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MAS JÁ?

Bar que teve aglomeração na inauguração reabre uma semana após ser interditado

Estabelecimento, que fica na rua Antônio Maria Coelho, promoveu show de pagode em seu primeiro dia, sendo fechado logo depois
01/07/2020 19:35 - Eduardo Miranda, Nyelder Rodrigues


 

Durou apenas uma semana o fechamento do Barolé, bar que inaugurou no dia 21 de junho, um domingo, com um show de pagode em que as regras impostas para contenção da covid-19 não foram respeitadas e houve aglomeração de pessoas. O local foi interditado na terça-feira seguinte, dia 23, pela Vigilância Sanitária.

Porém, nesta quarta-feira (1), o estabelecimento já se encontrava reaberto, conforme flagrado pela equipe do Correio do Estado. Apesar de estar com portas abertas e com funcionários, não haviam clientes dentro do bar.

Em contato com o secretário municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana, Luiz Eduardo Costa, foi informado que a situação seria repassada para a fiscalização da pasta, mas não foi confirmado se o local já tem ou não autorização para funcionar de novo. 

Proprietário do estabelecimento, Deodato Neto, disse ao Correio do Estado que, após notificação e interdição, eles entraram com o recurso de defesa dentro do prazo estabelecido e apresentaram o projeto de biossegurança, que foi aprovado pela administração municipal, permitindo a reabertura do estabelecimento, dentro das normas. Neto disse ainda que na ocasião do fechamento, as pessoas estavam aglomeradas na rua e, assim que foi percebida a situação, eles não foram atendidos e orientados a se retirar, o que aconteceu cerca de uma hora depois. 

A aglomeração no Barolé foi denunciada em vídeos que foram postados nas redes sociais mostrando a lotação do ambiente, um deles feito por um produtor cultural que, apesar de saber na pele as dificuldades do setor, se indignou com a situação diante de uma pandemia que em Mato Grosso do Sul piora cada vez mais.

Conforme decreto municipal, bares, lanchonetes e restaurantes estão autorizados a abrir desde que cumpram o toque de recolher e as medidas de biossegurança, entre elas o atendimento com a capacidade máxima de 60%, o que não ocorreu no Barolé.

O proprietário do bar chegou a pedir desculpas em uma postagem no Instagram do estabelecimento. Ele afirma que não esperava um público tão grande e que tomou medidas imediatamente. Mesmo assim, a Vigilância visitou o estabelecimento e o lacrou.

"A intenção inicial era tão e somente a divulgação da nova casa, as regras de distanciamento foram seguidas, nossa equipe estava toda paramentada e o uso de máscaras foi sugerido, embora não exigido, por ser local de consumo. Jamais imaginaríamos, por ser uma inauguração, que o público será tão grande", frisa, completando em seguida.

*Matéria atualizada às 10h11 do dia 2/07 para acréscimo de informações

 

Felpuda


Conversas muito, mas muito reservadas mesmo tratam de possível mudança, e não pelo desejo do “inquilino”.

Por enquanto, e em razão de ser um assunto melindroso, os colóquios estão sendo com base em metáforas.

Até quando, não se sabe, pois o que hoje é considerado tabu poderá se tornar assunto em rodinhas de conversas.

Como dizia o célebre Barão de Itararé: “Há mais coisas no ar, além dos aviões de carreira”. Só!