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Avião com 90 pessoas cai na costa do Líbano

Avião com 90 pessoas cai na costa do Líbano

BEIRUTE

26/01/2010 - 07h36
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Um avião da Ethiopian Airlines, com 90 pessoas a bordo, pegou fogo e caiu no Mar Mediterrâneo pouco depois de decolar do aeroporto de Beirute, dando início a uma frenética busca em meio a forte chuva. Pelo menos 21 corpos foram recuperados até ontem. A causa do acidente ainda é desconhecida. O Líbano enfrentava tempo ruim na noite de domingo, com trovões, raios e forte chuva. O presidente libanês, Michel Suleiman, disse que não há suspeita de terrorismo na queda da aeronave que fazia o voo 409, cujo destino era a capital da Etiópia, Adis Abeba. “Sabotagem está fora de questão por enquanto”, disse ele. “Vimos fogo caindo do céu em direção ao oceano”, disse Khaled Naser, funcionário de um posto de gasolina que viu o avião cair por volta das 2h30min (horário local), nas frias águas do Mar Mediterrâneo, que estavam a 18ºC na manhã desta segunda-feira. O Boeing 737-800 levantou voo por volta das 2h30min (horário local, 22h30min de domingo em Brasília) e caiu a 3,5 quilômetros da costa, disse Ghazi Aridi, ministro de Serviços Públicos e Transportes. Peças do avião e escombros começaram a aparecer na costa horas depois do acidentes, incluindo-se assentos de passageiros, um extintor de incêndio, sandálias infantis, malas e frascos de medicamentos. A esposa do embaixador francês no Líbano, Denis Pietton, estava no avião, segundo a embaixada francesa. Helicópteros e navios foram enviados rapidamente para ajudar no resgate enquanto ondas enormes quebravam na costa, também atingida por fortes chuvas. O executivo-chefe da Ethiopian Airlines, Girma Wake, disse a jornalistas em Adis-Abeba que a aeronave foi revisada no dia 25 de dezembro e que passou na inspeção. Ele também disse que o avião fora arrendado em setembro da empresa CIT Aerospace. Um porta-voz da companhia recusou-se a responder a perguntas sobre o avião da Ethiopian Airlines. O avião levava 90 pessoas: 83 passageiros e sete tripulantes. O ministro dos Transportes disse que os passageiros eram 54 libaneses, 22 etíopes, um iraquiano, um sírio, um canadense de origem libanesa, um russo de origem libanesa, uma mulher francesa e dois britânicos de origem libanesa. O Boeing 737 é considerado um dos aviões mais seguros do serviço aéreo. O modelo passou a voar nos anos 1960 e hoje em dia é muito usado em rotas de curta e média distâncias. A i nd a assi m, nos ú ltimos 15 anos a aeronave envolveu-se numa série de incidentes e quedas ligados a uma válvula no leme, que pode fazer com que o leme se mova independentemente dos comandos do piloto. O problema foi considerado resolvido após os operadores de velhos Boeing 737 receberem instruções para fazer inspeções e atualizações dos sistemas de controle do leme. A Ethiopian Airlines tem longa reputação de prestar serviços de alta qualidade quando comparada a outras empresas aéreas africanas. A empresa registrou duas quedas em mais de 20 anos. Um avião sequestrado da Ethiopian Airlines caiu nas Ilhas Comores, no Oceano Índico, quando ficou sem combustível em 1966, matando 126 das 175 pessoas a bordo. O avião havia acabado de deixar Adis-Abeba quando três sequestradores invadiram a cabine e exigiram que a aeronave fosse levada para a Austrália. Em setembro de 1988, um jato da Ethiopian Airlines caiu pouco depois de decolar, ao atingir um bando de pássaros, matando 31 das 104 pessoas a bordo.

DIREITOS HUMANOS

Guajajara repudia fala de técnico do Palmeiras; Abel reconhece erro

Treinador fez declaração xenófoba após jogo contra Atlético Goianiense

13/07/2024 20h00

Foto: Frame / Canal Gov

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A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, disse neste sábado (13) que foi procurada pelo Palmeiras e informada sobre o pedido de desculpas do técnico Abel Ferreira. Na última quinta-feira (11), depois da vitória sobre o Atlético Clube Goianiense por 3 a 1, pelo Brasileirão, ele afirmou que o time paulista “não é uma equipe de índios”. A expressão foi usada como sinônimo de desorganização.

“A assessoria do Palmeiras entrou em contato com nosso gabinete para informar sobre o posicionamento do técnico Abel Ferreira, após sua fala. Importante o reconhecimento do erro e o pedido de desculpas às comunidades indígenas do Brasil”, escreveu Guajajara nas redes sociais.

O pedido de desculpas citado pela assessoria do clube foi postado nas redes sociais de Abel Ferreira na sexta-feira (12).

