Cidades

Revitalização

Banco aprova US$ 56 mi e Reviva Centro pode sair do papel depois de 5 anos

Além da revitalização da 14 de Julho, projeto piloto de moradia também será feito

ALINY MARY DIAS E DANIELLE VALENTIM

17/12/2015 - 11h27
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Criado há cinco anos e com pedido de empréstimo travado no Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), o projeto de revitalização do Centro de Campo Grande, o Reviva Centro, deve, enfim, sair do papel. Nesta quinta-feira (17), o BID anunciou que aprovou o pedido da prefeitura de Campo Grande e irá liberar os 56 milhões de dólares necessários para a obra.

Conforme o banco, o projeto prevê a toda a revitalização da Rua 14 de Julho e das transversais. Entre os trabalhos está a requalificação da infraestrutura existente, a ampliação dos passeios públicos, a instalação de redes subterrâneas de energia e serviços de comunicação, mobiliário urbano, arborização, entre outros. 

Além disso, com o valor, a prefeitura fará um projeto piloto de moradia, comércio e serviços, e a contratação de consultorias para a atualização do Plano Local de Desenvolvimento da Área Especial de Interesse Cultural do Centro. 

O empréstimo tem um prazo de amortização de 25 anos, um período de graça de cinco anos e meio, taxa de juros baseada na LIBOR e conta com uma contrapartida de US$ 56 milhões. 

No último dia 24 de novembro, o prefeito Alcides Bernal (PP) foi até Brasília para negociar a liberação do empréstimo. Um dos impedimentos para a liberação era o fato da prefeitura estar incluída no cadastro de inadimplentes do Governo Federal. Em setembro, houve a exclusão da cidade dessa lista depois de decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

O PROJETO 

De tudo que precisa ser feito para que a 14 de Julho seja definitivamente revitalizada, o rebaixamento da fiação está entre as missões mais difíceis de serem executadas. Todo o processo foi estudado antes de ser colocado no papel, no entanto, o presidente do Conselho do Comércio Central alerta para os riscos que toda a alteração trará aos lojistas, principalmente os de pequeno porte.

Outra preocupação do conselheiro está ligada ao rebaixamento da fiação, durante o processo, que não deve ser rápido, os lojistas que não tiverem se preparado financeiramente para a mudança podem sofrer um duro golpe. 

Apesar do temor e da incerteza dos próximos meses ou anos, a associação que representa os comerciantes concorda com a execução do Reviva Centro e vê o projeto como necessário para que o comércio passe por uma transformação, mesmo que para isso o setor sofra baixas como a falência ou desistência de alguns comerciantes. Para quem depende das vendas para sobreviver, resta a angústia da espera.

pesquisa

Preços de trajes de festa junina têm variação de até 314% na Capital

Ao todo, oito produtos foram pesquisados, entre os dias 17 e 18 de junho, em nove estabelecimentos

21/06/2024 09h15

Trajes de festa junina 2024

Trajes de festa junina 2024 DIVULGAÇÃO

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Pesquisa realizada pela Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-MS) revela que trajes de festa junina têm variação no preço de até 314% em diferentes estabelecimentos de Campo Grande.

Ao todo, oito produtos foram pesquisados, entre os dias 17 e 18 de junho, em nove estabelecimentos da Capital.

O objetivo da pesquisa é orientar o consumidor sul-mato-grossense para melhor tomada de decisão na hora das compras, incentivando-o a pesquisar o melhor preço.

“É importante considerar que os preços variam conforme a região, loja, demanda e qualidade dos materiais utilizados na elaboração do produto. Portanto, indicamos aos consumidores que avaliem o custo benefício da aquisição, pesquisem e comparem a melhor oferta que se encaixe no seu orçamento”, ressaltou o secretário-executivo do Procon-MS, Angelo Motti.

A maior variação de preços foi constatada no vestido de festa junina infantil.

O vestido de festa junina infantil, tamanho 8 a 12 anos, custa R$ 48 na Betel Variedades e R$ 199 na Monydai. Com isso, a diferença é de 314,58% entre as lojas.

