Cidades

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Bando que atacou shopping previa onda de assaltos

Bando que atacou shopping previa onda de assaltos

Redação

14/05/2010 - 06h00
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Michelle Rossi

Um “quartel general” (QG) do crime estava montado no Conjunto Habitacional Coophavila II e foi a base para o assalto praticado contra o Shopping Norte-Sul, na noite de segunda-feira, em Campo Grande. Há pelo menos 30 dias, a casa foi alugada e era frequentada por Tiago Vinícius Vieira, 24 anos, preso na quarta-feira, por porte ilegal de arma e envolvimento no  assalto. O imóvel também era frequentado por Paulo Fernandes de Menezes, 45 anos, e Eliseu da Silva Maldonado, 27 anos – ambos identificados pela polícia como autores do roubo ao shopping. Existe ainda um quarto envolvido, sem identificação pela polícia até o momento.
De acordo com o delegado titular da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (Derf), Roberval Maurício Cardoso Rodrigues, a quadrilha teria se conhecido em ambiente prisional e estaria planejando assaltos em Campo Grande – “Tiago e Eliseu têm passagem pela polícia por roubo e homicídio”, resumiu.
O primeiro crime da quadrilha seria um assalto contra um carro forte que abastece bancos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), no entanto, o bando desistiu da ação pela complexidade da tarefa. O assalto foi efetivado então no Shopping Norte-Sul, na segunda-feira, quando os quatro roubaram cerca de R$ 1,6 mil em dinheiro do banco Bradesco, instalado no local; joias da joalheria Mandala – cujo valor não foi divulgado pela polícia – e aproximadamente R$ 2,2 mil do cofre do supermercado Fort Atacadista.
“Foi pouca quantidade em dinheiro pois os grandes volumes são transportados constantemente e não ficam armazenados nos locais. Quando eles praticaram o assalto, havia só notas pequenas tanto no cofre quanto no banco”, comentou o delegado sobre o produto do roubo.
As joias e parte do dinheiro foram recuperados na mesma noite do crime, quando os assaltantes abandonaram o carro que utilizaram para o roubo, após ouvir dois disparos de arma de fogo. “Nenhum tiro atingiu o carro e não há condições ainda de afirmar se eles partiram da polícia. Mas sabemos que eles (os bandidos) abandonaram o carro e fugiram depois que ouviram os tiros”, resumiu o delegado responsável pelas investigações.

O caso
A quadrilha observava o Shopping Norte-Sul há cerca de um mês, segundo a polícia. Não houve dificuldade para os bandidos entrarem no local, pois não há segurança armada, segundo relatos. Ninguém ficou ferido no assalto.      
Tiago foi preso na quarta-feira, quando chegava em sua casa no Bairro Universitário. Foram apreendidos com ele três pistolas e uma metralhadora, calibre 9 milímetros, mais capuzes, luvas e máscaras cirúrgicas usadas no assalto. A irmã de Tiago, que estava com ele no momento da prisão, foi encaminhada à delegacia, mas liberada em seguida.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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