ao almoxarifado central e passam por etapas de conferências e armazenamento até serem distribuídos às unidades, de acordo com a demanda de cada uma, seguindo critérios técnicos, operacionais e a disponibilidade dos itens. 

O órgão afirmou, ainda, que os remédios devem continuar chegando ao longo de todo o mês de janeiro, desde a primeira semana do mês "e deve continuar entrando até o início de fevereiro". 

O movimento faz parte de uma série de promessas feitas em 2025, tanto pelo finado Comitê Gestor da Saúde, como do novo secretário da Pasta, Marcelo Vilela. 

Ainda em novembro do ano passado, o então Comitê Gestor afirmou em reunião na Câmara Municipal que a expectativa era de que a rede pública estivesse 100% abastecida ainda em janeiro de 2026. 

Já nos primeiros dias deste ano, a Prefeitura afirmou em nota ao Correio do Estado, que realizou uma grande compra para recompor os estoques de remédios de Campo Grande, tendo adquirido “cerca de 32 milhões de unidades – entre comprimidos, ampolas e frascos – com chegada prevista para os próximos dias, garantindo o atendimento da Rede Municipal de Saúde”.

Com isso, a Sesau afirmou que a regularização está em fase final, com programação para atingir cerca de 90% de cobertura da rede pública de saúde. 

A medida veio após uma crise aguda no abastecimento de medicamentos na Capital durante o ano de 2025, onde o Ministério Público não descartou a possibilidade de entrar na justiça para pedir uma intervenção do governo do Estado na saúde pública do município. 

No mês de setembro, foi realizado um inquérito civil para apurar as falhas na gestão da Assistência Farmacêutica da Sesau, para investigar o fato da falta de remédios. Na época, o MP classificou a situação como “gravíssima”. 

Em resposta, a Sesau reconheceu as falhas e relatou que foram realizadas licitações e compras emergenciais, além de negociações com fornecedores para a quitação de débitos e regularização do fornecimento dos insumos. 

Em dezembro, o Procurador-Geral da Justiça do MPMS, Romão Avila Milhan Júnior, afirmou, em um encontro com a imprensa, que a esperança era de que os problemas fossem resolvidos em um consenso entre o MPMS, a Prefeitura de Campo Grande e o governo do Estado, mas, caso não acontecesse, o órgão poderia entrar com pedido na Justiça para ações mais drásticas. 

Verba

A Saúde conta com um terço do orçamento do Município. Para o ano de 2026, o valor estimado é de R$ 2,25 bilhões, dos R$ 6,97 bilhões totais previstos. 

Além destes, a senadora Tereza Cristina (PP) anunciou durante a posse de três novos secretários no último dia 8 que a Capital deve receber R$ 20 milhões para investimento na Saúde. 

Segundo a senadora, a verba já está empenhada e parte deve ser usada para compra de medicamentos. 

Na cerimônia, o secretário da Saúde empossado, Marcelo Vilela, disse que parte do dinheiro é para destinação à atenção primária e parte para a média e alta complexidade, sem detalhar o montante destinado a cada um. 

Disse ainda que os principais desafios encontrados apontado por pacientes, são a demora no atendimento e a falta de medicamentos, e garantiu que ambos já estão em fase de regularização. 

Conforme o secretário, a compra de remédios já foi iniciada e 80% dos medicamentos já estão no almoxarifado, enquanto outros insumos "estão chegando" para regularização nas unidades de saúde.
 

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