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CORONAVÍRUS

Baixa incidência não será motivo para afrouxar isolamento, diz governador

Em entrevista ao Valor Econômico, Azambuja falou das medidas adotadas frente à Covid-19
20/05/2020 10:50 - Ricardo Campos Jr


“Agora é hora de manter a vigilância e o isolamento”. A frase foi dita pelo governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), ao ser questionado se a última colocação do Estado no ranking nacional de incidência da Covid-19 justificaria o afrouxamento das restrições sociais.

Em entrevista ao Valor Econômico, o gestor ressaltou que a suspensão das aulas e criação das barreiras sanitárias aliadas à baixa densidade demográfica local foram fundamentais para a manutenção dos atuais índices.

 
 

“Estamos com 613 casos confirmados - há 25 pessoas internadas - e 16 óbitos. Temos 296 leitos de UTI disponíveis na rede pública e na rede privada que contratamos. Desses, oito estão ocupados hoje. Ainda é uma situação relativamente confortável, mas com trajetória ascendente”, disse o governador.

O gestor ressalta que várias secretarias foram colocadas para trabalhar em conjunto para enfrentar a Covid-19 de maneira globalizada.

“Tive reunião com o centro de operações especiais e nossa posição é de redobrar a cautela. A volta às aulas estava prevista para 18 de maio e acabamos de prorrogar para 30 de junho. Vamos manter a vigilância e o isolamento, especialmente por causa dos idosos. Se olharmos o mapa de óbitos em Mato Grosso do Sul, só temos duas pessoas abaixo de 60 anos - ambas com doenças pré-existentes”, afirmou.

No enfrentamento à doença, alguns lugares preocupam mais do que outros.

“Em Guia Lopes da Laguna, tivemos o maior volume de contaminados devido à contaminação em um frigorífico local. De uma população de 10 mil habitantes, 92 foram infectados. Muitos se contaminaram compartilhando tereré [espécie de chimarrão gelado típico da região]. Agora há “lockdown” e um controle muito restrito”, disse ao Valor Econômico.

Azambuja completou dizendo que o impacto econômico dessas ações é inevitável, por isso que decidiu não reajustar salários de servidores este ano. Disse ainda, que a ajuda do Governo Federal será fundamental para equilibrar as contas.

 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...