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ROUBOS

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Bando faz arrastão em comércios na região sul da Capital

Bando faz arrastão em comércios na região sul da Capital

NADYENKA CASTRO

27/12/2010 - 01h35
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Quatro bandidos fizeram um arrastão em comércios de bairros da saída para São Paulo, em Campo Grande, na noite de sábado. Hélio Porfilho de Moura, 37 anos, Marco Antônio Marinho de Melo, 29 anos, Wellington Rafael de Araújo, 20 anos, que estão presos e outro criminoso, ainda não localizado, praticaram pelo menos quatro roubos entre as 21h15min e 22h30min de anteontem. Os clientes dos estabelecimentos também foram assaltados.

De acordo com a Polícia Civil, o primeiro crime foi em uma lanchonete da Rua Calendária, Vila Ipiranga. Os quatro criminosos entraram no local com armas de fogo e renderam clientes e funcionários. Do comércio eles roubaram dois micro-ondas, refrigerantes, cervejas e a gaveta do caixa com dinheiro.

Campo Nobre
Quinze minutos depois do primeiro crime, o alvo foi uma conveniência da Rua Campo Nobre, no Jardim Campo Nobre, onde também entraram os quatro ladrões com armas de fogo e roubaram R$ 400, cheques e celulares.

Logo após o bando assaltou uma lan house e eletrônica que fica na mesma via, a cerca de 500 metros. Havia aproximadamente 10 pessoas no local, mas somente uma ficou quando os bandidos entraram. As demais correram com medo.

Do local foi levado dinheiro – do total de R$ 18 havia seis moedas de R$ 1, e um amplificador de som. O cliente que não fugiu foi obrigado a levantar a camiseta e teve o celular roubado.

O último roubo aconteceu em uma sorveteria do Bairro Universitário, na Rua Souza Lima. Pessoas que estavam no local foram assaltadas e o proprietário teve que entregar a gaveta do caixa e caixas de som.

Prisão
Após os roubos, as vítimas acionaram a Polícia Militar (PM) e descreveram os autores e contaram que eles utilizavam um Corsa de cor branca na fuga. Policiais que trabalhavam na região foram avisados e então prenderam Hélio, Marco Antônio e Wellington no Bairro Taquarussu.

Os policiais identificaram o veículo e viram várias pessoas em volta. Quando se aproximaram, alguns rapazes fugiram e entraram em uma residência. Marco Antônio foi preso quando tentava pular o muro; Hélio foi encontrado escondido no banheiro e Wellington foi o último a ser pego.

Marco Antônio e Hélio confessam o crime. Ambos já estiveram presos por tráfico de drogas, sendo que Marco estava em liberdade condicional havia dois meses. Wellington nega envolvimento. Parte do material roubado foi recuperada.

PLANO-REAL

Há 30 anos FHC e Silvio Santos discutiam transição para o real com batom e faxina

O episódio foi relembrado nas redes sociais da Fundação FHC para marcar as três décadas da entrada em vigor da URV (Unidade Real de Valor)

01/03/2024 23h00

Em meio a uma ofensiva de comunicação para explicar a população o que era a URV, que serviria de transição para a implementação do real em julho daquele ano Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil)

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Há 30 anos, o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, ia ao auditório do Programa Sílvio Santos no SBT apresentar, com exemplos corriqueiros que iam do preço de um batom ao valor da diária de uma faxineira, um ambicioso plano de estabilização econômica que acabaria com a hiperinflação no país.

O episódio foi relembrado nas redes sociais da Fundação FHC para marcar as três décadas da entrada em vigor da URV (Unidade Real de Valor), um índice de referência para o valor real de preços descontando a alta inflação do cruzeiro real, em 1º de março de 1994.

Em meio a uma ofensiva de comunicação para explicar a população o que era a URV, que serviria de transição para a implementação do real em julho daquele ano, o então ministro do governo Itamar Franco foi ao programa popular do SBT.

Logo na apresentação do ministro ao público, Silvio Santos introduz o tema pronunciando a sigla URV como uma palavra, "urvi", ao que é corrigido por FHC.

"Os meus funcionários perguntam se eles vão perder alguma coisa com a 'urvi'. O que é que o senhor acha, ministro? Eles vão perder?", questiona o apresentador.
"Olha, primeiro esse 'urvi' o nome é muito feio, né? Eu gosto de falar URV", responde o ministro, que seria eleito presidente da República no fim daquele ano.

"Hoje, como você sabe, com a inflação, a gente pensa que ganha um montão de dinheiro, mas, quando vai comprar, o montão sumiu, porque a inflação corrói o salário. É sorvete no asfalto quente, desaparece o salário. Então essa URV é uma maneira de você não perder, porque eu vou definir o salário fixo em URV", afirmou.

FHC explica, então, que o salário seria atrelado à inflação e que a população veria o preço correspondente à URV, estável em relação ao dólar, para ter uma referência do preço sem o aumento da inflação.