“Repudio toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. Infelizmente, há expressões que continuamos a perpetuar sem que nos debrucemos sobre o seu conteúdo. Errei ao usar uma dessas expressões na coletiva de imprensa. Reconheço que palavras têm poder e impacto, independentemente da intenção. Devemos todos questionar, pensar e melhorar todos os dias. Peço desculpa a todos e, em especial, às comunidades indígenas”, escreveu o técnico.

Também na sexta-feira, a ministra escreveu que as falas de Abel Ferreira eram “inadmissíveis”, por revelar a permanência de estereótipos em relação aos povos indígenas.

“O técnico do Palmeiras errou, e muito, na sua declaração. Gostaria de convidá-lo a conhecer a história dos povos indígenas do Brasil. E também conhecer a história de colonização de Portugal, seu país de origem, em relação ao Brasil e como estamos trabalhando para rever isso”, escreveu.

Guajajara também citou os posicionamentos recentes do governo português, que em junho assinou Memorando de Entendimento com o Observatório do Racismo e Xenofobia do país, durante visita da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

“O próprio presidente de Portugal, recentemente, admitiu que o país foi responsável por uma série de crimes contra escravos e indígenas no Brasil. Uma declaração muito importante porque o reconhecimento de tais crimes é o primeiro passo para ações concretas de reparação”.

“Seu posicionamento, naquele momento, trouxe para o debate público a relevância inadiável de avançarmos numa agenda de igualdade étnico racial como premissa para a cidadania, com o resgate, a preservação e a valorização da história e dos saberes da cultura afro-indígena do BR”, completou a ministra.

*Com informações da Agência Brasil

VÍRUS

Com caso em MS, Saúde recomenda atenção para casos de febre Oropouche no país

Estados e municípios devem intensificar vigilância para possibilidade de transmissão do vírus

13/07/2024 18h00

Sesau confirma que não há foco do mosquito Oropouche em MS

Sesau confirma que não há foco do mosquito Oropouche em MS Foto: Divulgação

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O Ministério da Saúde (MS) emitiu uma recomendação aos estados e os municípios para que intensifiquem a vigilância em saúde para a possibilidade de transmissão vertical do vírus Oropouche. Em Mato Grosso do Sul, apenas um caso foi registrado neste ano, em Campo Grande.

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o caso registrado no dia 12 de junho trata-se de uma mulher de 42 anos, que contraiu o vírus na cidade de Ilhéus, na Bahia, onde passava férias, no início de junho.

Desta forma, o caso foi tratado como alóctone, que é quando a doença é importada de outra localidade

Um dia após o registro do primeiro caso, a Sesau emitiu um comunicado informando que não há foco do mosquito transmissor na Capital até o momento.

Nesta semana, o Ministério da Saúde emitiu a recomendação de intensificação de vigilâmcia após o Instituto Evandro Chagas detectar presença do anticorpo do vírus em amostras de um caso de abortamento e quatro casos de microcefalia.

“Significa que o vírus é passado da gestante para o feto, mas não é possível afirmar que haja relação entre a infecção e o óbito e as malformações neurológicas”, disse o Ministério em nota divulgada na quinta-feira (11).

No documento, a pasta orienta que estados e municípios também intensifiquem a vigilância nos meses finais da gestação e no acompanhamento dos bebês de mulheres que tiveram infecções por dengue, Zika e Chikungunya ou febre de Oropouche.

O Ministério recomenda ainda coletas de amostras e preenchimento da ficha de notificação; que se alerte a população sobre medidas de proteção a gestantes, como evitar áreas com a presença de maruins (tipo de inseto) e mosquitos, instalar telas em portas e janelas, usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplicar repelente.

Segundo as informações, o serviço de detecção de casos de Oropouche foi ampliado para todo o país em 2023, após o Ministério da Saúde disponibilizar testes diagnósticos para toda a rede nacional de Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen).

Com isso, os casos, até então concentrados prioritariamente na Região Norte, passaram a ser identificados também em outras regiões do país.

“A descoberta reforça a eficiência da vigilância epidemiológica no SUS, principalmente em relação a possíveis transmissão vertical de doenças, fundamental para antecipar diagnósticos e proteger gestantes e recém-nascidos”, informou o ministério.

Febre Oropouche

A Febre do Oropouche é uma doença causada pelo  arbovírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. 

Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da região amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).

A transmissão é feita principalmente por mosquitos da espécie 'maruim' ou 'mosquito-pólvora.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

  • Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
  • Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal.

Sintomas

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, além de tontura, dor na parte posterior dos olhos, calafrios, náuseas, vômitos.

Em cerca de 60% dos pacientes, algumas manifestações, como febre e dor de cabeça persistem por duas semanas

Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento da rede de saúde.

A prevenção é feita a partir da proteção contra os mosquitos transmissores.

* Com Agência Brasil

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