O chapéu de festa junina feminino, infantil, tamanho 6 a 10, custa R$ 13,50 no Paulistão e R$ 45 na loja Cerejinha. Portanto, a variação é de 233,33% de um estabelecimento a outro.

O chapéu de festa junina masculino, infantil, tamanho 6 a 10, tem o valor de R$ 9 na Betel Variedades e R$ 30 na Cerejinha. Com isso, a diferença é de 233,33% entre as lojas.

O vestido de festa junina adulto, tamanho único, custa R$ 78 na Betel Variedades e R$ 199 na Monydai. Portanto, a variação é de 155,13%.

A camisa xadrez adulto, tamanho único, tem o valor de R$ 49 na Betel Variedades e R$ 109 no Carrefour. Com isso, a diferença é de R$ 122,45%.

Confira outros itens pesquisados:

Dos 8 itens pesquisados:

  • 7 custam mais barato na loja Betel Variedades
  • 1 custa mais barato na loja Paulistão
  • 2 custam mais caro na loja Monydai
  • 2 custam mais caro na loja Cerejinha
  • 1 custa mais caro na loja Paulistão
  • 1 custa mais caro na loja São Gonçalo
  • 1 custa mais caro na Loja Giga
  • 1 custa mais caro no Carrefour

900 FOCOS

Agravamento de incêndio perto de Corumbá e Ladário gera fumaça gigantesca

Céu nas duas cidades ficou encoberto durante toda esta quinta-feira e área queimada no Pantanal passa de 236 mil hectares

21/06/2024 07h00

Fumaça de queimadas encobriu Corumbá

Fumaça de queimadas encobriu Corumbá Foto: Rodolfo César

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Os incêndios florestais no Pantanal ganharam uma nova proporção nesta quinta-feira (20) e um fogo que cresceu na região de Ladário cobriu tanto a Pérola do Pantanal, como Corumbá com uma fumaça densa no meio da tarde.

O sistema Pantanal em Alerta!, dos Bombeiros de Mato Grosso do Sul, mostrou que os focos de calor para o bioma chegou a 1,8 mil casos durante a manhã. Mais de 900 desses focos estavam registrados em Corumbá e Ladário.

Os incêndios na região apresentam com nível de destruição bem maior do que ocorreu em 2020, ano em que houve um dos maiores fogos.

Neste mês de junho, nos primeiros 20 dias, em torno de 236 mil hectares já foram queimados. No acumulado de 2024, 517.525 hectares foram afetados pelas chamas, conforme o sistema Alarmes, do LASA/UFRJ. 

Essa área atingida corresponde, atualmente, a mais de 3% do Pantanal que foi queimado ainda neste primeiro semestre. Em termos de ações para combater essa condição, o governo do Estado aponta que há medidas sendo realizadas. Contudo, sem a efetivação completa para frear o avanço do fogo. 

"Desde o ano passado estamos se estruturando, com a compra de equipamentos, aviões, implantação de bases avançadas e helicópteros das forças de segurança à disposição. Agora é uma missão de todos, temos que nos unirmos, fazer uma força conjunta para este enfrentamento.

As ONGs estão se mobilizando, temos ajuda dos produtores e de quem mora na região. É uma união em torno desta causa", ressaltou o governador Eduardo Riedel (PSDB), em fala divulgada neste dia 20. 

Segundo o governo estadual, já foram investidos R$ 50 milhões no trabalho de combate ao fogo. Porém, uma das situações que ainda não foram atendidas envolve o uso de aeronaves no combate direto das chamas.

Ao menos em Corumbá e Ladário, o reforço aéreo realizou uma ação no começo do mês, mas não voltou a ser utilizado.

As Prefeituras de Corumbá e Ladário não fizeram manifestação pública com relação a medidas de combate do fogo. 

Já o governo federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, realizou reunião com diferentes representantes governamentais e do terceiro setor na terça-feira (18) e há previsão para realizar um anúncio de medidas nesta sexta-feira (21).

O que já se sabe é que houve a liberação para contratação de mais brigadistas para o Prevfogo/Ibama, porém o reforço só deve ficar disponível a partir de julho.

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