"Uma empregada doméstica, por exemplo, chega na minha casa, eu digo para ela: 'Olha, fulana, você vai ganhar 100 cruzeiros'. Como hoje é dia primeiro, então ela sabe que está ganhando 100. Só que, quando eu vou pagar para ela no dia 30, vou puxar uma nota de 100 e dar para ela. Acontece que aquela nota de 100, com uma inflação de 40% [ao mês] que nós estamos tendo, ela recebe os 100, mas não vale 100, vale 60. Agora, com a unidade real de valor, eu vou chegar perto da empregada e dizer: 'Olha, você vai ganhar 100 cruzeiros'. Acontece que, se a inflação for de 40%, no final do mês, ela não vai receber só os 100. Ela vai receber 140", exemplifica Silvio Santos.

Silvio usa ainda o exemplo de fabricantes de sapatos para explicar o que são oligopólios e dizer que o governo fiscalizaria aumentos abusivos de preços.


"O sapato não é oligopólio", diz FHC. "Mas vamos supor que fosse", continua, antes de dizer que fabricantes não poderiam se unir para definir em conjunto um preço acima da inflação.

Outro bem que o apresentador escolhe para exemplificar o tema é o batom, "porque a maior parte aqui do meu auditório usa batom", diz, dirigindo-se à plateia majoritariamente feminina.


"De acordo com a nossa programação, certamente, na pior das hipóteses, no segundo semestre, a inflação caiu, acaba", diz FHC, defendendo o plano. "Por que não faz já? Porque a população tem que participar, tem que entender, tem que se acostumar a calcular [os preços] de maneira fixa, estável, na URV."
Silvio encerra o programa fazendo um apelo para que a população tomasse a URV como referência para ajudar a estabilização dos preços.

"O que o ministro deseja, o que nós, brasileiros, que zelamos pela nossa pátria, desejamos, é que você nos faça um favor. Veja quanto custam as coisas, mas veja em cruzeiros e transforme imediatamente em URV. Essa é a primeira lição da cartilha. Veja quanto você está pagando por qualquer coisa, por uma gravata, por um quilo de feijão, por uma roupa, por uma saia, por um corte de cabelo. Veja quanto você está pagando em cruzeiros e transforme imediatamente em URV. Se você fizer isso, nós já passamos do primeiro para o segundo ano", conclui.

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BITCOIN

Trio furta R$ 3,6 milhões em moeda virtual de casal que mora em Campo Grande

Farsantes, dois dos três foram capturados pela polícia, eram 'amigos' das vítimas e, depois de obterem a senha, desviaram os milhões

01/03/2024 19h20

Prisões ocorreram em São Paulo e no Paraná Divulgação/Polícia Civil de MS

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Dois homens que mexem com assessoria financeira, de Campo Grande, foram presos pelo furto de R$ 3,6 milhões em criptomoedas, conhecido como Bitcoin, um tipo de moeda virtual. Vítima dos trapaceiros é um casal, também moradores da capital sul-mato-grossense, cujos nomes não foram divulgados.

A investigação foi tocada pelo Garras, braço da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, a Delegacia Especializada em Repressão a Roubas a Banco, Assaltos e Sequestros.

Denominada Verbum Clavis (palavra-chave), a operação, imposta nesta sexta-feira (1), contou com a participação do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Pelo divulgado, dois implicados no caso, Filippe Barros Sims, foi detido em Osasco, São Paulo e Jair do Lago Ferreira Júnior, capturado em Curitiba, capital paranaense.

Resta a polícia prender um terceiro envolvido, Mauro Aurélio de Sousa, que teria ido para em algum lugar da Inglaterra. O trio pode ser condenado a até oito anos de prisão.

Investigadores do caso informaram que os farsantes quebraram a relação de confiança que tinham com as vítimas. Descobriram a senha das contas e, logo tiveram o domínio acerca de dos R$ 3,6 milhões.

Na nota sobre o caso não é mencionado se o casal campo-grandense recuperou, ou não, a soma da moeda virtual.

Legislação

No Brasil, a pena para quem pratica essas condutas varia de quatro a oito anos, no caso do furto qualificado, previsto no art. 155, §4º-B, do Código Penal (CP); somado à pena de um a três anos pela associação criminosa, previsto no art. 288 também do CP. O nome da operação “Verbum Clavis” deriva da expressão em latim para “palavra-chave”

O QUE É

Criptomoeda é um sistema de pagamento digital que não depende de bancos para verificar e confirmar transações.

É um sistema ponto a ponto que permite a qualquer pessoa enviar e receber pagamentos de qualquer lugar. Em vez do dinheiro físico transportado e trocado no mundo real, os pagamentos em criptomoeda existem unicamente como valores digitais em um banco de dados online que documenta as transações específicas. Ao transferir fundos de criptomoeda, as transações são registradas em um livro contábil público. A criptomoeda é armazenada em carteiras digitais.


 

 

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