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PANDEMIA

Azitromicina não é eficaz em pacientes com Covid-19 em estado grave, diz estudo

Conduzida por grupo brasileiro, pesquisa destacou que medicamento é mais recomendado para doenças causadas por bactérias, não vírus
05/09/2020 07:46 - Da Redação


Um estudo brasileiro publicado na sexta-feira (4) pela revista médica britânica The Lancet mostrou que adicionar o medicamento azitromicina com a hidroxicloroquina para tratar pacientes internados em estado grave pela Covid-19 é ineficaz.

Segundo a CNN Brasil, essa é a primeira pesquisa controlada no mundo para testar os efeitos do fármaco, que também não trouxe diferença significativa no tempo de internação dos pacientes.

O trabalho analisou 447 pacientes entre março e maio de 2020. O remédio foi ministrado em conjunto com a hidroxicloroquina em todos os indivíduos.  

“Nossas descobertas não apoiam o uso rotineiro da azitromicina em combinação com a hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19 severa”, escreveram os membros do grupo brasileiro Coalizão Covid-19 Brasil.

 
 

Diretor do Instituto de pesquisa do Hospital do Coração (HCor) de São Paulo e um dos autores da pesquisa, Alexandre Biasi, detalhou os resultados.

“Não encontramos aumento de efeitos adversos, mas simplesmente não há efeito benéfico”, disse.  

“[A azitromicina] é um medicamento que age contra bactérias. Muitas das pneumonias, doenças infecciosas do pulmão são causadas por bactérias e é um excelente medicamento, extremamente útil. Mas com infecção viral, não há efeito benéfico algum”, explica.  

Biasi disse que não há dados suficientes para avaliar o efeito em pacientes que não foram hospitalizados, mas que não espera que tenha qualquer vantagem.  

“Temos evidência e a evidência é que não funciona, tanto a hidroxicloroquina e azitromicina”, afirmou.  

“É melhor avançar com respostas firmes e aos poucos, que a gente possa confiar, do que sair arriscando sem ter embasamento apropriado”, finaliza.

 

Felpuda


Conversas muito, mas muito reservadas mesmo tratam de possível mudança, e não pelo desejo do “inquilino”.

Por enquanto, e em razão de ser um assunto melindroso, os colóquios estão sendo com base em metáforas.

Até quando, não se sabe, pois o que hoje é considerado tabu poderá se tornar assunto em rodinhas de conversas.

Como dizia o célebre Barão de Itararé: “Há mais coisas no ar, além dos aviões de carreira”. Só!